poesia, tradução

A tarde de um fauno

Nadar-MallarméStéphane Mallarmé (1842 – 1898) dispensa apresentações. Imagino que quase todo poeta moderno, se lhe fosse dada a oportunidade, trocaria sua própria obra inteira pela chance de ter escrito o Un coup de dés. E, mesmo que Mallarmé nunca tivesse escrito o Un coup de dés, como ele também nunca conseguiu concluir Le Livre, sua ambiciosa grande obra total (o livro em que o mundo inteiro foi feito para acabar), os poemas escritos antes já seriam o suficiente para fazer dele, senão O Mallarmé que conhecemos hoje, pelo menos o mais influente dos simbolistas, ainda assim. E a sua obra não é das mais extensas: além dos poemas breves famosos como “Salut”, “Ses purs ongles”, “Brise marine” e os “Tombeaux”, sobre os quais Mallarmé se debruçou e reescreveu a vida inteira, ela inclui alguns experimentos com prosa (ou prosa poética, melhor dizendo, dentre os quais destaca-se o enigmático conto Igitur), dois longos poemas deixados inacabados – “Herodiade”, sobre a figura bíblica de Salomé, e “Pour un tombeau d’Anatole”, um poema sobre a morte de seu filho Anatole, que morreu aos oito anos de idade – e L’après-midi d’un faune.

Com 110 versos em dísticos de alexandrinos rimados, L’après-midi é provavelmente o poema simbolista por excelência, descrevendo em forma de monólogo, numa vagueza sugestiva, os delírios sensuais de um fauno que acorda de sua sesta para perseguir ninfas (ou para se lembrar de encontros anteriores com ninfas… fica meio ambíguo no texto), como era típico da disposição desses seres mitológicos. Publicado pela primeira vez em 1876, ele serviu de inspiração para o compositor Claude Debussy compor o influente poema sinfônico Prélude à L’après-midi d’un faune (1894), que, apesar de não utilizar o poema como letra (trata-se de uma peça puramente orquestral, afinal de contas), tem o tom, as imagens e a ambientação geral dos versos de Mallarmé como referência. Se é verdade que os poetas do período se esforçaram para tentar aproximar a poesia da música, inspirados sobretudo em Wagner e o seu uso do leitmotiv (compositor do qual Debussy se esforçou para se afastar e que foi muito influente para escritores como Villiers de L’Isle-Adam, autor de Äxel, e Édouard Dujardin, do Les lauriers sont coupés),  um movimento semelhante, mas na via contrária (visando aproximar a música do poético), também pode ser observado em Debussy – é só prestar atenção nessa flautinha sugestiva e sem vergonha que abre a peça e cuja frase musical é repetida algumas vezes depois ao longo dos seus 10, 11, 12 minutos (a duração depende da interpretação). Aliás, recomendo seriamente que se escute ao Prélude para a leitura desta postagem, aqui regido por Leonard Bernstein:

Nijinsky-FauneMais tarde, em 1912 (alguns anos após a morte de Mallarmé, infelizmente), Vaslav Nijinsky aproveitou o Prélude de Debussy, então, para compor um balé intitulado L’après-midi d’un faune, em que ele mesmo fez o papel do Fauno. Nijinsky, lembremos, foi também o coreógrafo e bailarino responsável pelo espetáculo polêmico da Sagração da Primavera de Stravinsky, em 1913, e à época o L’après-midi foi quase tão polêmico quanto. Estamos aqui cada vez mais próximos da arte moderna tal como a conhecemos.

Mas voltemos ao poema.

A tradução que eu apresento a vocês agora (muito que eu queria poder apresentar uma tradução minha, mas hélas, no momento o tempo não me permite) é a de Décio Pignatari presente no volume Mallarmé, organizado por ele e pelos irmãos Campos e publicado pela primeira vez em 1978. A tradução do Décio é, famosamente, no entanto, não apenas uma tradução mas uma tridução, um trabalho triplo em que, para cada verso, Décio propõe três possibilidades diferentes. Por exemplo, para os três versos iniciais:

Ces nymphes, je les veux perpétuer.
                                                          Si clair,
Leur incarnat léger qu’il voltige dans l’air
Assoupi de sommeils touffus.
                                                 Aimai-je un rêve ?

