6 comentários em “medusa – vinicius ferreira barth”

  1. Lindo e forte a tua matéria poética, Vinicius. Há rasgos de erudição da tua composição! Te deixo um dos meus:

    Réquiem

    Procuro um, procuro outro.
    São um e outro de um fundo só.
    Proclamei a mim um e outro de um só fundo,
    que não são um nem outro nem um fundo só.
    – São cracas de uma epiderme que se morbidificam em nós.

    Namaste!

    Rô Candeloro (amigo do Ade)

    1. fala Rosana!
      parabéns pelo poema, me pareceu um Sá Carneiro atualizado.
      e valeu pelos comentários. sempre bom receber um feedback (com ou sem óculos)

  2. Obrigada, Vinicius! Agora, digito com meus óculos resgatados…
    Li bastante Sá-Carneiro, quando bem jovem, mas minha poesia é pura Filosofia, porque estou mergulhada na área há 32 anos. Elas estão em mim, Poesia e Filosofia, unificadas, como pretendia F. Schlegel.

    Deixo-te mais um da mesma lavra:

    Arqueologia do ser

    Sou os outros que são outros
    E nesta indigesta inconstância de ser
    Morro quando, da tentativa de outros,
    Me tentam resgatar, logicamente me ter.

    Eu sou eu, não sou una
    Sou cortiço, multidão!
    Em mim o não sair de mim mesma
    É forma lídima de degenerescência
    Tributo caro da reflexão!

    Abraço a todos!

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