23 traduções para um poema de Emily Dickinson (1830-1886), por Matheus Mavericco

Com Emily Dickinson as coisas não funcionavam bem no sentido de sentar pra, digamos, escrever um livro de poemas ou entupir um com o que se tem à mão. Para quem publicou em vida só sete dos mais de dois mil que escreveu, é possível que a graça estivesse noutra coisa que não o amontoado retangular de celulose. Tomemos o caso daquele que começa com … Continuar lendo 23 traduções para um poema de Emily Dickinson (1830-1886), por Matheus Mavericco

CARPE DIEM: 28 versões + 2, por Matheus Mavericco

Existem poemas que conseguem a tremenda felicidade de cravarem uma expressão ou uma palavra na cabeça dos leitores. Nem sempre é sinal de qualidade. Veja o caso de “passar pela vida em branca nuvem”, expressão usada por nossos avós e que foi retirada de um poema de Francisco Otaviano, patrono da cadeira de número 13 na Academia Brasileira de Letras e poeta medíocre, autor, quando … Continuar lendo CARPE DIEM: 28 versões + 2, por Matheus Mavericco

Valediction de John Donne, por Pedro Mohallem e Matheus Mavericco

Esse aqui é o famoso poema do compasso. Coleridge uma vez escreveu, salvo engano num diário ou uma coisa assim, que ninguém além de Donne poderia ter escrito este poema. De fato: posto pela primeira vez numa folha de papel chamex reciclado (pode acreditar, foi assim mesmo) em 1611 ou 1612, antes de Donne fazer uma viagem para o continente europeu, “A Valediction: Forbidding Mourning” … Continuar lendo Valediction de John Donne, por Pedro Mohallem e Matheus Mavericco

Nota sobre o tempo na poesia do séc. XVII, por Matheus Mavericco

Edward Herbert (1583-1648), Barão de Cherbury, foi poeta, soldado, diplomata e nobre inglês. Podemos pensar a princípio que foi muita coisa, mas na verdade não creio que é bem por aí pois tratamos de ocupações muito parecidas entre si. De todo modo, tal acúmulo foi importante para que Herbert professasse algumas ideias um tanto quanto avançadas demais para a época. A época: século XVII. As … Continuar lendo Nota sobre o tempo na poesia do séc. XVII, por Matheus Mavericco

Rosas doentes

Em duas ocasiões anteriores, tratamos aqui dos poemas “The Tyger” e “The Lamb”, das Canções de Inocência & Experiência de William Blake. Recentemente eu fiquei meio obcecado com outro poema desses dois livros, “The Sick Rose”, e sinto que, apesar de ser curtíssimo, o poema merecia uma postagem inteira dedicada a ele. Segue no original: The Sick Rose O Rose thou art sick. The invisible … Continuar lendo Rosas doentes

Dylan Thomas, por Matheus Mavericco

Entre 1914 e 1953 uma das vidas mais conturbadas bateu ponto aqui na terra. Dylan Thomas, que Augusto de Campos chamou de bardo rejeitado, certamente não é do tipo de poeta que se resolva nem em notas biográficas e nem em páginas impressas. O leitor deverá terminar de ler a postagem aqui no escamandro e correr pra conferir a primeira gravação do autor declamando que … Continuar lendo Dylan Thomas, por Matheus Mavericco

O soneto das vogais e o livro Bahir

Faz alguns meses que eu fiz uma postagem sobre a teoria das correspondências de Swedenborg, ilustrado pelo soneto das correspondências de Baudelaire, numa tentativa de explicitar, via citação das fontes primárias mesmo, o elo entre o poeta, que permanece em posição absolutamente central em discussões sobre poesia moderna e modernidade, e uma doutrina mística que foi muito popular à época, mas hoje é pouco estudada … Continuar lendo O soneto das vogais e o livro Bahir

Emily Dickinson e suas traduções – parte IV

[Para as outras postagens deste ciclo: parte I (biografia, introdução, mais uma tradução de P. H. Britto), parte II (a tradução de Ivo Bender), parte III (Isa Mara Lando), parte V (José Lira)] Imagino que, dentre quem vem acompanhando este ciclo e ainda não se enfastiou da minha verborragia, deva haver quem esteja ansioso para que eu chegue logo na tradução de Augusto de Campos. … Continuar lendo Emily Dickinson e suas traduções – parte IV

Dama recatada, senhora pudica, amada esquiva – Andrew Marvell em tradução

Andrew Marvell (1621 – 1678), ao lado de outros nomes muito bem conhecidos hoje como John Donne, foi um dos chamados “poetas metafísicos”, termo pejorativo cunhado pelo crítico Samuel Johnson para se referir a um grupo de poetas mais ou menos equivalente, cronologicamente (ainda que também em temática em alguns casos, sobretudo em Donne), ao nosso barroco – este também, como se sabe, outro termo … Continuar lendo Dama recatada, senhora pudica, amada esquiva – Andrew Marvell em tradução

Ode sobre a melancolia – John Keats

(Para uma introdução, com breve biografia, sobre John Keats e seus principais poemas, vide minha postagem anterior, clicando aqui) A “Ode on Melancholy” é uma das cinco grandes odes que Keats escreveu em 1819 – e, com apenas 30 versos em 3 estrofes, também a mais breve. É provável que ele tenha tido como referência aqui a grande obra do século XVII de Robert Burton, … Continuar lendo Ode sobre a melancolia – John Keats