poesia

Samizdat 36

Acabou de sair o número 36 da revista Samizdat. Segundo os editores da revista, explicando sua concepção, “as samizdats surgiram na União Soviética e visavam contornar uma máquina de censura e exclusão, por isto, cada autor e leitor tinham a missão de fazer uma cópia dos textos e passar adiante. Nossa SAMIZDAT também visa contornar uma estrutura excludente – o mercado literário -, que ignora e desqualifica qualquer escritor que não se enquadre em seus estritos parâmetros.”

 

A revista publica contos, ensaios, traduções e também tem uma parte dedicada a poesia, na qual está meu poema Nazca. O link para a revista está aqui.

 

O poema, que já postei anteriormente no blog, é este:

 

NAZCA

homens graves encaram o horizonte
e pisam as areias de Nazca
em suas linhas feridas a esmo
como hereges perfazem um ato de fé

é preciso fugir dos males daqui
regressar à pátria querida

(num mundo de bastidores
a verdade cheira a demência)

é preciso fazer-se escada
saltar por abismos de graça e justiça
mais altos  mais desconhecidos  mais claros

é preciso colocar a própria mente
sob a sola dos pés

a fim de que as antigas vias tortas
imagens vistas do alto
testemunhem a transfiguração

 

bernardo lins brandão

 

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