clément marot (1496-1544), por andityas soares de moura

as obras eróticas do ocidente têm essa recorrência à brevidade. pensem na lírica de catulo, nos sonetos de aretino, em bocage, em bernardo guimarães, em muitos etcéteras. não é lei, é verdade, mas há uma recorrência. hoje acordei com a cabeça em 5 pérolas que andityas soares de moura (veja mais aqui) traduziu numa plaquete, pela editora crisálida, em 2005: à boa teta e outros … Continuar lendo clément marot (1496-1544), por andityas soares de moura

A tarde de um fauno

Stéphane Mallarmé (1842 – 1898) dispensa apresentações. Imagino que quase todo poeta moderno, se lhe fosse dada a oportunidade, trocaria sua própria obra inteira pela chance de ter escrito o Un coup de dés. E, mesmo que Mallarmé nunca tivesse escrito o Un coup de dés, como ele também nunca conseguiu concluir Le Livre, sua ambiciosa grande obra total (o livro em que o mundo … Continuar lendo A tarde de um fauno

jacques brel (1929-78)

no brasil, jacques brel é um compositor francês de “ne me quitte pas” (1972), & fim de conversa. aos mais interessados, esse francês era um belga nascido em 1929, na cidade schaarbeek, sob a alcunha de jacques romain georges brel, que, nos seus menos de 50 anos de vida compôs & gravou umas dezenas de cancões brilhantes em 13 discos de estúdio (entre 1954 & … Continuar lendo jacques brel (1929-78)

jean-pierre lemaire (1948)

nascido em 1948, na cidade de sallaches, o poeta jean-pierre lemaire (que hoje leciona letras no khâgne, uma espécie de pré-vestibular francês) ainda é um ilustre desconhecido no brasil. sua poesia – pouca em quantidade – tem sido bastante valorizada na frança nos últimos anos. seus 9 livros de poesia são: les marges du jour (1981), l’exode et la nué (1982), visitation (1985), le coeur circoncis (1989), le chemin du cap … Continuar lendo jean-pierre lemaire (1948)

jean métellus (1937)

jean métellus, nascido em 1937 em jacmel, no haiti, é um hiperprolífico escritor francófone. sua obra se divide em poemas, romances, peças de teatro & ensaios; além do trabalho de médico neurologista, que exerceu durante quase toda sua vida. passou boa parte da sua vida na frança (mudou-se para paris em 1959), como parte da grande diáspora de exílios sob o governo ditatorial de duvalier … Continuar lendo jean métellus (1937)

8 poemas de Paul Verlaine, em 3 tradutores

Há exatamente um ano eu postei umas traduções minhas e da editora e tradutora Heloisa Jahn de alguns poemas eróticos de Verlaine, em comemoração aos 168 anos do poeta – ao que acompanhou, logo na sequência, um outro post com traduções e notas do Leo Gonçalves, sobre o mesmo assunto.  Retornamos agora ao velho poeta maldito para relembrarmos, desta vez, a parte mais “séria”, por … Continuar lendo 8 poemas de Paul Verlaine, em 3 tradutores

michel deguy (1930)

o poeta, ensaísta & filósofo parisiense michel deguy é provavelmente um dos poetas mais importantes da frança da segunda metade do século xx. contemporâneo de yves bonnefoy (1923), edmond jabès (1912-1991), henri meschonnic (1932-2009), jacques roubaud (1932), dentre outros.  além do seu trabalho como escritor, ele também foi professor emérito de literatura pela universidade de paris viii, ele participa do comitê editorial das revistas Critique … Continuar lendo michel deguy (1930)

Tristan Corbière e os seus amores amarelos

Meu primeiro contato com a poesia de Édouard-Joachim “Tristan” Corbière foi por completo acaso, num sebo de Curitiba, ao abrir o volume da tradução do poeta e tradutor Marcos Siscar dos seus Os Amores Amarelos (editora Iluminuras) diretamente na página do poema “Bonne fortune et fortune” (apresentado na seleção abaixo), essa paródia tão espirituosa do famoso poema da passante de Baudelaire – e bastou para … Continuar lendo Tristan Corbière e os seus amores amarelos

4 traduções no jornal relevo

Essas quatro traduções – feitas por nós quatro do escamandro, cada um trabalhando com um idioma diferente e com um autor já trabalhado aqui – foram publicadas no Jornal RelevO, edição de novembro de 2012, disponível em versão impressa, mas também online, clicando aqui. Um poema de Rumi, via Coleman Barks I eis a alquimia da condição humana: no momento em que são aceitas as … Continuar lendo 4 traduções no jornal relevo

Uma certa taça de crânio de Byron em várias bocas

Quem, por acaso, já folheou as páginas de Espumas Flutuantes, do nosso famoso poeta Castro Alves (1847-1871), romântico de 3ª geração, conhecido pelo poema anti-escravista Navio Negreiro, com certeza deve ter percebido que o poeta mescla alguns poemas traduzidos junto com sua produção própria ao longo do volume. Um desses poemas, de grande destaque, é a seguinte tradução de um poema do, também romântico famoso, … Continuar lendo Uma certa taça de crânio de Byron em várias bocas