Temos:

Quero perpetuar essas ninfas.
                                                 Tão claro
Essas ninfas eu quero eternizar.
                                                 Tão leve
Vou perpematar essas ninfas.
                                                 É tão claro
É o rodopio de carnes, que ele gira no ar
É a sua carnação, que ela gira no ar
Seu ligeiro encarnado a voltear no ar
Entorpecido de pesados sonos.
                                                 Sonho?
Sonolento de sonhos e arbustos.
                                                 Foi sonho?
Espesso de mormaço e sonos.
                                                 Sonhei ou…?

E assim por diante. É um trabalho impressionante, ainda que algumas escolhas não sejam ideais (“perpematar”, por exemplo, tenta manter e destacar um “tuer” (matar) em “perpétuer”, mas não consigo deixar de sentir que seja uma palavra, bem, feia, especialmente para se abrir um poema). No entanto, porque ele trabalha com três perspectivas de uma vez sobre o poema – e lembremos que todo poema comporta em si uma potencialidade quase inesgotável de traduções possíveis, como na metáfora da foto de uma estátua, como bem o disse o Gontijo anteriormente (no post sobre os carrinhos de mão de Williams, clicando aqui) – , Pignatari pode nos evidenciar muitas coisas que uma tradução mais normal não poderia, especialmente no tocante a esses jogos de palavras tão comuns na língua francesa. Além do mais, temos não bem três traduções do poema, mas três traduções individuais possíveis para cada verso (e, compreensivelmente, para isso Décio precisou abrir mão das rimas sistemáticas), o que, quando se faz a conta, dá bem mais do que 3 traduções. Se voltarmos a esses 3 primeiros versos de abertura, observamos como eles podem ser combinados livremente, de modo que 3x3x3 nos dá 27 combinações, se a minha matemática não me falha. Aplicando a análise combinatória para o poema inteiro, então, com 110 versos, temos ao todo 3^110 possibilidades de traduções, um número com mais de 50 zeros – ou, na prática, um pouco menos, já que há alguns trechos em que essa liberdade combinatória é um tanto cerceada pela necessidade da continuidade da frase sintática, mas são poucos.

Pensando nisso, portanto, e no quanto é um pouco desorientante fazer a leitura dessa tridução nas páginas do Mallarmé, visto que os versos ficam constantemente começando e recomeçando e medindo e remedindo (com um efeito mais ou menos semelhante com o de se ler o poema conceitual “Via”, de Caroline Bergvall (clique aqui), que faz algo parecido com o primeiro terceto da Divina Comédia) e destruindo a linearidade da leitura, eu decidi cometer uma heresia e fazer a minha própria seleção da tridução de Décio (livremente combinada, como vocês podem ver) para transcrevê-la e compartilhá-la aqui com vocês, destacando apenas uma das 3^110 possibilidades de tradução, a que eu acredito que possa ser a mais interessante para quem nunca leu o poema.

Adriano Scandolara

 

Ilustração por Édouard Manet.

Ilustração por Édouard Manet.

 

A tarde de um fauno

Quero perpetuar essas ninfas.
                                                 Tão claro
Seu ligeiro encarnado a voltear no ar
Espesso de mormaço e sonos.
                                                 Sonhei ou…?

Borra de muita noite, a dúvida se acaba
Em mil ramos sutis a imitar a mata,
Prova infeliz de que eu sozinho me ofertava
À guisa de triunfo a ausência ideal das rosas.

