Alejandra Pizarnik: “o inferno musical”, por nina rizzi

 Alejandra Pizarnik já apareceu diversas vezes aqui na escamandro, sendo a primeira em 2012: a tradução integral de seu primeiro livro La tierra más ajena/ A terra mais ao longe, em tradução do nosso então editor Vinícius Ferreira Barth, tradução primorosa que aliás muito me inspirou nas minhas próprias (suas traduções foram dividas em parte 1 e parte 2), e no mesmo ano Barth traduziu … Continuar lendo Alejandra Pizarnik: “o inferno musical”, por nina rizzi

É ISTO UMA MULHER? #1, por Nina Rizzi

Participei em junho deste ano da graça de doismilizezoito do Festival Vida & Arte, promovido pelo Jornal O Povo, no debate intitulado “E a mulher escreveu o mundo”, com Ana Paula Maia, Juliana Diniz e Marília Lovatel.  Em um dado momento comentei uma entrevista com Ana Paula Maia em que o entrevistador ressaltava o talento e êxito de suas narrativas por não se parecem em … Continuar lendo É ISTO UMA MULHER? #1, por Nina Rizzi

Rubén Vela, por Nina Rizzi

Rubén Vela nasceu em Santa Fé, em 1928. Começou a escrever seus poemas em 1949 e participou do movimento literário que se formou em torno da revista Poesía Buenos Aires, dirigida por Raúl Gustavo Aguirre.  Em 1973 se radicou em Brasília, onde recebeu o Prêmio Internacional do Pen Club do Brasil por seu livro Poemas (Editora Vozes, 1972); em 1980 o Pen Club argentino o … Continuar lendo Rubén Vela, por Nina Rizzi

Alejandra Pizarnik, por Natália Agra e Victor Hugo Turezo

Inalterar capacidades, sentidos na poesia de Alejandra Pizarnik é quase que efeméride. Tanto a busca de uma significação justaposta é instransponível. Argentina incandescente em abordar a surreal crise de sua existência, é também espelho de uma lápide na qual reverbera o escuro e a permissibilidade da morte. Limar a palavra desta poeta é desatar nós. Compilar e tentar aproximá-la daqui é como correr atrás de … Continuar lendo Alejandra Pizarnik, por Natália Agra e Victor Hugo Turezo

a poema, a línguagem, a tradução

  em lugar de prefácio invento palavras pra dizer a poema palavras linhas palavras flechas rumo ao alvo o contra-alvo um crivo palavras-água transbordamento e forma invento palavras que de-sabem a forma palavras acesso pra poema pra o amor o pasme a imobilidade a morte enfim acesso e a poema acontece diante os olhos os ossos abro possibilidades diante a poema como quem escava e … Continuar lendo a poema, a línguagem, a tradução

alejandra pizarnik: un signo en tu sombra (1955)

o amor, que com creeley, como visto no post abaixo, assume variadas formas e atos, e pelas nossas próprias mãos veste trapos ou ilustres mantos, torna-se sublime ou sujo ou vulgar ou natural, poeticamente ou não, o amor, enfim, encontra em pizarnik uma realização obscurecida e angustiante. não à toa os leitores de hilda hilst se encontrarão bastante familiarizados com essa poesia do amor ao … Continuar lendo alejandra pizarnik: un signo en tu sombra (1955)

alejandra pizarnik: la tierra más ajena (1955), pt. 2

caros, segue abaixo a segunda e última parte de la tierra más ajena de alejandra pizarnik.veja aqui o primeiro post. vinicius ferreira barth       … DO MEU DIÁRIO Olhava os carros em arranjosem suas vestimentas metálicasas partes dianteiras pareciamcaveiras recém libertadas.Um sol amarelo deixava cair indiferentepedaços luminosos de algo coloridomas as sombras persistiamainda nos retalhos do astro.Sentia-se cansada ante os nevoeirosque não se … Continuar lendo alejandra pizarnik: la tierra más ajena (1955), pt. 2

alejandra pizarnik: la tierra más ajena (1955), pt. 1

alejandra pizarnik nasceu em buenos aires em 1936, publicou seus primeiros poemas com vinte anos e licenciou-se em filosofia e letras pela universidad de buenos aires. no começo da década de 1960 viveu em paris, onde estudou história da religião e literatura francesa, na sorbonne, e tornou-se amiga de nomes como andré pieyre de mandiargues, octavio paz, julio cortázar e rosa chacel. foi tradutora de … Continuar lendo alejandra pizarnik: la tierra más ajena (1955), pt. 1