Rente demais aos poemas de Arnaldo Xavier (1948-2004), por Ronald Augusto

Em agosto de 1998 Arnaldo Xavier enviou-me uma carta contendo alguns exemplares do livro LUDLUD (edição Casa Pyndahyba, 1997). No final da carta, digitada com capricho, uma anotação de punho solicitava: “Envie um [exemplar] p/o mineiro”. Não tenho bem certeza, mas esse destinatário mineiro deveria ser ou o Ricardo Aleixo ou o Edimilson de Almeida Pereira. Fosse quem fosse, espero que eu tenha enviado o … Continuar lendo Rente demais aos poemas de Arnaldo Xavier (1948-2004), por Ronald Augusto

XANTO | tremor e delicadeza na poética de Camillo César Alvarenga, Por Rubens da Cunha

“oxalufã”, por Salamanda Em “À procura da poesia”, Carlos Drummond escreve: “Chega mais perto e contempla as palavras. / Cada uma / tem mil faces secretas sob a face neutra / e te pergunta, sem interesse pela resposta, / pobre ou terrível, que lhe deres:trouxeste a chave?” A princípio, as palavras fazem essa pergunta para aqueles que se propõema escrever. Aqui, penso também que essa … Continuar lendo XANTO | tremor e delicadeza na poética de Camillo César Alvarenga, Por Rubens da Cunha

XANTO | o que as coisas mínimas ensinam sobre as revoluções: uma leitura de “a primavera das pragas” de ana carolina assis, por julya tavares

“rascunho” de joana lavôr para a capa do livro de ana carolina assis e envolto em tempestade, decepado entre os dentes segura a primavera secos & molhados “praga” é o nome que se dá a ervas ou pequenos animais que destroem plantas, móveis de madeira, livros; é, ainda, o nome da capital da república tcheca, lugar que historicamente teve um papel importante de resistência a … Continuar lendo XANTO | o que as coisas mínimas ensinam sobre as revoluções: uma leitura de “a primavera das pragas” de ana carolina assis, por julya tavares

Uma alegria estilhaçada: Poesia brasileira 2008-2018, por Gustavo Silveira Ribeiro

Hoje sai finalmente a antologia preparada pelo professor Gustavo Silveira Ribeiro, em desdobramento da série Uma casa para conter o caos, que foi publicada em 2019, na seção Xanto, e também da antologia A extração dos dias: poesia brasileira agora, publicada aqui em 2017. Como em todos os casos, prezamos pela independência crítica e cedemos o espaço para que ela se desdobre em diálogos e debates. … Continuar lendo Uma alegria estilhaçada: Poesia brasileira 2008-2018, por Gustavo Silveira Ribeiro

“À tarde”, de Aureliano Lessa, por Raimundo Carvalho

À tardeAureliano Lessa (1828-1861) I Lá descambou o sol… Vai descorandoManso e manso o cetim vivo-cerúleoE as vermelhas folhagens que recamamO côncavo do céu. Transluz no ocasoPor débil prisma cambiante fachoDe semimortas cores, que se perdemNo azul ferrete do noturno manto.Nevadas franjas flutuando em flocosErram nas abas do dossel da tarde,Como da seda azul que a moça traja,Cândida renda guarnecendo as orlas.Galerna a viração farfalha … Continuar lendo “À tarde”, de Aureliano Lessa, por Raimundo Carvalho

Abrilhantado email

Dizem que vida de editor é fácil, divertida. Temos dias de joias, verdade seja dita. Aqui vai uma, que recebemos no email da escamandro, endereçado à minha pessoa. Pérola de porco, que atipicamente decidi responder por email e por aqui. Guilherme Gontijo Flores * * * “Olá  senhor Guilherme Gontijo flores, tendo diante dos olhos tanta MERDA que Vossa Excelencia publica no seu Blog, umas coisas … Continuar lendo Abrilhantado email

XANTO| “poema como moenda”, a poesia de Daniel Arelli por Arthur Lungov

Lição de matéria (Biblioteca do Paraná, 2018; com segunda edição já prometida pela Edições Macondo para 2020) é um livro que, a princípio, pode ser tomado pelo título, pela literalidade daquilo que traz logo na capa. Os dois substantivos nucleares já dão pista do que virá, ainda que seus significados não sejam em seus significados mais hodiernos: “lição” (sf. (…) 6. Forma particular de interpretar … Continuar lendo XANTO| “poema como moenda”, a poesia de Daniel Arelli por Arthur Lungov

XANTO| Poesia brasileira, livros da década: parte XI

uma casa para conter o caosdez anos de poesia brasileira[2008 – 2018]seleção, textos & notasGustavo Silveira Ribeiro Continuamos aqui a série de pequenos comentários sobre os livros da década, segundo o crítico Gustavo Silveira Ribeiro. aqui a luz faz o contrário de iluminarUm teste de resistores 2014 – 7LetrasMarília Garcia[Rio de Janeiro – 1979] De todos os livros verdadeiramente influentes publicados na última década, talvez … Continuar lendo XANTO| Poesia brasileira, livros da década: parte XI

XANTO| Poesia brasileira, livros da década: parte X

uma casa para conter o caosdez anos de poesia brasileira[2008 – 2018]seleção, textos & notasGustavo Silveira Ribeiro Continuamos aqui a série de pequenos comentários sobre os livros da década, segundo o crítico Gustavo Silveira Ribeiro. O texto que segue é uma derivação da orelha escrita para a antologia poética POESIA +, de Edimilson de Almeida Pereira, que a Editora 34 publicará no início de dezembro. Qvasi, um … Continuar lendo XANTO| Poesia brasileira, livros da década: parte X

XANTO| Poesia brasileira, livros da década: parte IX

uma casa para conter o caosdez anos de poesia brasileira[2008 – 2018]seleção, textos & notasGustavo Silveira Ribeiro Continuamos aqui a série de pequenos comentários sobre os livros da década, segundo o crítico Gustavo Silveira Ribeiro. Vinagre: uma antologia de poetas neobarracos2013 – Os vândalosFabiano Calixto & Pedro Tostes (org.)[Garanhuns – 1972Rio de Janeiro – 1981] Proposta, organizada e publicado em curtíssimo espaço de tempo, nas … Continuar lendo XANTO| Poesia brasileira, livros da década: parte IX