poesia, tradução

Langston Hughes, por Camillo César Alvarenga

Iniciei este texto em 2015, revisando agora para esta publicação. O ensaio nasce de um texto em inglês que lia sobre o autor e que deu origem a estas breves linhas que grafei aqui. Em especial, a tradução de “Good Morning Revolutions” não é inédita, publiquei antes num blog junto a “The Negro Speak of Rivers”, fora estas duas exceções, todas as outras versões em português são apresentadas por mim, aqui, pela primeira vez ao público.

Camillo César Alvarenga

***

ENSAIO, TRADUÇÃO E OUTRAS TRADUÇÕES – LANGSTON HUGHES.

 a partir de Ibn Arabi, que diz que este é um fato verdadeiro, um de seus amigos, que era um dervixe Abdal, foi levantado para o céu pelos espíritos, chegou ao Monte Kaf circundando o universo, e descobriu que esta montanha foi em si rodeada por uma cobra. Sabemos agora que não há montanha que circula o universo, nada mais que uma cobra que cerca tal montanha.

 Enciclopédia do Islam[1].

 Edward Said foi um intelectual palestino e pai do Orientalismo, nessa esteira de alianças contra a ordem dominante, tomamos aqui a experiência da moderna poesia negra norte-americana.  Neste sentido, a conexão entre a poesia afro-americana e as raízes da cultura contemporânea nos dá, a saber, notícias de que no Brasil fontes guardam cartas do poeta cubano Nicolás Guillén aptas ao estudo, onde imagino que se encontrarão muitas endereçadas e recebidas de Langston Hughes (1902-1967), poeta estadunidense que tem um tom criativo bem característico, no qual a sua poesia é a manifestação da condição humana do homem negro na América.

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Hughes, ao longo de sua trajetória intelectual, artística e política ganhou uma reconhecida dimensão com seus trabalhos literários como os romances da maturidade, novelas, peças de teatro e musicais. Ele sempre procurou apresentar as formas estéticas, simbólicas e principalmente sociais da vida do negro na América do Norte, no século XX. Expressão de uma literatura em reflexividade com a comunidade negra e em conexão com a dicção da modernidade, distinguia-se das formas literárias que o precederam, ou seja, dos séculos 18 e 19.

Fez parte da organização política “Panteras Negras”, grupo de militantes armados que lutavam pelo fim do racismo nas leis americanas. Poeta da e na luta pelos direitos civis, desde o Harlem suas redes de sociabilidade estendiam-se até ligações internacionais entre as quais estavam poetas de diversas partes do mundo: como o cubano Nicolas Guíllen. L. Hughes, coloca-se contra o racismo e a favor do socialismo e, com isso, entra na alça de mira do macarthismo dos anos 50.

A partir de Nova York seus versos avançam sobre as gerações com a questão da afirmação do negro na sociedade moderna. Atinge os palcos da Broadway, ao passo que, o jazz de Duke Ellington trazia também como Hughes a cultura negra e seu cotidiano para o centro espetacular da vida social norte americana.

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Langston Hughes, Michael Koltyov, Ernest Hemingway, Nicolas Guíllen, 1937

Revelou em sua obra, entre outras, influências do jamaicano Claude Makay e Paul Laurence Dunbar, que escreveu “Ode a Etiópia”. Em suas primeiras obras, Langston demonstra seu interesse pelo blues e jazz e apresenta a cultura, a música e as tradições de sua comunidade frente à imposição da ascensão social do mundo dos brancos. Sua poética entra num período de radicalização durante a grande depressão. Escreve o poema “The Negro Speaks of Rivers” com base na inspiração que lhe gera a extensão do Rio Mississippi até alcançar o México.

Em 1932 em pleno stalinismo vai à Rússia. Escreve contos curtos expressando o caminho da cultura tradicional afro-estadunidense bem como enfrentando situações da experiência social de ser negro na América segregacionista. Publica a tragédia – “Mulato” – em seguida o drama histórico “Emperor of Haiti”. Além da peça – “Dont You Want Be Free?” – uma maneira negra de representar uma forma moderna de teatro revolucionário que se compara a Brecht ou Lorca.

