Hans Magnus Enzensberger (1929-), por Adelaide Ivánova

hans magnus é um escritor alemão de esquerda. esses poemas são do livro “blindenschrift” (braille, em português), publicado em 1967. coisas que estavam acontecendo na época: guerra do vietnã, guerra fria e corrida nuclear, muro de berlim, civil rights, panteras negras, assassinato de lideranças negras, anti-comunismo, obsessão com a lua, beatles anuncia que não fariam mais shows (haha). marxista e apoiador dos movimentos estudantis e … Continuar lendo Hans Magnus Enzensberger (1929-), por Adelaide Ivánova

Trocos, recibos & resenhas. Um 2017 por Sergio Maciel (parte 1)

como prometido, tentarei dizer algumas coisas – breves, muito breves mesmo: apontamentos – sobre os livros que me foram enviados neste ano. conforme eu mesmo afirmei ao tratar deste post lá no facebook, não há que se esperar nada de hermenêutico, de qualquer coisa absolutamente bem aprofundada sobre cada um dos objetos aqui propostos. estou a trabalhar com a importância de 22 livros, ou seja, … Continuar lendo Trocos, recibos & resenhas. Um 2017 por Sergio Maciel (parte 1)

XANTO| Violáceo, vermelho-sangue, (sobre O martelo, de Adelaide Ivánova), por Gustavo Silveira

xanto o outro nome do mesmo rio. o mesmo nome de escamandro na ilíada, mas no plano divino. duplo nome para um só nume, algo que deriva, aflui, desiguala-se de si, como todo rio, para quem o vê com olhos de heráclito. xanto, no curso da poesia, pode ser o rio de pedras claras da crítica (xanthos também é “amarelo” ou “loiro” em grego), que … Continuar lendo XANTO| Violáceo, vermelho-sangue, (sobre O martelo, de Adelaide Ivánova), por Gustavo Silveira

Ingeborg Bachmann, por Adelaide Ivánova

Ingeborg Bachmann é uma poeta canceriana nascida na Áustria em 1926. Lançou dois livros de poesia – Die gestundete Zeit (1953) e Anrufung des Größen Bären (1956), e depois parou, disse que não ia escrever poesia nunca mais, que ia se dedicar à prosa (de fato, teve uma produção intensa, escrevendo novelas, contos, romances, libretos etc., que lhe renderam grande prestígio). E à prosa se … Continuar lendo Ingeborg Bachmann, por Adelaide Ivánova

3 traduções para o ‘task of the translator’ da Antigonick de Anne Carson

parece evidente afirmarmos que as fronteiras entre tradução, reescrita, adaptação e performance são de difícil estabelecimento, parecendo não haver critérios conceitualmente muito sólidos que distingam essas atividades além de perspectivas um tanto quanto subjetivas que as delimitam; sobretudo quando tratamos de peças teatrais que parecem figurar no limiar entre meros textos literários, pra nós, e acontecimentos espetaculares, rituais, jogos (os ludi), pros romanos and gregos, … Continuar lendo 3 traduções para o ‘task of the translator’ da Antigonick de Anne Carson

Entrevista com Adelaide Ivánova

o ato tanto de entrevistar quanto de ser entrevistado faz, sem sombra de dúvida, parte daquela fina arte chamada dar a cara a tapa. já dizia hilda hilst sobre entrevistas: “É quase como uma confissão. Agora, no caso específico de um escritor, a entrevista se complica porque tudo o que um escritor tem a dizer, tudo o que ele imagina verbalizar, o seu mais fundo, … Continuar lendo Entrevista com Adelaide Ivánova

Adelaide Ivánova (1982-)

Adelaide Ivánova (Recife, 1982)é poeta e fotógrafa brasileira, lançou os livros Autotomia (Pingado-prés, fotos) e Polaróides (e negativos das mesmas imagens) (Cesárea, 2014, poemas e crônicas), Erste Lektionen in Hydrologie (und andere Bemerkungen) (edição da autora, 2014, fotos)  e O martelo (Douda correria, 2016, poemas). Tem trabalhos fotográficos publicados por diversas revistas internacionais. Adelaide Ivánova vive e trabalha entre Colônia e Berlim, na Alemanha. Há ainda mais material que vale a pena conferir … Continuar lendo Adelaide Ivánova (1982-)