poesia

Uma serenata – adriano scandolara

Você está em seu primor
quando menos
presta, quando Vênus com Espelho
tem todo o pudor de quem profana
um templo,     Dioniso
arfando em seu alento.
Desprezamos a brancura do lírio,
sua exaltação como
moeda intacta
de um tempo remoto.

Agora enquanto a ausência quimera
devassa todo o bairro boêmio
que outros dedos irão te
despetalar?
Messalina nas ruas, Salomé desvelada
Vênus das peles lançada à lama
de meus devaneios
(dormindo sozinha outra vez em sua cama,
a calcinha rosa de algodão
corada de vergonha).

Adriano Scandolara

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