sessão vagalume, tradução

Sessão Vagalume|Laura Accerboni, por Prisca Agustoni

Laura Accerboni nasceu em Gênova em 1985. Formada em Letras Modernas, viveu em Lugano (Suíça) onde conseguiu o Master em Literatura Italiana (USI). Atualmente vive em Genebra. Tem poemas publicados em inúmeras revistas italianas e internacionais (Nuova Corrente, Italian Poetry Rewiew, Gradiva, Poesia, Lo Specchio, Steve, Capoverso, Loch Raven Rewiew). Em 2010 publicou seu primeiro livro, Attorno a ciò che non è stato (Edizioni del Leone, Prêmio Marazza Opera Prima, 2012). Em 2015 publicou La parte dell’annegato, uma versão e-book pela editora Nottetempo. Está no prelo com a editora Einaudi de Turim sua próxima coletânea de poemas, Acqua acqua fuoco.
Seus poemas foram traduzidos para o alemão, o francês, o inglês, o armênio o e romeno. Accerboni realizou leituras em numerosos festivais literários internacionais.

Prisca Agustoni

* * *

De La parte dell’annegato, Ed. Nottetempo

1.
L’ospedale
è popolato da pesci.
E non si respira.
Pare che l’ossigeno
qualcuno lo paghi
per morire più sereno
e non pensare.
Non pensare
alle enormi vasche
dove ti gettano.
E che non c’è acqua
non lo capisci subito.
Solo quando
le braccia tirano
e la trasformazione in branchie
è già avvenuta.
Rivoglio i miei polmoni
qualcuno urla
altri più tranquilli
smettono di tremare.


1.
O hospital
é povoado por peixes.
E não se respira.
Parece que alguém
paga o oxigênio
para morrer mais sereno
e para não pensar.
Não pensar nas banheiras enormes
onde te jogam.
Você não entende logo
que não tem água.
Somente quando
os braços puxam
e a transformação em guelras
já aconteceu.
Quero meus pulmões de volta
grita alguém
outros mais tranquilos
param de tremer.

§

2.
Ho pensato
non fosse giusto
per i pesci
abitare corpi
per smaltirli
più in fretta
quando l’uomo
li rilascia sul fondo
per non farsi trovare
magari uniti al cemento
i piedi
e corde
e un sacchetto
sulla testa.
Questo a un pesce
non si dovrebbe fare:
costringerlo
a nuotare tra le vene
e obbligarlo a imparare
la geografia polmonare
di altre specie.


2.
Pensei
não está certo
que os peixes
habitem corpos
para escoá-los
mais rápido
quando o homem
os solta no fundo
para não serem descobertos
talvez colados ao concreto
os pés
e cordas
e uma sacola
na cabeça.
Não se deveria fazer
isso com um peixe:
forçá-lo
a nadar entre as veias
e obrigá-lo a aprender
a geografia pulmonar
de outras espécies.

§

3.
Mi sono riempita
una guancia sola
per assomigliare di più
al cadavere che sarò.
E mi farò tirare la pelle
e sarò tossica.
Ingiustamente
guardata come viva
non sanno
che già mi ritiro dentro:
tra gli organi interni
un’intera casa delle bambole
e qualche sigaretta di troppo.


3.
Preenchi
somente uma bochecha
para ser mais semelhante
ao cadáver que serei.
Farei com que puxem minha pele
e serei tóxica.
Injustamente
observada como viva
não sabem
que dentro já estou me encolhendo:
entre os órgãos internos
uma inteira casa de bonecas
e algum cigarro a mais.

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2 comentários sobre “Sessão Vagalume|Laura Accerboni, por Prisca Agustoni

  1. Poesias q atraen por su originalidad y rechazan por lo mismo. La temática es casí imposible, lo valioso es su elaboración . Sin lugar a dudas ya tiene el lugar q merece

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