Henri Michaux, por Ana Cláudia Romano Ribeiro

10 aforismos de Poteaux d’angle (Pilares de canto), de Henri Michaux Henri Michaux (1899-1984), poeta belga de expressão francesa, foi um sujeito dotado de grande curiosidade e marcado pela não-acomodação. Interessou-se por quase tudo ao longo de sua vida: escrita, etnologia, línguas, música, pintura, corpo humano, drogas, zoologia, botânica, mineralogia. Diz-se dele que, antes de morrer, morava em um quarto praticamente vazio, a não ser … Continuar lendo Henri Michaux, por Ana Cláudia Romano Ribeiro

1 poema inédito de Maíra Mendes Galvão

Maíra Mendes Galvão (Brasília, 1981) é tradutora e poeta. Publicou a plaquete nove poemas de mau gosto em 2018 pela Corsário-satã e o livro jamanta na testa em 2019 pela Quelônio. Teve poemas e textos publicados nas revistas ruído manifesto, casulo, escamandro, parênteses, gazeta de poesia inédita, asymptote, entre outras. Teve poemas e traduções publicados em antologias no Brasil e no México. Faz acompanhamentos sonoros … Continuar lendo 1 poema inédito de Maíra Mendes Galvão

XANTO|Hans Arp, por José Pierre

“São quinze pro verão” O primeiro livro ilustrado por Arp, conhecido por poucos, é uma tradução francesa do Bhagavad-Gîtâ, editada em 1914 pela Librairie de L’Art Indépendant, em Saint-Amand (Cher). Apesar da sua originalidade para a época, as ilustrações, minúsculas vinhetas aracnídeas perfeitamente desapegadas de qualquer preocupação figurativa, e apesar de serem o primeiro testemunho que nos restou dessa ruptura com o “modelo exterior”, não … Continuar lendo XANTO|Hans Arp, por José Pierre

Uma alegria estilhaçada: Poesia brasileira 2008-2018, por Gustavo Silveira Ribeiro

Hoje sai finalmente a antologia preparada pelo professor Gustavo Silveira Ribeiro, em desdobramento da série Uma casa para conter o caos, que foi publicada em 2019, na seção Xanto, e também da antologia A extração dos dias: poesia brasileira agora, publicada aqui em 2017. Como em todos os casos, prezamos pela independência crítica e cedemos o espaço para que ela se desdobre em diálogos e debates. … Continuar lendo Uma alegria estilhaçada: Poesia brasileira 2008-2018, por Gustavo Silveira Ribeiro

Hans Arp (1886 – 1966), por Natan Schäfer

Hans Arp (1886 – 1966) nasceu em Strasbourg, na Alsacia. Autor de uma obra múltipla de verdade, Arp e suas realizações não conhecem fronteiras. Justamente por isso, poderíamos paradoxalmente afirmar que o lugar por excelência ocupado por Arp, equilibrista à margem da margem em permanente posição de clandestinidade, é exatamente a fronteira, ou melhor ainda, afronteira. Textualmente, expressou-se em francês e em alemão, ambas suas … Continuar lendo Hans Arp (1886 – 1966), por Natan Schäfer

“À tarde”, de Aureliano Lessa, por Raimundo Carvalho

À tardeAureliano Lessa (1828-1861) I Lá descambou o sol… Vai descorandoManso e manso o cetim vivo-cerúleoE as vermelhas folhagens que recamamO côncavo do céu. Transluz no ocasoPor débil prisma cambiante fachoDe semimortas cores, que se perdemNo azul ferrete do noturno manto.Nevadas franjas flutuando em flocosErram nas abas do dossel da tarde,Como da seda azul que a moça traja,Cândida renda guarnecendo as orlas.Galerna a viração farfalha … Continuar lendo “À tarde”, de Aureliano Lessa, por Raimundo Carvalho

Sonethos dos profetas, por Evandro von Sydow

Evandro von Sydow gosta de azulejos e de fotografar botequins do subúrbio. Inventou a editora Laphroaig, pela qual planeja lançar, ainda este ano, um livro de limeriques baseado no Livro de Perguntas, do Neruda, e um de sonetos para os profetas do Aleijadinho. Este último terá ilustrações de Felipe Stefani. Ama as cigarras e seu filho Dante. As fotos são do próprio poeta. * * * ABERTURA … Continuar lendo Sonethos dos profetas, por Evandro von Sydow

Max Hölzer (1915 – 1984), por Natan Schäfer

Max Hölzer (1915 – 1984) nasceu em Graz (Áustria). Formado em Direito, foi leitor e tradutor em diversas editoras alemãs. Juntamente com Edgar Jené (sobre quem Paul Celan publica em 1948 o ensaio “O sonhos dos sonhos”, em alemão “Der Traum von Träume”), de 1950 a 1952 editou a revista Surrealistischen Publikationen, onde publica pela primeira vez após a Segunda Guerra traduções de Breton, Péret, … Continuar lendo Max Hölzer (1915 – 1984), por Natan Schäfer

Lino Machado

Filho de pais portugueses, Lino Machado nasceu no ano de 1957 no Rio de Janeiro, Brasil. Desde 1993 trabalha na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), lecionando no Departamento de Línguas e Letras, do Centro de Ciências Humanas e Naturais (CCHN).Possui graduação em Português Literaturas (1979), mestrado em Literatura Portuguesa (1988) e doutorado em Literatura Portuguesa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1996).Tem experiência … Continuar lendo Lino Machado

Sheila Dálio

Sheila Dálio (1983) é mestranda em teoria literária pela UNESP, em Assis, SP. Nasceu em São Manuel, interior de São Paulo. Atualmente está entre os alguns que se agarram à poesia como uma tábua de salvação.  * * * I – Gesto de cócoras sobre a carniça não pensava,comia. Vejo de juntar em minhas mãos.Esculpir essa carne de minha carne;torço retorcido com o rosto deCaim. … Continuar lendo Sheila Dálio