Linguagem wen, de Alejandro Dolina

Alejandro Dolina (Argentina, 1944) é muitas coisas e estudou muitas coisas. É comumente etiquetado como escritor, músico, condutor de rádio e de televisão e ator. Possui um extenso currículo como autor de obras musicais, teatro, livros de contos e, mais recentemente, um romance chamado Cartas marcadas (2012). Uma das grandes vozes contemporâneas que retratam e magicalizam a cidade de Buenos Aires, em especial o mítico … Continuar lendo Linguagem wen, de Alejandro Dolina

poesia e quadrinhos (2 de 2): a visualização

não faço ideia do que outros poetas visualizam na hora de compor seus textos. nunca perguntei. eu, por minha parte, tenho para cada um dos meus trabalhos uma cena muito concreta gravada na memória, um tipo de imagem que traduz toda a situação descrita no poema. por causa disso eu sempre gostei de poemas narrativos, épicos e poemas de situação (uma variação de sitcoms, sit-poems?). … Continuar lendo poesia e quadrinhos (2 de 2): a visualização

poesia e quadrinhos (1 de 2): poetas e poesia como temática

dois são os temas que abordarei nesta e na próxima postagem: parte 1) o poeta e a chacota: alguns exemplos selecionados do personagem-poeta sendo um divertido – e frutífero – motivo de tiração de sarro. parte 2) poesia e ilustração, cadê?: já que, coincidentemente, o último post, que trata de ‘Toda Poesia’ de Leminski, toca nesse assunto no que concerne às notáveis ausências de ‘processos … Continuar lendo poesia e quadrinhos (1 de 2): poetas e poesia como temática

argonáutica 1.605-914 – o episódio de lemnos

o poema épico conhecido como as argonáuticas de apolônio de rodes representa uma das (senão a) obras maiores do período helenístico na antiguidade. diferentemente do que pregavam contemporâneos do autor como teócrito e calímaco (este tendo dito: ‘um grande livro é um grande mal’), autores de poemas menores em extensão, como epigramas, e pensadores de uma poética sucinta, apolônio compõe uma épica de extensão considerável: … Continuar lendo argonáutica 1.605-914 – o episódio de lemnos

calle la barcelonesa – vinicius ferreira barth

gustav klimt – danaë (1907) com sinceros agradecimentos à queridíssima poeta argentina romina alves, que, com sua criação half-porteña half-portuguesa, nos proporciona uma sonoridade única, fazendo com que meu próprio texto alcance, oralmente, resultados que eu mesmo não havia previsto. ela é autora do livro lançado agora em 2012 chamado poesía vana, que contém também poemas em português. apertem play e boa leitura. [p.s.: quem … Continuar lendo calle la barcelonesa – vinicius ferreira barth

egeu – vinicius ferreira barth

  egeu menino sentado na chuva                                   no meio da rua e dúzias de portos de págasas sonhando inalcançáveis velos e dúzias de esquinas úmidas como as que dobram a boca pôntea e ciâneas                                                                  rochas como incontáveis remos que rebatem gota a gota a forma incerta de um oceano em despedaço assoprado por um éolo entediado a chuva fora um zeus          sentado na … Continuar lendo egeu – vinicius ferreira barth

alejandra pizarnik: un signo en tu sombra (1955)

o amor, que com creeley, como visto no post abaixo, assume variadas formas e atos, e pelas nossas próprias mãos veste trapos ou ilustres mantos, torna-se sublime ou sujo ou vulgar ou natural, poeticamente ou não, o amor, enfim, encontra em pizarnik uma realização obscurecida e angustiante. não à toa os leitores de hilda hilst se encontrarão bastante familiarizados com essa poesia do amor ao … Continuar lendo alejandra pizarnik: un signo en tu sombra (1955)

a era – vinicius ferreira barth

                             angústia! a onda do tempo oscila                             batida pelo vento do século.                                     osip mandelstam / h. camposum baú circunvolto por cobrasrepleto de risos absurdosna caçamba de um caminhão atrásum homem correciente de seu fracasso   vinicius ferreira barth Continuar lendo a era – vinicius ferreira barth

horacio fiebelkorn

Horacio Fiebelkorn nasceu em La Plata em 1958 e vive em Buenos Aires. publicou Caballo en la catedral (ed. El Broche, La Plata, 1999), Zona muerta (La Bohemia, 2004), Elegías (2008), Tolosa (2010), Sobre o tempo que se perde em buscar o tempo perdido (publicado em plaquete com tradução de Virna Teixeira, São Paulo, 2011, confiram aqui) e Pájaro en el palo (Uruguay, 2012). integrou … Continuar lendo horacio fiebelkorn

red stop – vinicius ferreira barth

RED STOP        olhos doutro lado        fabuloso azul desempregococota maravilha        terça parte de rocknrolle samba meu bem(se me ligarem do espaço                         diz lá que não tô)doentio rabisco de almíscarpiscada blackout de esquina        ipanema walks by slowly        coas pernas de foracigarrettes flashlights dumwalkwalk   walk   (em homenagem ao aniversário do bernardo, que é hoje) vinicius ferreira barth Continuar lendo red stop – vinicius ferreira barth