Leonardo MAthias

chegou a hora do blog desegotizar, para além das traduções que andamos fazendo. o primeiro trabalho que temos aqui é de leonardo MAthias, poeta e artista plástico de sampa; ele mesmo diz que “poesia, artes visuais e design são lugares nos quais também habita. oscila. via linguagem se exercita.” e eu diria/acrescentaria ainda que ele se exercita via linguagens: ora como poeta (seu primeiro livro … Continuar lendo Leonardo MAthias

Jalaluddin Rumi, meu poeta contemporâneo preferido

Jalaluddin Rumi, místico persa do século XIII, é o meu poeta contemporâneo preferido. Me explico: não leio persa; assim, conheci sua poesia através de traduções. Dentre elas, foram as versões de Coleman Barks que me fizeram entender porque alguns consideram Rumi o maior escritor místico de todos os tempos. Barks também não lê persa. É que, mais do que traduções, o que ele propõe são … Continuar lendo Jalaluddin Rumi, meu poeta contemporâneo preferido

Ashbery: Down by the station, early in the morning

John Ashbery é um poeta americano contemporâneo, autor de mais de 20 volumes de poesia, vencedor de trocentos prêmios literários na gringolândia e xodó da crítica, inclusive de Harold Bloom. Ele nasceu em 1927 e, não só ainda está vivo, como também foi, aparentemente, o primeiro poeta ainda vivo a ser publicado em antologia pela Library of America, i.e. aquelas edições de capa dura com … Continuar lendo Ashbery: Down by the station, early in the morning

daguerreótipos de cão – guilherme gontijo flores

1 olhos de cão não nos dizem não revelam os olhos do seu dono perseguem no vazio a menor parcela pela cota do carinho impossível 2 leque mais fino que o da mais refinada madame nada refresca nada abana           de vento sob o sol corisca sob os olhos do seu dono que nesse leque inventa um novo esboço (assim enxerga) … Continuar lendo daguerreótipos de cão – guilherme gontijo flores

Há metafísica o bastante em pensar o nada (homenagem a Caeiro) – bernardo lins brandão

HÁ METAFÍSICA O BASTANTE EM PENSAR O NADA há mistério bastante em quem está ao sol e fecha os olhos metafísica? que metafísica têm aquelas árvores? a de serem árvores e existirem a cada momento retiradas do abismo do nada se olho para as flores e as árvores e os montes e o sol e o luar só os vejo com a mente é que … Continuar lendo Há metafísica o bastante em pensar o nada (homenagem a Caeiro) – bernardo lins brandão

a concisa historiografia momopéica (ou gesta momodorum) – vinicius ferreira barth

            cardamomos e              reis momos            são amigos no            reino de Momó                                (de longa data)       antiga Momus capital  do império mímide onde                  Camões         (desconfiado)                  comentava:                       – vóz zombais, se não me engano.   Vinicius Ferreira Barth Continuar lendo a concisa historiografia momopéica (ou gesta momodorum) – vinicius ferreira barth

old ezra for schoolboys

aviso: este post vai ser longo. não vou falar demais de pound, porque todo mundo sabe – & quem não sabe, vire-se. só uma nota sobre as traduções. eu conheço duas: uma parcial dos irmãos campos com o décio pignatari (doravante, o trio). a tradução é apenas daquela parte mais famosa, que encerra o canto (“what thou lov’st well remains, &c.“), é uma bela duma … Continuar lendo old ezra for schoolboys

a constatação da épica pessoal – vinicius ferreira barth

fatos disformes e              feitosnarrados desamarrados eia! musa que te buliu. e eu tomo no                escudotodo dia uma lança:comilança balança pajelança ponta-de-lançacochamblançalambança e aqueles gregos, há,brigavam peladinhos.   Vinicius Ferreira Barth Continuar lendo a constatação da épica pessoal – vinicius ferreira barth