Ao fim da jornada – bernardo lins brandão

AO FIM JORNADA compreendeu Ulisses os maiores riscos quais eram o corpo nupcial de Nausícaa a imortalidade vislumbrada nas coxas de Calipso as delícias de Circe mas ele, homem multiardiloso, saqueador de cidades, ninguém ele, que tinha a nostalgia como guia havia gravado Ítaca em brasa, na sola dos pés bernardo brandão Continuar lendo Ao fim da jornada – bernardo lins brandão

Mais Rumi

Mais uma versão do Rumi via Coleman Barks. Faço apenas uma observação: existem dois sufis citados no poema, Hallaj, místico do século IX-X que foi condenado à morte por suas afirmações paradoxais que beiravam a blasfêmia, e Shams, o grande mestre espiritual de Rumi. Como o poema anterior, encontrei esse no livro Rumi: bridge to the soul (n. 15, p. 48). amantes encontram lugares secretos neste … Continuar lendo Mais Rumi

Jalaluddin Rumi, meu poeta contemporâneo preferido

Jalaluddin Rumi, místico persa do século XIII, é o meu poeta contemporâneo preferido. Me explico: não leio persa; assim, conheci sua poesia através de traduções. Dentre elas, foram as versões de Coleman Barks que me fizeram entender porque alguns consideram Rumi o maior escritor místico de todos os tempos. Barks também não lê persa. É que, mais do que traduções, o que ele propõe são … Continuar lendo Jalaluddin Rumi, meu poeta contemporâneo preferido

Há metafísica o bastante em pensar o nada (homenagem a Caeiro) – bernardo lins brandão

HÁ METAFÍSICA O BASTANTE EM PENSAR O NADA há mistério bastante em quem está ao sol e fecha os olhos metafísica? que metafísica têm aquelas árvores? a de serem árvores e existirem a cada momento retiradas do abismo do nada se olho para as flores e as árvores e os montes e o sol e o luar só os vejo com a mente é que … Continuar lendo Há metafísica o bastante em pensar o nada (homenagem a Caeiro) – bernardo lins brandão

Poética contemporânea – bernardo lins brandão

PEDEM-TE PARA CRIAR quando já não puderes realizar mais nada, para rabiscar com lágrimas a folha amassada de papel   dizem que arte é exigir o desencanto do mundo que nos pague sua dívida.   esquece isso escreve quando leve, quando tiveres outras coisas a fazer.   escreve como que surpreendido, de manhã pelos raios de sol que escapam das gotas de orvalho     … Continuar lendo Poética contemporânea – bernardo lins brandão