“À tarde”, de Aureliano Lessa, por Raimundo Carvalho

À tardeAureliano Lessa (1828-1861) I Lá descambou o sol… Vai descorandoManso e manso o cetim vivo-cerúleoE as vermelhas folhagens que recamamO côncavo do céu. Transluz no ocasoPor débil prisma cambiante fachoDe semimortas cores, que se perdemNo azul ferrete do noturno manto.Nevadas franjas flutuando em flocosErram nas abas do dossel da tarde,Como da seda azul que a moça traja,Cândida renda guarnecendo as orlas.Galerna a viração farfalha … Continuar lendo “À tarde”, de Aureliano Lessa, por Raimundo Carvalho