Severina Comédia

long story short: durante o processo de expansão e dominação do império romano o latim funcionou, majoritariamente, como uma língua de superstrato, ou seja, como a língua do conquistador, exercendo aquela severa influência na língua (e cultura) dos vencidos e, com isso, ajudando a disseminar toda a carga cultural romana. nada de novo nisso, não é mesmo carmen miranda? a questão é que quando esse … Continuar lendo Severina Comédia

A Commedia de Dante, por Matheus Mavericco

No geral eu até gosto de fazer introduções, mas como isso daqui vai ficar quilométrico, eu dispenso e parto do princípio que o leitor já saiba o significado de alguns dos segredinhos desse celebérrimo início, por exemplo aquilo do Nel mezzo del cammin significar aproximadamente 35 anos ou então selva oscura simbolicamente remeter à vida humana repleta de pecados, ou que o sol para o … Continuar lendo A Commedia de Dante, por Matheus Mavericco

Um soneto de Dante, por Matheus Mavericco

Célebre soneto que, se há trinta e cinco anos era companheiro de vida de Dámaso Alonso (isso numa passagem belíssima logo no início de seu Poesia espanhola), sem exagero nenhum podemos dizer que há séculos é companheiro de qualquer pessoa que se encante por poemas. E olha, falo sem exagero. A humanidade objetivamente se aprimorou depois que um belo dia alguém sentou e, após apagar … Continuar lendo Um soneto de Dante, por Matheus Mavericco

Via, de Caroline Bergvall

Caroline Bergvall é uma poeta nascida em 1962 na Alemanha, filha de um casal franco-norueguês, e radicada na Inglaterra desde 1989. Como era de se esperar, com um background cultural desses, sua produção se foca em temas como multilinguismo, bem como também feminismo e questões de identidade cultural, muitas vezes trabalhando não só com o texto escrito, mas também performance, poesia sonora e instalações multimídia. … Continuar lendo Via, de Caroline Bergvall

poesia e quadrinhos (2 de 2): a visualização

não faço ideia do que outros poetas visualizam na hora de compor seus textos. nunca perguntei. eu, por minha parte, tenho para cada um dos meus trabalhos uma cena muito concreta gravada na memória, um tipo de imagem que traduz toda a situação descrita no poema. por causa disso eu sempre gostei de poemas narrativos, épicos e poemas de situação (uma variação de sitcoms, sit-poems?). … Continuar lendo poesia e quadrinhos (2 de 2): a visualização

poesia e quadrinhos (1 de 2): poetas e poesia como temática

dois são os temas que abordarei nesta e na próxima postagem: parte 1) o poeta e a chacota: alguns exemplos selecionados do personagem-poeta sendo um divertido – e frutífero – motivo de tiração de sarro. parte 2) poesia e ilustração, cadê?: já que, coincidentemente, o último post, que trata de ‘Toda Poesia’ de Leminski, toca nesse assunto no que concerne às notáveis ausências de ‘processos … Continuar lendo poesia e quadrinhos (1 de 2): poetas e poesia como temática

Dos paradoxos da linguagem: 3 poemas

Nós aqui do escamandro costumamos pegar leve com questões teóricas, em parte porque não temos a pretensão de fazer de nosso blog um reduto acadêmico (e, mais do que isso, ficaremos incrivelmente contentes se pudermos contribuir para, na verdade, tirar a poesia um pouco do domínio burocrático e dogmático da academia)… no entanto, dito isso, se há um teórico ao qual eu me vejo sempre … Continuar lendo Dos paradoxos da linguagem: 3 poemas

Algumas imagens do amor na lírica italiana anterior a Dante

O doce stil nuovo é claramente debitário da lírica trovadoresca que floresceu em Provença a partir do século XII: nomes como Bertrand de Born, Arnaut Daniel, Bernart de Ventadorn, Giraut de Bornelh e Sordello, dentre outros, são citados por Dante Alighieri em algumas de suas obras. Algumas características fundamentais desse grupo migrariam para a Itália a partir do começo do século XIII, e aqui cito … Continuar lendo Algumas imagens do amor na lírica italiana anterior a Dante