Como tal a sua trajetória, a sua obra legou à sua geração e às vindouras a crítica da problemática da diferença étnica entre “negros” e “brancos” e, por conseguinte, a reflexão estética e política acerca das relações raciais através da poesia. Langston Hughes vem a morrer, vitimado por um câncer de próstata, em New York, em maio de 1967.

capa1

***

GENIUS CHILD

 This is a song for the genius child.
Sing it softly, for the song is wild.
Sing it softly as ever you can –
Lest the song get out of hand.

Nobody loves a genius child.

Can you love an eagle,
Tame or wild?
Can you love an eagle,
Wild or tame?
Can you love a monster
Of frightening name?

Nobody loves a genius child.

Kill him – and let his soul run wild.

 

CRIANÇA GÊNIO

Esta é uma canção para a criança gênio.
Cantá-la em voz macia, a música é selvagem.
Cante suavemente quanto puder –
Para que a música saia da mão.

Ninguém ama uma criança gênio.

 Você pode amar uma águia,
Domesticada ou selvagem?
Você pode amar uma águia,
Selvagem ou domesticada?
Você pode amar um monstro
de nome assustador?

Ninguém ama uma criança gênio.

Mate-a – e deixe correr sua alma selvagem.

§ 

 

THE NEGRO SPEAKS OF RIVERS

I’ve known rivers:
I’ve known rivers ancient as the world and older than the
      flow of human blood in human veins.

My soul has grown deep like the rivers.

I bathed in the Euphrates when dawns were young.
I built my hut near the Congo and it lulled me to sleep.
I looked upon the Nile and raised the pyramids above it.
I heard the singing of the Mississippi when Abe Lincoln
      went down to New Orleans, and I’ve seen its muddy
      bosom turn all golden in the sunset.

I’ve known rivers:
Ancient, dusky rivers.

My soul has grown deep like the rivers.

 

O NEGRO FALA DOS RIOS

Soube de rios:
Soube de antigos rios qual o mundo e tão velhos quanto o
        fluxo de sangue humano em veias humanas.

 Minha alma tornou-se profunda como os rios.

 Eu banhei no Eufrathes quando as auroras eram jovens.
Eu construí minha mansarda próxima ao Congo e seu murmúrio me fez dormir.
Eu vi além do Nilo e ergui pirâmides sobre este.
Eu ouvi a cantoria do Mississipi quando Abe Lincoln
      desceu à Nova Orleans e eu vi este leito
      lamacento dourar-se no crepúsculo.

 Soube de rios:
Anciãos, crepusculares.

Minha alma tornou-se profunda como os rios.

§


THEME FOR ENGLISH B

The instructor said,

      Go home and writ
a page tonight.
    And let that page come out of you—
    Then, it will be true.

I wonder if it’s that simple?
I am twenty-two, colored, born in Winston-Salem.
I went to school there, then Durham, then here
to this college on the hill above Harlem.
I am the only colored student in my class.
The steps from the hill lead down into Harlem,
through a park, then I cross St. Nicholas,
Eighth Avenue, Seventh, and I come to the Y,
the Harlem Branch Y, where I take the elevator
up to my room, sit down, and write this page:

It’s not easy to know what is true for you or me
at twenty-two, my age. But I guess I’m what
I feel and see and hear, Harlem, I hear you.
hear you, hear me—we two—you, me, talk on this page.
(I hear New York, too.) Me—who?

Well, I like to eat, sleep, drink, and be in love.
I like to work, read, learn, and understand life.
I like a pipe for a Christmas present,
or records—Bessie, bop, or Bach.
I guess being colored doesn’t make me not like
the same things other folks like who are other races.
So will my page be colored that I write?
Being me, it will not be white.
But it will be
a part of you, instructor.
You are white—
yet a part of me, as I am a part of you.
That’s American.
Sometimes perhaps you don’t want to be a part of me.
Nor do I often want to be a part of you.
But we are, that’s true!
As I learn from you,
I guess you learn from me—
although you’re older—and white—
and somewhat more free.