Reflitamos…
                 E se essas moças, minhas glosas,
Não passarem de sonho e senso fabulosos?
Fauno, dos olhos da mais casta, azuis e frios,
Flui a ilusão com uma fonte em prantos, rios:
Mas, em contraste, o hálito da outra, arfante,
Não é o sopro de um dia quente nos teus pelos?
Mas, não! No pasmo exausto e imóvel, a manhã
Se debate em calor para manter-se fresca
E água não canta que da avena eu não derrame
No bosque irrigado de acordes – e o só sopro
Que flui da flauta dupla prestes a exalar-se
Pronto a extinguir-se antes que se disperse em chuva
Estéril, é somente o sopro no horizonte
Sem uma ruga a perturbá-lo, da visível
E calma inspiração artificial do céu.

Ó orla siciliana das baixadas calmas,
Que êmula de sóis, minha vaidade pilha,
Sob centelhas de flores, taciturno, CONTE
“Que aqui com arte e engenho vinha eu domar
Caules ocos no glauco ouro azul de longínquos
Verdes, às fontes dedicando seus vinhedos,
E ondulava um brancor animal em repouso:
E que ao prelúdio lento em que nascem as flautas,
Este vôo de cisnes, ou náiades! foge
Ou mergulha…
                    Arde a tarde inerte na hora fulva
Sem traço da arte vária pela qual fugiu
Tanta núpcia ansiada por quem busca o la:
Despertarei então à devoção primeira,
De pé e só sob uma luz que flui de outrora,
Lírio! e um de vós todos pela ingenuidade.

Mais que esse doce nada, arrulho de seus lábios
O beijo que, bem baixo, é perfídia segura,
Atesta uma mordida este meu seio virgem,
Misteriosa marca de algum dente augusto;
Mas, chega! que esse arcano elege por amigo
O junco vasto e gêmeo sob o céu tocado:
Ei-lo que chama a si a turbação da face
E num extenso solo sonha que entretemos
A beleza ao redor, mediante confusões
Falsas entre ela própria e o nosso canto crédulo –
E tanto quanto alcance um módulo amoroso
Faz que se esvaia a ilusão banal de dorso
Ou de lado, seguidos pelo olhar sem ver,
Uma linha monótona, sonora e vã.

Volta, pois, instrumento de fugas, maligna
Flauta, a reflorescer nos lagos onde me ouves:
Do meu tropel cioso, irei falar de deusas
Por muito tempo – e em muita pintura profana
À sua sombra hei ainda hei de enlaçar cinturas;
E quando a luz das uvas tenha eu sorvido
Banindo um dissabor por fingimento oculto,
Gozador, ao verão do céu oferto os bagos
E soprando nas peles translúcidas, ávido
E ébrio, fico olhando através até a noite.

Reavivemos, ninfas, LEMBRANÇAS diversas.
“Pelos juncos, o olhar violava as colinas
Imortais, que afogam na onda a queimadura,
Soltando gritos de ira contra o céu da mata;
E o banho esplendoroso dos cabelos some
Em calafrios e claridades, pedrarias!
Precipito-me – e eis a meus pés, enroscadas
Langorosas haurindo esse mal de ser dois,
Duas carnes dormindo entre os braços do acaso:
Sem desfazer o enlace, arrebato-as e alcanço
Rumo a esse alcatife, odiado pela frívola
Sombra, de rosas desperfumando-se ao sol,
Para esse embate igual ao dia que se consome.
Ó cólera das virgens, eu te adoro, gozo
Feroz do fardo nu e sagrado que se esquiva,
Fugindo à boca em água ardente, quando um raio
Faz tremer! o temor mais secreto da carne:
Dos pés da desumana ao peito da mais tímida
Que a pureza abandona, orvalhada ora por
Lágrimas tristes ou não tão tristes vapores.
Meu crime foi o de ter, contente de vencer
Temores infiéis, partido ao meio a moita
De beijos, pelos deuses tão bem guarnecida;
Sob as pregas felizes de uma só (guardando
Com simples dedo, a fim que o seu candor de pena
Se maculasse na emoção de sua irmã –
Aquela que é pequena, ingênua e não se peja:)
Que de meus braços moles por delíquios vagos
Liberta-se essa presa para sempre ingrata,
Sem pena do soluço ainda em mim cativo.

