Finn’s Hotel

Finn’s Hotel, o dito “livro perdido de James Joyce”, foi publicado pela primeira vez como um volume à parte só em 2013, em junho (só podia), pela editora Ithys Press, numa edição acompanhada de ilustrações do cartunista Casey Sorrow. Ao que parece, pelo menos em sua maior parte, não se trata exatamente de um texto “novo”, nem perdido no sentido arqueológico da palavra, mas de … Continuar lendo Finn’s Hotel

nota crítica: “poesia total” de waly salomão

faz algum tempo, eu escrevi outra nota crítica sobre toda poesia, de paulo leminski, editado pela cia. das letras. naquele momento, enquanto por um lado saudava o projeto — que se revelou um (in)esperado supersucesso de vendas — por outro busquei pensar sobre o que seria “toda poesia de leminski”: no momento, notei que na edição faltavam as fotos dos 40 clics, boa parte dos seus … Continuar lendo nota crítica: “poesia total” de waly salomão

nota crítica: “toda poesia” de paulo leminski

acabou de sair o livro Toda poesia de paulo leminski (1944-89), como todos sabem – & quem não sabe, trate de saber (“quem tem QI, vai”, diria o poeta). como escreve alice ruiz na apresentação do livro, “este livro é antes de tudo uma vida inteira de poesia”. talvez seja nesse sentido mesmo que o livro cumpre & descumpre seu papel : é sobre isso … Continuar lendo nota crítica: “toda poesia” de paulo leminski

Lançamento de “brasa enganosa” de guilherme gontijo flores

Como o próprio Guilherme já expôs no nosso post comemorativo de 100 posts do escamandro (que deve se tornar 200 muito em breve), o escamandro começou como um grupo de 3 principiantes (4, logo depois, quando o Bernardo começou a escrever) que trocavam e-mails que evoluíram para conversas cara a cara, sempre com “trocas de muitas críticas e poucos elogios”. Nisso, montamos o blog, continuamos … Continuar lendo Lançamento de “brasa enganosa” de guilherme gontijo flores

todos os poemas de paul auster

Continuo muito ligado à poesia que escrevi […] Eu ainda me orgulho dela. Pensando bem, pode ser a melhor coisa que eu já fiz. Paul Auster paul auster (newark, 1947) é figura famosa na prosa mundial. seus romances & ensaios, além da prosa memorialística, são best-sellers com o selo da qualidade, de modo que alguns de seus livros, como a trilogia de nova york, já são verdadeiros … Continuar lendo todos os poemas de paul auster

“mais espesso que a água” de luís quintais

eu começo depois da escrita, toda escrita começa depois da escrita. (luís quintais) eu já falei aqui sobre o meu gosto pelo acaso. ele é maior no caso de livros de poesia, porque abri-los ao léu é uma arte, porque meter a mão desatenta numa estante de livraria (preferencialmente um sebo) & arrancar dali alguns versos é um esporte que pratico sempre que posso. numa … Continuar lendo “mais espesso que a água” de luís quintais

Tristan Corbière e os seus amores amarelos

Meu primeiro contato com a poesia de Édouard-Joachim “Tristan” Corbière foi por completo acaso, num sebo de Curitiba, ao abrir o volume da tradução do poeta e tradutor Marcos Siscar dos seus Os Amores Amarelos (editora Iluminuras) diretamente na página do poema “Bonne fortune et fortune” (apresentado na seleção abaixo), essa paródia tão espirituosa do famoso poema da passante de Baudelaire – e bastou para … Continuar lendo Tristan Corbière e os seus amores amarelos

Trato de silêncios, de Luci Collin

Luci Collin é uma dessas figuras meio subestimadas do Paraná, do tipo que, diga-se de passagem, Curitiba tem algum prazer em produzir (pense no caso do romancista Cristóvão Tezza, que só ganhou uma maior popularidade há poucos anos graças ao seu Filho Eterno). Sua trajetória literária inclui traduções (a mais recente delas sendo de A Cela Enorme, de e. e. cummings, mas ela trabalhou já … Continuar lendo Trato de silêncios, de Luci Collin

notas sobre o caderno inquieto de tarso de melo

onde se lê espanto, espante-se (tarso de melo, “aula (2)”) tarso de melo (santo andré, 1976) tem uma das obras que eu mais admiro na poesia contemporânea brasileira. além de impressionar pelos poemas, o que mais chama atenção – a meu ver – é o percurso. tanto o percurso interno dos livros, onde estão cada um dos poemas, quanto o percurso maior entre os livros, … Continuar lendo notas sobre o caderno inquieto de tarso de melo

As verdadeiras formas do nada

É difícil negar que Paulo Henriques Britto seja um dos principais nomes da poesia brasileira contemporânea – bem como da tradução literária também (tendo recentemente traduzido o beemote que é o Contra o Dia, de Thomas Pynchon). E o certo frisson causado nos círculos literários pelo lançamento de seu último livro de poemas, Formas do Nada (Cia das Letras), há alguns meses já, é prova … Continuar lendo As verdadeiras formas do nada