This is my page for English B.

 

PÁGINA PARA O TESTE DE INGLÊS

 O instrutor disse,

      Vá para casa e escreva uma página esta noite.
E deixe esta página sair de você –
Então, esta será verdade.

Eu me pergunto se isto é tão simples?
Eu tenho vinte e dois, sou negro, nascido em Winston-Salem.
Eu fui para escola, depois Durhan,
então aqui neste colégio, no morro sobre o Harlem.
Eu sou o único estudante de cor em minha sala.
Os passos da colina levam até o Harlem,
através do parque, então eu corto o St. Nicholas
Oitava Avenida, Sétima, e venho para o Y, o Harlem Branch Y
Onde eu pego o elevador para minha sala
sento-me e escrevo esta página:

 Não é fácil saber o que é verdade para mim ou você,
aos vinte e dois, a minha idade.
Mas eu acho que eu sou o que eu sinto e vejo e ouço,
Harlem, eu ouço você:
ouvi-lo, ouvi-me – nós dois – você, eu, falar nesta página.
(Eu ouço New York, também.) Eu-quem?

Bem, eu gosto de comer, dormir, beber e amar.
Eu gosto de trabalhar, ler, aprender e entender a vida.
Eu gosto de um cachimbo de presente de Natal,
ou discos – Bessie, Bop ou Bach.
Eu acho que ser (negro) não me faz não gostar
das mesmas coisas que os outros povos de outras raças.

Então vai ser negra minha página que escrevo?
Ser-me, não será branco.
Mas vai ser uma parte de você, instrutor.
Você é branco – ainda uma parte de mim, como eu sou uma parte de você.
Isso é americano.
Às vezes, talvez você não queira ser uma parte de mim.
Nem eu, muitas vezes quero ser uma parte de você.
Mas nós somos, isso é verdade!
Como eu aprendo com você, eu acho que você aprende comigo – embora você está mais velho – e branco – e um pouco mais livre.

 Esta é a minha página de Inglês B. 

§

 

MY PEOPLE

 The night is beautiful,
So the faces of my people.

The stars are beautiful,
So the eyes of my people.

Beautiful, also, is the sun.
Beautiful, also, are the souls of my people.

 

MEU POVO

 A noite está linda,
Assim, os rostos do meu povo.

As estrelas são belas,
Assim, os olhos do meu povo.

Lindo, também, é o sol.
Lindas, também, são as almas do meu povo.

 §

 

A New Song

I speak in the name of the black millions
Awakening to action.
Let all others keep silent a moment.
I have this word to bring,
This thing to say,
This song to sing:

Bitter was the day
When I bowed my back
Beneath the slaver’s whip.

That day is past.

Bitter was the day
When I saw my children unschooled,
My young men without a voice in the world,
My women taken as the body-toys
Of a thieving people.

That day is past.

Bitter was the day, I say,
When the lyncher’s rope
Hung about my neck,
And the fire scorched my feet,
And the oppressors had no pity,
And only in the sorrow songs
Relief was found.

That day is past.

I know full well now
Only my own hands,
Dark as the earth,
Can make my earth-dark body free.
O, thieves, exploiters, killers,
No longer shall you say
With arrogant eyes and scornful lips:
“You are my servant,
Black man—
I, the free!”

That day is past—

For now,
In many mouths—
Dark mouths where red tongues burn
And white teeth gleam—
New words are formed,
Bitter
With the past
But sweet
With the dream.
Tense,
Unyielding,
Strong and sure,
They sweep the earth—

Revolt! Arise!

The Black
And White World
Shall be one!
The Worker’s World!

The past is done!

A new dream flames.

