Dois poemas de Charles Bernstein

Esses dois poemas foram retirados, respectivamente, dos livros My Way: Speeches and Poems e All the Whiskey in Heaven, e são comentados pela crítica Marjorie Perloff em seu livro de memórias The Vienna Paradox e no ensaio “La Grande Permission: John Ashbery in the 21st Century”, que, apesar de ser sobre John Ashbery e não sobre Bernstein, comenta algumas aproximações entre os dois poetas. Nos … Continuar lendo Dois poemas de Charles Bernstein

Um tombeau a Walter Benjamin

“O futuro parece certo certo que prosseguirá sem nós. O futuro parece certo que prosseguirá prosseguirá O futuro parece que prosseguirá o futuro certo parece certo prosseguirá sem nós.” – últimas palavras do personagem de Walter Benjamin na ópera Shadowtime, de Brian Ferneyhough, com libreto de Charles Bernstein (tradução minha). Agora, ao pôr-do-sol de 26 de setembro, terminam as festividades do Rosh Hashanah, o ano novo … Continuar lendo Um tombeau a Walter Benjamin

Uma canção de Shadowtime de Charles Bernstein

Charles Bernstein (1950 – ) é um dos poetas mais proeminentes da poesia Language (ou L=A=N=G=U=A=G=E, como era o nome da revista), autor de dezenas de volumes de poesia e ensaios, além de editor de coletâneas, de volumes de poetas importantes como Louis Zukofsky e de volumes da L=A=N=G=U=A=G=E. Em português, temos (de que tenho notícia) um único livro de poemas e ensaios, traduzido pelo … Continuar lendo Uma canção de Shadowtime de Charles Bernstein

Marjorie Perloff e o Gênio Não Original

Talvez eu pudesse comparar a atividade de ser tradutor – o símile vale para revisores também, mas na tradução a coisa é mais intensa – a um tipo de roleta russa. Muitas vezes você pode ser chamado para traduzir livros ruins, tediosos, ridículos, mal escritos, que te fazem desejar que eles nunca tivessem visto a luz do dia, que dirá sido traduzidos. Felizmente, porém, este … Continuar lendo Marjorie Perloff e o Gênio Não Original