poesia

propósitos antigos

propósitos antigos se dissolvem na correnteza
a embriaguez do vinho também se embriaga
já próxima ao limiar

mil perguntas rogam por resposta
e as montanhas se calam
escondendo as rugas sob as pedras

um velho lança o anzol
sobre os escombros de uma civilização
o peão insiste em rodar
no circo de concreto

ao fundo
a suave cantiga do infinito

bernardo lins brandão

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2 comentários sobre “propósitos antigos

  1. Maria Helena Kühner disse:

    Fez-me lembra ruma frase que ouvi do Alceu Amoroso Lima e na época me soou estranha “Simplificação é descida em profundidade.” Você é um exemplo perfeito. Obrigada por sua poesia.

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