poesia, tradução

horácio fiebelkorn

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Horacio Fiebelkorn nasceu em La Plata em 1958 e vive em Buenos Aires. Publicou Caballo en la catedral (ed. El Broche, La Plata, 1999), Zona muerta (La Bohemia, 2004), Elegías (2008), Tolosa (2010), Sobre o tempo que se perde em buscar o tempo perdido (publicado em plaquete com tradução de Virna Teixeira, São Paulo, 2011) e Pájaro en el palo (Uruguay, 2012). Integrou também uma antologia de poetas platenses em 1998 e a Antologia de poesia erótica argentina (Ed. Manantial, 2002). Foi co-editor do tablóide de poesia La novia de Tyson nos anos 90.

Logo abaixo, um poema em tradução de Vinicius Ferreira Barth. No primeiro número impresso do escamandro, que logo sairá, teremos mais traduções.

PS: Vinicius Ferreira Barth é de Curitiba e mora em Buenos Aires, nascido em 1986, graduado e com mestrado em fase de conclusão na área de estudos literários pela UFPR. É tradutor, entre outras coisas, das Argonáuticas de Apolônio de Rodes, e também é ilustrador e fotógrafo.

Para mais poemas de Fiebelkorn publicados numa postagem anterior aqui no escamandro, clique aqui.

escamandro

           

As cidades pequenas têm amplas zonas
de casas baixas. Por isso pode-se ver o horizonte,
tocado, apenas, por silhuetas de árvores e construções.
A presença contínua do horizonte
nas cidades pequenas convida à liberdade, e por isso
gera angústia, com uma carga de terror e reclusão
que não se pode nomear. Seus habitantes
não sabem ser livres.
Nas urbes, a ausência de horizonte visível
permite uma liberdade moderada e anônima,
sem cor e sem nenhuma expectativa.
Quando as cidades pequenas aprenderem a ser livres,
as cidades grandes desaparecerão.

           

Las ciudades chicas tienen amplias zonas
con casas chatas. Por eso se puede ver el horizonte,
apenas tocado por siluetas de árboles y construcciones.
La presencia continua del horizonte
en las ciudades chicas, invita a la libertad y por lo mismo
genera angustia, con una carga de terror y encierro
que no puede nombrarse. Sus habitantes
no saben ser libres.
En las urbes, la ausencia de horizonte visible
permite una libertad moderada y anónima,
sin color ni expectativa alguna.
Cuando las ciudades chicas aprendan a ser libres,
las ciudades grandes van a desaparecer.

(Horacio Fiebelkorn, tradução de Vinicius Ferreira Barth)

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