poesia

Heyk Pimenta

 

 

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Esta semana, Heyk Pimenta vai lançar seu livro A serpentina nunca se desenrola até o fim, de Heyk Pimenta (Editora Sete Letras) 09/11 – 19h, Visconde de Pirajá, 580/320, Ipanema – Rio de Janeiro, entrada gratuita. Além dele, tem um pessoal de peso que também lança na mesma ocasião: Marcos Siscar, Tiago Feijó
 Angélica Torres, João Lima
, Tomas Rosenfeld. Se estivéssemos no Rio, nós iríamos.

Enquanto isso, ficam aí dois poemas inéditos.

* * *

a cidade amarrada à cintura

o inverno seria sempre o mesmo
não fosse o amassar as solas
ao atravessar a passarela

 

que farei hoje com mais pesar
levando a cidade demolida
para dentro do museu

 

as varandas interditas
e a cidade amarrada à cintura
não é possível despejá-la

§

penso agora em como vamos nos virar

nossos olhos são de gato marianna
e andamos mexemos
por dentro das bocas de bicho
que nos demos

mas é você quem me come e guarda
meus restos na mochila pra depois

sou seu cavalo de olhos furados pequena
a flor fodida onde põe minhocas e cascas de cebola

agora volto sem nada da rua nenhum golpe brotou
gastei nosso dinheiro e espalhei
nossos planos

amanhã não vai ser melhor o despertador
mostrará nossas cuecas penduradas na porta

e dirá eu sei, mas não resta saída crianças

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