 

UMA NOVA CANÇÃO

 Falo em nome dos milhões de negros
Despertando para a ação.
Deixe que todos os outros fiquem em silêncio um momento
Eu tenho essa palavra para trazer,
Esta coisa a dizer,
Esta canção a cantar:

Amargo foi o dia
Quando curvei minhas costas
Sob o chicote do traficante de escravos.

Esse dia é passado.

Amargo foi o dia
Quando eu vi os meus filhos sem escola,
Meus jovens homens sem uma voz no mundo,
Minhas mulheres tomadas o corpo – como brinquedos
De povos ladrões.

Esse dia é passado.

Amargo foi o dia, eu digo,
Quando a corda do carrasco
Pendurada em meu pescoço,
E o fogo chamuscou meus pés,
E os opressores não tiveram compaixão,
E só nas canções de tristeza
Socorro foi encontrado.

Esse dia é passado.

Eu sei muito bem agora
Apenas as minhas mãos,
Escuras quanto a terra,
Podem fazer a minha terra-escura corpo livre.
Ladrões, exploradores, assassinos,
Já não dirás
Com os olhos arrogantes e desdenhosos lábios:

“Tu és o meu servo,
Homem Negro –
Eu, o livre! “

Esse dia é passado –

Por enquanto,
Em muitas bocas –
Bocas escuras onde línguas vermelhas queimam
E dentes brancos gelam –
Novas palavras são formadas,
Amargo
Como passado
Mas doce
Como sonho.
Tenso,
Inflexível,
Com violenta certeza,
Eles varrem a Terra –

Revolta! Levanta-te!

 O Negro
E o Mundo Branco
Deve ser um!
Mundo dos Trabalhadores!

O passado é feito!

 Uma nova chama de sonho
Contra o
Sol!

§

 

GOOD MORNING REVOLUTION

Good morning, Revolution
       You’re the very best friend
       I ever had.
We gonna pal around together from now on.
Say, listen, Revolution:
You know, the boss where I used to work,
The guy that gimme the air to cut down expenses,
He wrote a long letter to the papers about you:
Said you was a trouble maker, a alien-enemy,
In other words a son-of-a-bitch.
He called up the police
And told ‘em to watch out for a guy
Named Revolution.

You see,
The boss knows you’re my friend.
He sees us hangin’ out together.
He knows we’re hungry, and ragged,
And ain’t got a damn thing in this world–
And are gonna do something about it.

The boss’s got all he needs, certainly,
        Eats swell,
        Owns a lotta houses,
        Goes vacationin’,
        Breaks strikes,
        Runs politics, bribes police,
        Pays off congress,
        And struts all over the earth–

But me, I ain’t never had enough to eat.
Me, I ain’t never been warm in winter.
Me, I ain’t never known security–
All my life, been livin’ hand to mouth,
        Hand to mouth.

Listen, Revolution,
         We’re buddies, see–
         Together,
         We can take everything:
         Factories, arsenals, houses, ships,
         Railroads, forests, fields, orchards,
         Bus lines, telegraphs, radios,
         (Jesus! Raise hell with radios!)
         Steel mills, coal mines, oil wells, gas,
         All the tools of production,
         (Great day in the morning!)
         Everything–
         And turn ‘em over to the people who work.
         Rule and run ‘em for us people who work.

Boy! Them radios–
Broadcasting that very first morning to USSR:
Another member the International Soviet’s done come
Greetings to the Socialist Soviet Republics
Hey you rising workers everywhere greetings–
         And we’ll sign it: Germany
         Sign it: China
         Sign it: Africa
         Sign it: Poland
         Sign it: Italy
         Sign it: America
         Sign it with my one name: Worker
On that day when no one will be hungry, cold, oppressed,
Anywhere in the world again.

That’s our job!

I been starvin’ too long,
Ain’t you?

Let’s go, Revolution!

