O Cântico de Débora (Juízes 5)

O Cântico de Débora, ou Shirat Devorah (שירת דברה), em hebraico, também chamado de O Cântico de Débora e Barak, um poema bíblico que ocupa todo o capítulo 5 do livro de Juízes, faz parte da dupla do que há de mais antigo dentre todos os textos da Bíblia Hebraica, ao lado do Cântico do Mar, em Êxodo 15, como comentam os estudiosos da área … Continuar lendo O Cântico de Débora (Juízes 5)

H.D. (1886 – 1961)

Hilda Doolittle, conhecida pelas iniciais H.D. com as quais assinava suas obras e apelidada de H.D. Imagiste por Ezra Pound, foi uma figura importante do imagismo e da poesia modernista em geral. Além de poeta, foi também romancista e tradutora do grego antigo, deixando uma obra vasta que não foi ainda explorada direito em português – e, de fato, parece que, a não ser que … Continuar lendo H.D. (1886 – 1961)

“A descida de Inana ao mundo dos mortos”

“A descida de Inana ao mundo dos mortos” é o principal texto por trás de um dos mitos mais célebres do Oriente Médio: a narrativa de Tâmuz e Ištar. Como se sabe, Tâmuz era um deus da vegetação, consorte da deusa do amor, do sexo, da fertilidade e da guerra, e a cada ano, ao chegar o solstício de verão, quando ele morre e renasce, … Continuar lendo “A descida de Inana ao mundo dos mortos”

Elise Cowen (1933 – 1962)

Tem uma anedota famosa, registrada por Stephen Scobie em seu relato do tributo a Allen Ginsberg feito pelo Naropa Institute em julho de 1994, que conta o seguinte: Uma mulher da plateia pergunta: “Por que tem tão poucas mulheres nesta mesa redonda? Por que tem tão poucas mulheres na programação da semana? Por que tinha tão poucas mulheres entre os escritores Beat?” e o [Gregory] … Continuar lendo Elise Cowen (1933 – 1962)

“As quatro idades da poesia”, de Thomas Love Peacock

“Um poeta em nossos tempos é um semibárbaro numa comunidade civilizada. Ele vive nos dias do passado. Suas ideias, pensamentos, sentimentos e associações estão todos ligados aos modos bárbaros, costumes obsoletos e superstições refutadas. A marcha do seu intelecto é como a de um caranguejo, anda para trás. Quanto mais clara a luz que se difunde ao seu redor pelo progresso da razão, mais espessa … Continuar lendo “As quatro idades da poesia”, de Thomas Love Peacock

Dois poemas de Charles Bernstein

Esses dois poemas foram retirados, respectivamente, dos livros My Way: Speeches and Poems e All the Whiskey in Heaven, e são comentados pela crítica Marjorie Perloff em seu livro de memórias The Vienna Paradox e no ensaio “La Grande Permission: John Ashbery in the 21st Century”, que, apesar de ser sobre John Ashbery e não sobre Bernstein, comenta algumas aproximações entre os dois poetas. Nos … Continuar lendo Dois poemas de Charles Bernstein

A canção de amor de Šu-Sin, um poema sumério

Aproveitando o embalo do tema da escrita cuneiforme e línguas e poesia do Oriente Próximo e Médio da minha postagem do começo do mês sobre um poema do ugarítico, gostaria agora de tratar daquele que, desde seu descobrimento no século passado, tem sido frequentemente chamado de “o poema de amor mais antigo de mundo”. Aliás, recomendo seriamente que, para a leitura desta postagem, vocês ouçam … Continuar lendo A canção de amor de Šu-Sin, um poema sumério

Quatro poemas de Abu Nuwas (756 – 814)

  Motivado pelas discussões desta semana sobre questões delicadas, como religião, sobretudo o Islã, radicalismo, humor e liberdade de expressão, uma discussão já recorrente, aliás (pelo menos desde a fatwa lançada contra Salman Rushdie por conta de Os Versos Satânicos algumas décadas atrás), e, para variar, vendo o adjetivo “medieval” sendo usado por aí como um termo pejorativo, eu acabei inevitavelmente sendo relembrado de certos … Continuar lendo Quatro poemas de Abu Nuwas (756 – 814)

O festim divino de El – um poema do ugarítico

Ugarit foi uma cidade portuária do Oriente Próximo localizada nos arredores de onde hoje se situa Ras Shamra, no norte da Síria, perto do monte Hérmon e da ilha de Chipre. Ela foi destruída por volta do final da Era do Bronze e, num dos grandes achados arqueológicos do século XX (ainda mais impressionante pelo fato de ter ocorrido por completo acidente), só veio a … Continuar lendo O festim divino de El – um poema do ugarítico

]Exclosures[ de Emily Abendroth

Emily Abendroth (1975 -) é professora, artista e poeta experimental da Filadélfia, além de ativista pelos direitos dos presidiários nesse país dotado da maior população carcerária do mundo que são os EUA (pau a pau, porém, com China, Rússia e Brasil, claro). Ela trabalha com o grupo Decarcerate PA, que visa pôr fim ao encarceramento em massa no estado da Pensilvânia, é co-fundadora do Address … Continuar lendo ]Exclosures[ de Emily Abendroth