Azar! Hão de arrastar-me outras ao prazer,
As tranças emaranhando aos chifres desta fronte:
Tu sabes, vida minha: púrpura e madura
Toda romã estala em zumbidos de abelhas;
E o nosso sangue, amante de quem vai sugá-lo,
Escorre pelo eterno enxame do desejo.
Na hora em que se banha o bosque em cinza e ouro,
Uma festa se exalta na ramada extinta:
Etna! É em meio a ti, visitado por Vênus,
Pousando em tua lava o calcanhar ingênuo
Se troa um sono triste ou desfalece a flama.
Minha, a rainha!
                        Ó, punição…
                                            Não, mas a alma

Vazia de palavras e este corpo espesso
Tarde sucumbem ao silêncio meridiano:
Sem mais, dormir no esquecimento da blasfêmia,
Na areia ressupino e sedento – e sequioso
Oferecer a boca ao astro audaz dos vinhos!

Ninfas, adeus: vou ver a sombra que vos tornais.

                                                

faune-1

                                                

L’Après-Midi d’un faune

Ces nymphes, je les veux perpétuer.
                                                          Si clair,
Leur incarnat léger qu’il voltige dans l’air
Assoupi de sommeils touffus.
                                                 Aimai-je un rêve ?

Mon doute, amas de nuit ancienne, s’achève
En maint rameau subtil, qui, demeuré les vrais
Bois mêmes, prouve, hélas ! que bien seul je m’offrais
Pour triomphe la faute idéale de roses.

Réfléchissons…
                      ou si les femmes dont tu gloses
Figurent un souhait de tes sens fabuleux !
Faune, l’illusion s’échappe des yeux bleus
Et froids, comme une source en pleurs, de la plus chaste :
Mais, l’autre tout soupirs, dis-tu qu’elle contraste
Comme brise du jour chaude dans ta toison !
Que non ! par l’immobile et lasse pâmoison
Suffoquant de chaleurs le matin frais s’il lutte,
Ne murmure point d’eau que ne verse ma flûte
Au bosquet arrosé d’accords ; et le seul vent
Hors des deux tuyaux prompt à s’exhaler avant
Qu’il disperse le son dans une pluie aride,
C’est, à l’horizon pas remué d’une ride,
Le visible et serein souffle artificiel
De l’inspiration, qui regagne le ciel.

Ô bords siciliens d’un calme marécage
Qu’à l’envi des soleils ma vanité saccage,
Tacite sous les fleurs d’étincelles, CONTEZ
» Que je coupais ici les creux roseaux domptés
» Par le talent ; quand, sur l’or glauque de lointaines
» Verdures dédiant leur vigne à des fontaines,
» Ondoie une blancheur animale au repos :
» Et qu’au prélude lent où naissent les pipeaux,
» Ce vol de cygnes, non ! de naïades se sauve
» Ou plonge.. »
                      Inerte, tout brûle dans l’heure fauve
Sans marquer par quel art ensemble détala
Trop d’hymen souhaité de qui cherche le la :
Alors m’éveillerai-je à la ferveur première,
Droit et seul, sous un flot antique de lumière,
Lys ! et l’un de vous tous pour l’ingénuité.

Autre que ce doux rien par leur lèvre ébruité,
Le baiser, qui tout bas des perfides assure,
Mon sein, vierge de preuve, atteste une morsure
Mystérieuse, due à quelque auguste dent ;
Mais, bast ! arcane tel élut pour confident
Le jonc vaste et jumeau dont sous l’azur on joue :
Qui, détournant à soi le trouble de la joue
Rêve, dans un solo long que nous amusions
La beauté d’alentour par des confusions
Fausses entre elle-même et notre chant crédule ;
Et de faire aussi haut que l’amour se module
Évanouir du songe ordinaire de dos
Ou de flanc pur suivis avec mes regards clos,
Une sonore, vaine et monotone ligne.

