Um centro anda na margem: Alberto da Costa e Silva (1931—)

Este é um ano de números redondos para a poesia brasileira: até o momento, já fizeram 90 anos Augusto de Campos (1931—) e 80 Leonardo Fróes (1941—), ambos poetas de fevereiro, com um percurso e uma recepção muito diversos, porém hoje fundamentais para os leitores atentos de poesia contemporânea, mesmo que ambos continuem sem uma obra reunida em catálogo contínuo. Logo chega o momento em … Continuar lendo Um centro anda na margem: Alberto da Costa e Silva (1931—)

In memoriam: Maria Lúcia Alvim (1932-2021)

Já tivemos dois posts na escamandro sobre Maria Lúcia Alvim, o primeiro deles acabou dando o pontapé para uma aventura que culminou na publicação de Batendo pasto, livro inédito de 1982, que estava na gaveta de Paulo Henriques Britto, sob juramento de só ser publicado após a sua morte. Felizmente, Ricardo Domeneck conseguiu convencê-la de que nós e ela o merecíamos em vida. Durou pouco. … Continuar lendo In memoriam: Maria Lúcia Alvim (1932-2021)

Editorial

A escamandro está no seu décimo ano de vida. O que nos faz repensar pra valer o que fizemos e também queremos fazer de agora em diante. Depois de várias conversas, consideramos uma mudança editorial no formato blogue da revista. O cenário hoje é radicalmente diferente daquele que havia no início do nosso projeto, em 2011, seja por aquilo a que nos propúnhamos, seja pelo … Continuar lendo Editorial

5 poemas de Rodrigo Lobo Damasceno

Rodrigo Lobo Damasceno nasceu em Feira de Santana (ba), em 1985, e vive em São Paulo desde 2011. Escreve poemas, contos, romances e ensaios. Às vezes, traduz. Junto com a artista Camila Hion, edita textos e imagens pelo selo treme~terra, onde atua também como artesão e feirante. Ao lado de Fabiano Calixto, Natália Agra e Tiago Guilherme Pinheiro, faz a revista de poesia Meteöro. imitação de … Continuar lendo 5 poemas de Rodrigo Lobo Damasceno

XANTO|”Não saber cantar é não ser canto?”, por José Pinto

Casem-se os poetas com a respiração do mundoBaltasar Lopes (Osvaldo Alcântara), poeta cabo-verdiano Escrito em 1942, o poema de Paul Éluard hoje conhecido pelo título ‘Liberté’ foi transportado clandestinamente de França, ocupada pelos nazis, para Inglaterra. Em 1943, o poema foi lançado por aviões aliados nos céus da Europa em guerra e refaço o exercício de imaginar o que poderia ter sentido um judeu num … Continuar lendo XANTO|”Não saber cantar é não ser canto?”, por José Pinto

Rita Barros (1984—)

Rita Barros [Mogi das Cruzes, 1984] tem poemas na plaquete Primeiras vozes [Vozes e Versos/Quelônio, 2018], na antologia Simultâneos pulsando [Corsário Satã, 2018], na coletânea do Prêmio SESC DF de Poesia [2014], e nas revistas Mallarmagens, Zunái, Meteöro, Córrego e Euonça, entre outras. Publicou o primeiro livro na Coleção Kraft da Cozinha Experimental em 2015, e a plaquete independente “travelín”, com poemas em espanhol, em 2017 … Continuar lendo Rita Barros (1984—)

Rente demais aos poemas de Arnaldo Xavier (1948-2004), por Ronald Augusto

Em agosto de 1998 Arnaldo Xavier enviou-me uma carta contendo alguns exemplares do livro LUDLUD (edição Casa Pyndahyba, 1997). No final da carta, digitada com capricho, uma anotação de punho solicitava: “Envie um [exemplar] p/o mineiro”. Não tenho bem certeza, mas esse destinatário mineiro deveria ser ou o Ricardo Aleixo ou o Edimilson de Almeida Pereira. Fosse quem fosse, espero que eu tenha enviado o … Continuar lendo Rente demais aos poemas de Arnaldo Xavier (1948-2004), por Ronald Augusto

XANTO | tremor e delicadeza na poética de Camillo César Alvarenga, Por Rubens da Cunha

“oxalufã”, por Salamanda Em “À procura da poesia”, Carlos Drummond escreve: “Chega mais perto e contempla as palavras. / Cada uma / tem mil faces secretas sob a face neutra / e te pergunta, sem interesse pela resposta, / pobre ou terrível, que lhe deres:trouxeste a chave?” A princípio, as palavras fazem essa pergunta para aqueles que se propõema escrever. Aqui, penso também que essa … Continuar lendo XANTO | tremor e delicadeza na poética de Camillo César Alvarenga, Por Rubens da Cunha

Patrícia Lino (1990—)

há muito, entre nós de aqui, constituiu-se uma tradição forte do temperamento satírico, paródico. tempero dos trópicos, talvez, que assimilou-se de modo interessante já pelos caminhos de passagem, ali pelos antes, com um gregório de matos ou um sapateiro silva ou um qorpo santo ou um bernardo guimaraens, do elixir do pajé, na poesia, e também, os fios de ponta de língua bífida do nosso … Continuar lendo Patrícia Lino (1990—)

XANTO | o que as coisas mínimas ensinam sobre as revoluções: uma leitura de “a primavera das pragas” de ana carolina assis, por julya tavares

“rascunho” de joana lavôr para a capa do livro de ana carolina assis e envolto em tempestade, decepado entre os dentes segura a primavera secos & molhados “praga” é o nome que se dá a ervas ou pequenos animais que destroem plantas, móveis de madeira, livros; é, ainda, o nome da capital da república tcheca, lugar que historicamente teve um papel importante de resistência a … Continuar lendo XANTO | o que as coisas mínimas ensinam sobre as revoluções: uma leitura de “a primavera das pragas” de ana carolina assis, por julya tavares