“A pandemônia” de Leonardo Froés — paisagem sonoro-visual

No dia 25 de maio de 2020, Leonardo Froés publica no site da revista Quatro Cinco Um o poema “A pandemônia”. Inspirado pelo modo vertiginoso com que passeia pela cidade deserta e por seus espaços de morte e vida, ecoando as dinâmicas sociais que ali se jogam e sobre as quais reflete, traduzi-o em paisagem sonora, com o intuito de fazê-lo ecoar, inventando para ele ainda um … Continuar lendo “A pandemônia” de Leonardo Froés — paisagem sonoro-visual

5 poemas de Rodrigo Lobo Damasceno

Rodrigo Lobo Damasceno nasceu em Feira de Santana (ba), em 1985, e vive em São Paulo desde 2011. Escreve poemas, contos, romances e ensaios. Às vezes, traduz. Junto com a artista Camila Hion, edita textos e imagens pelo selo treme~terra, onde atua também como artesão e feirante. Ao lado de Fabiano Calixto, Natália Agra e Tiago Guilherme Pinheiro, faz a revista de poesia Meteöro. imitação de … Continuar lendo 5 poemas de Rodrigo Lobo Damasceno

XANTO|”Não saber cantar é não ser canto?”, por José Pinto

Casem-se os poetas com a respiração do mundoBaltasar Lopes (Osvaldo Alcântara), poeta cabo-verdiano Escrito em 1942, o poema de Paul Éluard hoje conhecido pelo título ‘Liberté’ foi transportado clandestinamente de França, ocupada pelos nazis, para Inglaterra. Em 1943, o poema foi lançado por aviões aliados nos céus da Europa em guerra e refaço o exercício de imaginar o que poderia ter sentido um judeu num … Continuar lendo XANTO|”Não saber cantar é não ser canto?”, por José Pinto

Rita Barros (1984—)

Rita Barros [Mogi das Cruzes, 1984] tem poemas na plaquete Primeiras vozes [Vozes e Versos/Quelônio, 2018], na antologia Simultâneos pulsando [Corsário Satã, 2018], na coletânea do Prêmio SESC DF de Poesia [2014], e nas revistas Mallarmagens, Zunái, Meteöro, Córrego e Euonça, entre outras. Publicou o primeiro livro na Coleção Kraft da Cozinha Experimental em 2015, e a plaquete independente “travelín”, com poemas em espanhol, em 2017 … Continuar lendo Rita Barros (1984—)

Josep Domènech Ponsatí (1966—)

Josep Domènech Ponsatí nasceu em Sant Feliu de Guíxols (Catalunha: por enquanto ainda na Espanha), em 1966. Publicou 5 livros de poesia em catalão. (Cap a un dic sec, Desdiments, vencedor do prêmio Màrius Torres, Apropiacions degudes & Cia, finalista do prêmio Gabriel Ferrater, El Càcol, vencedor do prêmio Gabriel Ferrater, e Preqüela). Prestes a perder o cabaço no Brasil, a Kotter Editorial vai publicar … Continuar lendo Josep Domènech Ponsatí (1966—)

Hope Mirrlees (1887-1978), por Alvaro A. Antunes

Ela nasceu Helen Hope Mirrlees em 08/04/1887, em Chislehurst, Kent, e morreu aos 91 anos, em Thames Bank, Goring. Sua  família era de tradição escocesa e tinha vínculos profissionais com a África do Sul. Mirrlees cresceu na Escócia e na África do Sul. Estudou drama na Royal Academy of Dramatic Art e grego no Newnham College, em Cambridge. Lá, tornou-se acólita (mas logo prima inter … Continuar lendo Hope Mirrlees (1887-1978), por Alvaro A. Antunes

“Funda, palavra — desde o Ayvú Rapyta”, de Álvaro Faleiros

Kaká Werá Jecupe nos lembra que, para os tupi-guarani, a palavra tem espírito, enquanto na dita sociedade civilizada muitas pessoas, sobretudos os poderosos, vivem de palavras sem espírito. Ele ainda observa que, para os tupi-guarani, ser e linguagem são coisa una; e que a própria palavra tupi significa “som em pé”. Os guarani enxergam o ser como som; tom de uma música cósmica regida por um grande espírito … Continuar lendo “Funda, palavra — desde o Ayvú Rapyta”, de Álvaro Faleiros

XANTO|Entrevista com Gramiro de Matos, por Arthur Lungov

Gramiro de Matos (nome que Ramiro de Matos adotou em homenagem ao também baiano e expoente do barroco brasileiro Gregório de Matos) foi um dos poetas mais importantes e experimentais da contracultura nacional, podendo facilmente figurar ao lado de nomes como Torquato Neto e Waly Salomão entre aqueles que reformularam o código poético nos momentos pós-tropicalistas e pós-concretistas dos anos 70. Teve importante participação na … Continuar lendo XANTO|Entrevista com Gramiro de Matos, por Arthur Lungov

“avessa: áporo-antígona” de Guilherme Gontijo Flores

Este post é um lançamento de livro num mundo agora precário do convívio corporal. Ele aguarda seu desdobramento em livrinho material, num futuro próximo. Uma noiva inupta morta, mas que ri e prolifera, a despeito do horror presente e da vertigem da história: aqui, o que é abafado retorna como caruncho num tronco, ou num pote de comida em poética fúngica que realiza um verdadeiro … Continuar lendo “avessa: áporo-antígona” de Guilherme Gontijo Flores

Daniel Filipe (1925-1964)

  Procurei mais informações sobre o poeta Daniel Filipe, porém praticamente nada avança sobre o que está na Wikipédia, que aqui transcrevo e adapto: Daniel Damásio Ascensão Filipe nasceu na Ilha da Boavista, Cabo Verde, em 11 de dezembro de 1925. Veio para Portugal ainda criança, onde acabaria por concluir o Curso Geral dos Liceus. Mais tarde, foi co-director dos cadernos Notícias do Bloqueio, colaborador … Continuar lendo Daniel Filipe (1925-1964)