 

BOM DIA, REVOLUÇÃO

 Bom dia Revolução:
           Você é a melhor amiga
            Que já tive.
Nós vamos, camarada, por aí juntos de agora em diante.
Ei, ouça, Revolução:
Você sabe, o chefe para quem eu costumava trabalhar,
O cara que me deu um ar para reduzir despesas
Ele escreveu uma longa carta para os jornais sobre você:
Disse que você era uma encrenqueira, uma inimiga-estrangeira,
Em outras palavras, um filho-da-puta.
Ele ligou para a polícia
E disse a eles para vigiarem uma camarada
Chamada Revolução.

Você vê,
O chefe sabe que você é minha amiga
Ele nos vê sair juntos
Ele sabe que nós somos famintos e clandestinos,
E que não temos droga nenhuma neste mundo –
E que vamos fazer alguma coisa sobre isto.

O chefe tem tudo o que ele precisa, com certeza,
     Come até inchar,
     É dono de muitas casas,
     Sai de férias,
     Fura greves
     Trata de política, suborna a polícia
     Compra o Congresso,
     E bota banca em todo o mundo –

 Mas eu, eu nunca tive o bastante para comer
Eu, eu nunca estive aquecido no inverno.
Eu, eu nunca conheci segurança –
Toda a minha vida, vivi com uma mão na frente
             E a outra atrás[2].

 Ouça, Revolução,
Somo companheiros, vê –
Juntos
Nós podemos tomar tudo:
Fábricas, arsenais, casas, navios,
Ferrovias, florestas, campos, pomares,
Linhas de ônibus, telégrafos, rádios,
(Meu deus! Levantar o inferno com rádios!)
Siderúrgicas, minas de carvão, poços de petróleo, gás
Todas as ferramentas de produção.
(Grande dia na manhã)
Todas as coisas –
E transformá-las para as pessoas que trabalham,
Tomá-las e fazê-las funcionar para nós, as pessoas que trabalham.

Camarada! Os rádios!
Transmitindo aquela primeira manhã para URSS:
Outro membro da Internacional acabou de chegar
Saudações para as Repúblicas Socialistas Soviéticas
Ei, vocês, trabalhadores levantando-se por toda parte, saudações –
E nós vamos cantar: Cabula
Cantar: Maré
Cantar: África
Cantar: Ceilândia
Cantar: ZL
Cantar: América
Assinar com meu único nome: Trabalhador.
Neste dia ninguém vai sentir fome, frio, opressão
Em parte alguma do mundo de novo.

Este é nosso trabalho!

 Eu estava morrendo de fome há muito tempo,
Você não?

Vamos, Revolução!

 §

 Olinda,
Fevereiro de 2018.

[1] d’après Ibn Arabi, qui affirme qu’il s’agit d’un fait vèridique, un de ses amis, qui était un derviche Abdal, fut hissé jusqu’aux cieux par les esprits, atteignit le mont Kaf qui encercle l’univers, et constata que cette montagne était elle même encerclée par un serpent. On sait aujourd’hui qu’il n’y a pas de montaigne que encreclerait l’univers, pas plus qu’un serpent qui encerclerait une telle Montaigne. (Encyclopéde I’ Islam) Retirada do livro de Ohmar Pamuk, Le Livre Noir. Tradução minha.

[2] Versão brasileira da expressão: “livin’ hand to mouth/Hand to mouth”.

***

Camillo César Alvarenga é poeta, tradutor e crítico, nascido em São Félix, no Recôncavo da Bahia, em 1988. Autor do livro de poemas Scombros (Edufrb, 2012) e organizador da antologia de poetas baianos Canoas do Paraguaçu (Edufrb, 2012), publicou o poemário OFILTRO (Coleção Oju Aiyê, Portuário Atelier Editorial, 2013) , e recebeu o Prêmio Maximiano Campos de Literatura (Instituto Maximiano Campos) na categoria Micro-Contos (2013).  Em 2018, as plaquetes Macumbe-se e Animítico, uma antologia são editadas pela Editora Kz1, e para a mesma editora o autor prepara uma tradução do livro Islands (1969), de Kamau Brathwaite. Traduziu Langston Hughes, Octavio Paz e Nicolás Guillén, entre outros. Vive em Olinda-Pe.

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