Tâche donc, instrument des fuites, ô maligne
Syrinx, de refleurir aux lacs où tu m’attends !
Moi, de ma rumeur fier, je vais parler longtemps
Des déesses ; et, par d’idolâtres peintures,
A leur ombre enlever encore des ceintures :
Ainsi, quand des raisins j’ai sucé la clarté,
Pour bannir un regret par ma feinte écarté,
Rieur, j’élève au ciel d’été la grappe vide
Et, soufflant dans ses peaux lumineuses, avide
D’ivresse, jusqu’au soir je regarde au travers.

Ô nymphes, regonflons des SOUVENIRS divers.
» Mon œil, trouant les joncs, dardait chaque encolure
» Immortelle, qui noie en l’onde sa brûlure
» Avec un cri de rage au ciel de la forêt ;
» Et le splendide bain de cheveux disparaît
» Dans les clartés et les frissons, ô pierreries !
» J’accours ; quand, à mes pieds, s’entrejoignent (meurtries
» De la langueur goûtée à ce mal d’être deux)
» Des dormeuses parmi leurs seuls bras hasardeux ;
» Je les ravis, sans les désenlacer, et vole
» A ce massif, haï par l’ombrage frivole,
» De roses tarissant tout parfum au soleil,
» Où notre ébat au jour consumé soit pareil.
Je t’adore, courroux des vierges, ô délice
Farouche du sacré fardeau nu qui se glisse,
Pour fuir ma lèvre en feu buvant, comme un éclair
Tressaille ! la frayeur secrète de la chair :
Des pieds de l’inhumaine au cœur de la timide
Que délaisse à la fois une innocence, humide
De larmes folles ou de moins tristes vapeurs.
» Mon crime, c’est d’avoir, gai de vaincre ces peurs
» Traîtresses, divisé la touffe échevelée
» De baisers que les dieux gardaient si bien mêlée ;
» Car, à peine j’allais cacher un rire ardent
» Sous les replis heureux d’une seule (gardant
» Par un doigt simple, afin que sa candeur de plume
» Se teignît à l’émoi de sa sœur qui s’allume,
» La petite, naïve et ne rougissant pas:)
» Que de mes bras, défaits par de vagues trépas,
» Cette proie, à jamais ingrate, se délivre
» Sans pitié du sanglot dont j’étais encore ivre.

Tant pis ! vers le bonheur d’autres m’entraîneront
Par leur tresse nouée aux cornes de mon front :
Tu sais, ma passion, que, pourpre et déjà mûre,
Chaque grenade éclate et d’abeilles murmure ;
Et notre sang, épris de qui le va saisir,
Coule pour tout l’essaim éternel du désir.
A l’heure où ce bois d’or et de cendres se teinte.
Une fête s’exalte en la feuillée éteinte :
Etna ! c’est parmi toi visité de Vénus
Sur ta lave posant ses talons ingénus,
Quand tonne un somme triste ou s’épuise la flamme.
Je tiens la reine !
                          O sûr châtiment..
                                                       Non, mais l’âme

De paroles vacante et ce corps alourdi
Tard succombent au fier silence de midi :
Sans plus il faut dormir en l’oubli du blasphème,
Sur le sable altéré gisant et comme j’aime
Ouvrir ma bouche à l’astre efficace des vins !

Couple, adieu ; je vais voir l’ombre que tu devins.

 

(Stéphane Mallarmé, tradução de Décio Pignatari)

PS: e, agora que vocês leram o poema e escutaram a música, aproveitem também para assistir ao balé, interpretado aqui nesta versão, baseada no tableau de Nijinsky, por Charles Jude (fauno) e Marie-Claude Pietragalla (ninfa):

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4 comentários sobre “A tarde de um fauno

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