Abecedário #2

Para ler a primeira parte deste abecedário, clique aqui. * * * HISTÓRIA, por Dirceu Villa a história é um pesadelo de que estou tentando acordar, diz stephen dedalus numa conversa com seu avaro empregador [defensor do reino unido sobre a irlanda], que lhe paga pouco e lhe dá uma lição, diga-se, gratuita sobre economizar. no princípio, história [histor: o sábio que conta] era narrar … Continuar lendo Abecedário #2

4 poemas inéditos de Dirceu Villa

Dirceu Villa (1975, São Paulo) é autor de 5 livros publicados de poesia, MCMXCVIII (Badaró, 1998), Descort (Hedra, 2003, prêmio Nascente), Icterofagia (Hedra, 2008, ProAC), Transformador (Demônio Negro, antologia, 2014), speechless tribes: três séries de poemas incompreensíveis (Corsário-Satã, 2018) e um inédito, couraça (Laranja Original, no prelo). Traduziu Um anarquista e outros contos, de Joseph Conrad (Hedra, 2009), Lustra, de Ezra Pound (Demônio Negro, 2011) … Continuar lendo 4 poemas inéditos de Dirceu Villa

XANTO|Poesia brasileira, livros da década: partes I e II

uma casa para conter o caosdez anos de poesia brasileira [2008 – 2018] O professor da UFMG e crítico Gustavo Silveira Ribeiro escolhe e comenta os livros mais importantes da última década na poesia brasileira. Uma série de brevíssimos ensaios sobre algumas das vozes que marcaram a lírica contemporânea de 2008 para cá. Antecipamos aqui os dois textos da série, que em breve estará, completa, … Continuar lendo XANTO|Poesia brasileira, livros da década: partes I e II

“o sistema prende luiz inácio”, por Dirceu Villa

Não era um escritor político; não sou um escritor político. Mas desde o golpe de Estado de 2016, qualquer indiferença da minha parte, qualquer ficção confortável de deixar o tempo passar, e que o tempo decidisse — uma vez que nada tenho com isso e as instâncias políticas me superam em muito, mero poeta —, seria uma falsidade que teria de recitar para mim mesmo … Continuar lendo “o sistema prende luiz inácio”, por Dirceu Villa

4 poemas inéditos de Dirceu Villa (1975—)

Dirceu Villa (1975, São Paulo), autor de 4 livros publicados de poesia, MCMXCVIII (1998), Descort (2003, prêmio Nascente), Icterofagia (2008, ProAC) , Transformador (antologia, 2014) e 1 inédito, couraça (2017). Tradutor de Um anarquista e outros contos, de Joseph Conrad (2009), Lustra, de Ezra Pound (2011) e Famosa na sua cabeça, de Mairéad Byrne (2015). Escreveu ensaios sobre poesia contemporânea e revisão do cânone de … Continuar lendo 4 poemas inéditos de Dirceu Villa (1975—)

3 poemas inéditos de Dirceu Villa

Dirceu Villa (1975, São Paulo) é autor de 4 livros de poesia, MCMXCVIII (1998), Descort (2003, prêmio Nascente), Icterofagia (2008, ProAC) e Transformador (poemas, 1998-2013), e tradutor de Um anarquista e outros contos, de Joseph Conrad (2009), Lustra, de Ezra Pound (2011) e Famosa na sua cabeça, de Mairéad Byrne (2015). Escreveu ensaios sobre poesia contemporânea e revisão do cânone de poesia de língua portuguesa. … Continuar lendo 3 poemas inéditos de Dirceu Villa

dirceu villa

O poeta Dirceu Villa nasceu em São Paulo em junho de 1998 embrulhado numa capa vermelha que estampava o desenho de um camaleão. É o rei de Inscape e o melhor poeta de que você jamais ouviu falar. Tem poemas traduzidos para línguas nas quais ainda se lê poesia. As crianças o chamam de Medusa, e ele gosta de andar pela cidade porque detestaria ter … Continuar lendo dirceu villa

Alguns poemas sobre mendigos

A ideia me ocorreu outro dia, no ônibus, e me dei conta de que alguns poetas contemporâneos, especialmente poetas que trabalham com a questão da urbanidade e cuja produção muito me agrada, tinham pelo menos um poema sobre a temática do mendigo. Não sei dizer agora o quanto se estuda isso, de fato, se o mendigo realmente constitui um lugar comum recorrente na literatura, mas … Continuar lendo Alguns poemas sobre mendigos

as oferendas de dirceu villa (lustra de ezra pound)

na abertura do lustra (1916) de ezra pound, lemos “Definição: Lustrum: uma oferenda pelos pecados de todo o povo, feita pelos censores ao expirarem cinco anos de serviço, etc.”, que dá boa parte do mote para compreendermos o livro como um todo (embora não tudo que o livro possa fazer, ou sequer metade dos seus problemas), bem como seus poemas. a poesia, aqui, está em função … Continuar lendo as oferendas de dirceu villa (lustra de ezra pound)