serge núñez tolin (1961), por júlio castañon guimarães

num post muito recente de seu blog na deutsche welle, enquanto comentava a recente tradução de famosa na sua cabeça, da irlandesa mairéad byrne, feita por dirceu villa, ricardo domeneck comentou como, em termos de tradução, sempre precisamos de todos, de tudo, mas sobretudo dos vivos, esse caso ainda um pouco raro, talvez pela preguiça de leitura de outros vivos, ou pela covardia geral (principalmente) das … Continuar lendo serge núñez tolin (1961), por júlio castañon guimarães

christian prigent (1945 – )

Christian Prigent nasceu em Saint-Brieuc, na Bretanha, França, em 1945. Foi professor de literatura no ensino médio francês de 1967 a 2005, e fez uma tese de doutorado sobre a obra de Francis Ponge (sob a orientação de Roland Barthes, em 1977). Fundou em 1969, com Jean-Luc Steimetz, a revista TXT, e que dirigiu até 1993. Uma das últimas a reivindicar-se como vanguardista, crítica em relação aos movimentos … Continuar lendo christian prigent (1945 – )

Quatro manhãs de Rimbaud

  Aproveitando o embalo da temática do poema em prosa da minha postagem anterior sobre o Gaspard de la Nuit, de Aloysius Bertrand, geralmente visto como o pai do gênero na França, agora voltaremos nossa atenção sobre Rimbaud. Como se sabe, a obra de Rimbaud inclui, além de poemas famosos em verso propriamente como “Vênus Anadiômene”, “Vogais”, “No Cabaré Verde”, “O adormecido do vale”, “Oração da … Continuar lendo Quatro manhãs de Rimbaud

Gaspard de la Nuit

Louis Jacques Napoléon Bertrand – ou Aloysius Bertrand, que era como assinava seus textos – foi um poeta francês do começo do século XIX. Piemontês nascido em Ceva, em 1807, à época território francês, Aloysius passou a maior parte de sua vida na cidade de Dijon, cuja variedade arquitetônica de construções do passado, remetendo aos períodos capetiano, gótico e renascentista, serviu claramente de inspiração para … Continuar lendo Gaspard de la Nuit

O soneto das vogais e o livro Bahir

Faz alguns meses que eu fiz uma postagem sobre a teoria das correspondências de Swedenborg, ilustrado pelo soneto das correspondências de Baudelaire, numa tentativa de explicitar, via citação das fontes primárias mesmo, o elo entre o poeta, que permanece em posição absolutamente central em discussões sobre poesia moderna e modernidade, e uma doutrina mística que foi muito popular à época, mas hoje é pouco estudada … Continuar lendo O soneto das vogais e o livro Bahir

2 traduções de “l’enfance”, de victor hugo (1802-1885) — e mais 3

no post passado, em que comentei a nova edição eneida de virgílio, toquei no assunto delicado dos poetas canônicos descanonizados, ou melhor dizendo: os canônicos que, se todos conhecem, ninguém mais lê. eles estão em toda parte: milton, na inglaterra; goethe, na alemanha; bilac, no brasil; victor hugo, na frança; &c. a lista seria enorme. eu fico só em quatro casos, especificamente em quatro que julgo merecerem revisões, … Continuar lendo 2 traduções de “l’enfance”, de victor hugo (1802-1885) — e mais 3

rené depestre (1926), por ernesto von artixzffski

O Depestre é um daqueles caras que nunca vamos entender como pudemos passar tanto tempo sem conhecer. Eu mesmo o descobri assim, por acaso. Nascido em Jacmel, Haiti (1926), foi, por conta de seu idealismo comunista, um exilado constante. Por aqui passou na metade da década de cinquenta (1954-56), hospedando-se em Copacabana, perto do apê do Jorge Amado (que ele conheceu em Praga, junto com … Continuar lendo rené depestre (1926), por ernesto von artixzffski

Emanuel Swedenborg, Correspondências

O soneto das correspondências é provavelmente um dos poemas mais famosos (e também um dos mais tranquilos e menos ácidos, junto com “Elevação”, eu diria) das Flores do Mal do francês Charles Baudelaire (1821 – 1867): Correspondances La Nature est un temple où de vivants piliers Laissent parfois sortir de confuses paroles; L’homme y passe à travers des forêts de symboles Qui l’observent avec des … Continuar lendo Emanuel Swedenborg, Correspondências

Villiers de l’Isle-Adam (1838 – 1889)

Foi uma figura excêntrica a de Jean-Marie-Mathias-Philippe-Auguste, conde de Villiers de l’Isle-Adam (1838 – 1889). Como o personagem Des Esseintes do romance Às Avessas, de Joris-Karl Huysmans, Villiers descendia de uma aristocracia francesa decadente, cujo “sangue havia se degenerado em linfa”, como diria o narrador de Huysmans. Acho que já explica muita coisa sobre as influências a que ele esteve submetido durante sua criação que … Continuar lendo Villiers de l’Isle-Adam (1838 – 1889)

henri meschonnic, sobre o verso livre

o verso livre é a prática mais recorrente da poesia ocidental do séc. XX, & continua assim. no entanto — assim o percebo — ele permanece em grande parte um mistério técnico, porque para entendê-lo precisamos revisar o que seria a métrica, pensar sobre as funções da tipografia (mesmo num poema em que ela é discreta). o teórico, poeta & tradutor francês henri meschonnic escreveu alguns … Continuar lendo henri meschonnic, sobre o verso livre