Haicai da rã, de Bashô, por Matheus Mavericco

A internet funciona assim: você está lendo um texto, por exemplo este, clica em dois links, por exemplo esse aqui e esse aqui, e então sua cabeça estoura. Dezenas de traduções, paródias e paráfrases para um poema composto de dez caracteres nipônicos, desses que um tatuador entediado gravaria no seu cóccix em quinze minutos no máximo. O nome disso, caso alguém repare e resolva perguntar, … Continuar lendo Haicai da rã, de Bashô, por Matheus Mavericco

A minha última duquesa – Robert Browning

Num momento anterior fiz uma postagem aqui no escamandro sobre um poema chamado “O amante de Porfíria”, do poeta vitoriano Robert Browning, em tradução minha (clique aqui). Na ocasião, mencionei a existência de um volume de traduções já para o português de alguns dos seus monólogos dramáticos, vertida por João Almeida Flor – uma edição, no entanto, infelizmente rara. Mas, por sorte, graças ao Flávio … Continuar lendo A minha última duquesa – Robert Browning

A tarde de um fauno

Stéphane Mallarmé (1842 – 1898) dispensa apresentações. Imagino que quase todo poeta moderno, se lhe fosse dada a oportunidade, trocaria sua própria obra inteira pela chance de ter escrito o Un coup de dés. E, mesmo que Mallarmé nunca tivesse escrito o Un coup de dés, como ele também nunca conseguiu concluir Le Livre, sua ambiciosa grande obra total (o livro em que o mundo … Continuar lendo A tarde de um fauno

Marcial, por Décio Pignatari

Tenho a impressão de que todos os alunos de latim (ou pelo menos os com algum senso de humor) vibram na primeira vez que leem em aula o infame verso, ou o poema todo, aliás, do pedicabo ego vos et irrumabo de Catulo (carmen XVI) – pois esse frisson é elevado à enésima potência quando se descobre Marco Valério Marcial (40 – 102/104). Posterior a Catulo, … Continuar lendo Marcial, por Décio Pignatari

Kubla Khan – Samuel Taylor Coleridge

Um dos poemas mais famosos de um poeta pouco lido. A Samuel Taylor Coleridge (1773 – 1834), poderíamos dizer, falta, talvez, algo do charme imediato dos outros românticos ingleses – o júbilo natural proto-hippie de Wordsworth, o esteticismo elaborado de Keats, o ardor poético/político de Shelley, o visionarismo quase louco de Blake, o humor ácido de Byron… – o que talvez justifique o interesse reduzido … Continuar lendo Kubla Khan – Samuel Taylor Coleridge

décio pignatari, in memoriam (1927-2012)

E a geração dos grandes poetas brasileiros que floresceram na década de 1950 perde mais um de seus nomes, neste domingo, dia 2 de dezembro de 2012. Nascido em 20/7/1927 em Jundiaí, morreu ontem em São Paulo, 2/12/12, o poeta Décio Pignatari. Um semiótico inveterado, fundou – ao lado de Roman Jakobson, Umberto Eco, Emile Benveniste, Iuri Lotman e outros – a Associação Internacional de … Continuar lendo décio pignatari, in memoriam (1927-2012)