Concret_s como frutos nítid_s como pássaros (IV): Volta para Tua Terra (Urutau, 2021)

“Concretos como frutos nítidos como pássaros” é uma série dedicada à divulgação da poesia portuguesa contemporânea no Brasil. Leia os posts anteriores da série. Parte I: “Explicação, Miguel-Manso” [fevereiro 2021].Parte II: “Regina Guimarães, Margarida Vale de Gato, Maria Brás Ferreira” [março 2021].Parte III: “Poesia Expandida. Fernando Aguiar, Teresa M. G. Jardim, Ricardo Tiago Moura, Alexandre Francisco Diaphra e Marta Bernardes” [maio 2021]. os racistas temem … Continuar lendo Concret_s como frutos nítid_s como pássaros (IV): Volta para Tua Terra (Urutau, 2021)

essa língua tão áspera: “Gatas Selvagens” e a ~língua bastarda~ de Claire Finch e Élodie Petit, por Izadora Xavier

É manhãzinha e estou ouvindo as vozes de Claire e Elódie com risos ao fundo no ano de 2019. Costumava ter um ouvido difícil quando não olhava os olhos das mulheres antes desse ano de 2019, e então desde que o mundo passou a ser contado em a.p, d.p (antes da pandemia, depois da pandemia), meus olhos pedem descanso e ligo nuvens nos ouvidos. Ouço com … Continuar lendo essa língua tão áspera: “Gatas Selvagens” e a ~língua bastarda~ de Claire Finch e Élodie Petit, por Izadora Xavier

XANTO | Adam Zagajewski: In Memoriam, por Marcelo Paiva de Souza

Em meio a tantas, em toda parte, nos tempos que vamos vivendo – quantas mais, em nosso país, sob as torpezas de um necrogoverno desabridamente aliado à pandemia? –, a morte do poeta polonês Adam Zagajewski (1945-2021) em Cracóvia no último dia 21 de março não chegou de pronto a meu conhecimento. Ao contrário da suspeita que já acorre quase que num reflexo, a causa … Continuar lendo XANTO | Adam Zagajewski: In Memoriam, por Marcelo Paiva de Souza

Concret_s como frutos, nítid_s como pássaros (III): Poesia expandida

“Concretos como frutos nítidos como pássaros” é uma série dedicada à divulgação da poesia portuguesa contemporânea no Brasil. Leia os posts anteriores da série. Parte I: “Explicação, Miguel-Manso” [fevereiro 2021].Parte II: “Regina Guimarães, Margarida Vale de Gato, Maria Brás Ferreira” [março 2021]. FERNANDO AGUIAR (LISBOA, 1956) Acho que há sempre uma ligação com aquilo que se fez nopassado, e nos livros sobre poesia visual os … Continuar lendo Concret_s como frutos, nítid_s como pássaros (III): Poesia expandida

Alejandra Pizarnik: “o inferno musical”, por nina rizzi

 Alejandra Pizarnik já apareceu diversas vezes aqui na escamandro, sendo a primeira em 2012: a tradução integral de seu primeiro livro La tierra más ajena/ A terra mais ao longe, em tradução do nosso então editor Vinícius Ferreira Barth, tradução primorosa que aliás muito me inspirou nas minhas próprias (suas traduções foram dividas em parte 1 e parte 2), e no mesmo ano Barth traduziu … Continuar lendo Alejandra Pizarnik: “o inferno musical”, por nina rizzi

XANTO | Osman Lins & Imagens de circunstâncias pelas lentes do romancista, por Cristiano Moreira

Um dia escrevi um poema. É a primeira vez que falo nisso: chamava-se ‘Beduíno regenerado pela Lua’. Que significava esse tema estranho? Como se eu já soubesse que a poesia salva o homem. Fui censurado pela minha família, porque os meus versos não tinham rima nem métrica. Eu estava com oito anos e aquele foi o meu primeiro contato com o academismo.(LINS, Osman. Evangelho na … Continuar lendo XANTO | Osman Lins & Imagens de circunstâncias pelas lentes do romancista, por Cristiano Moreira

Concretas como frutos nítidas como pássaros (II): Regina Guimarães, Margarida Vale de Gato, Maria Brás Ferreira

“Concretos como frutos nítidos como pássaros” é uma série dedicada à divulgação da poesia portuguesa contemporânea no Brasil. Leia os posts anteriores da série. Parte I: “Explicação, Miguel-Manso” [fevereiro 2021]. REGINA GUIMARÃES (PORTO, 1957) Correio do Porto: — Como se situa no panorama da poesia portuguesa contemporânea? (A cena literária, mas também, muitas vezes, as cenas literárias…) Regina Guimarães: — Não me situo. Correio do … Continuar lendo Concretas como frutos nítidas como pássaros (II): Regina Guimarães, Margarida Vale de Gato, Maria Brás Ferreira

essa língua tão áspera: Lioba Happel, por Valeska Brinkmann

bordão dos bordões estampado nos melhores trapos e na pior alta costura: “a tradutora é uma traidora” – mesmo que na nossa língua machista [e racista, homofóbica, etc.] lemos-ouvimos no masculino. fonte segura do século XVI, malinche em pessoa me apareceu em sonho pra dizer: quando trump separou as crias da mamis e quis botar um muro separando o mundo da sua coroa megalomaníaca, culparam … Continuar lendo essa língua tão áspera: Lioba Happel, por Valeska Brinkmann

caruru bravo | poesia no caribe

Ebony G. Patterson…they were discovering things and finding ways to understand… (…when they grow up…), 2016 [detalhe] se brasil é uma catástrofe que aconteceu a essa terra [sentença que tomo de assalto de Juliana Fausto, et caterva], também uma ideia conjuntural do que seja caribe ou antilhas possa ser lida de modo simétrico à primeira afirmativa. não quer dizer, contudo, que não sejam possíveis confluências, … Continuar lendo caruru bravo | poesia no caribe

Concret_s como frutos nítid_s como pássaros (I): Explicação, Miguel-Manso

“Concretos como frutos nítidos como pássaros” é uma série dedicada à divulgação da poesia portuguesa contemporânea no Brasil. EXPLICAÇÃO Apesar de partilharem a mesma língua e poder assumir-se que isso facilitaria a circulação constante e ininterrupta dos trabalhos poéticos das(os) poetas portuguesas(es) no Brasil e das(os) poetas brasileiras(os) em Portugal, esta lógica não corresponde à realidade das últimas décadas. As razões pelas quais os trabalhos … Continuar lendo Concret_s como frutos nítid_s como pássaros (I): Explicação, Miguel-Manso