crítica de tradução, poesia, tradução

gil scott-heron em tradução (parte 2)

scott-heron 2

no post anterior falei brevemente do processo tradutório para um texto musicado, sobretudo se pensarmos na possibilidade de se recriar uma canção em outra língua; ou, no caso específico de gil scott-heron, de  se recriar uma construção poética oral – ou seja, feita para ser ouvida – em texto para ser lido. a conclusão é reoralizar o texto, torná-lo um convite à nova oralização, dessa vez no leitor. no entanto, os processos de tradução musical podem ser menos óbvios. um caso exemplar disso é a reinterpretação de uma canção num novo formato, o que passa a ressignificá-la, muitas vezes completamente. há quem veja na interpretação musical uma mera atualização da música, ou seja, um processo de todo diverso do que acontece na tradução literária. no entanto, convém lembrar, a música acontece e se preserva em suportes diferentes: para um intérprete fazer a canção, ele comumente faz recurso ao escrito (seja uma pauta, seja uma série de cifras acompanhadas da letra), & deve, se quiser fazer música, dar novo sentido àquilo que, somente escrito, ainda não é propriamente música. em termos mais grandiosos: uma sinfonia de beethoven não é a gravação regida pelo karajan, nem o texto impresso com a partitura, mas cada acontecimento específico dessa música, tal como o texto de um autor não é um arquitexto puro, mas um acontecimento, seja na língua que for. para que haja esse acontecimento, entra o intérprete/tradutor, & ele, quando opera uma leitura significante da obra, acaba por gerar um processo crítico que ressignifica essa mesma obra para seus novos receptores.

uma das figuras americanas mais notáveis nessa arte da reinterpração de canção é, a meu ver, johnny cash. nos seus últimos álbuns, ele regravou de nick cave (“the mercy seat”) a nine inch nails (“hurt”), passando por soundgarden (“rusty cage”),u2 (“one”), beatles (“in my life”) & simon & garfunkel (“bridge over troubled water”) dentre outras, sem medo de regravar canções bastante famosas em suas versões originais. o impressionante é que, na voz de johnny cash, tudo vira música original de johnny cash (os temas, o tom, o contexto, tudo se enquadra no seu universo). assim, o seu processo interpretativo é como uma tradução, existe quando apaga, ou finge apagar o original, para instaurar no seu lugar uma nova obra, que é, por sua vez, uma leitura crítica do original. “in my life” não é a mesma coisa quando cantada por um velho viúvo & pelos reis do iêiêiê; muito menos “hurt”, que na voz do velho cash se torna uma reflexão sobre arrependimento: nos dois casos, a persona-cash toma a canção, ressignifica para outro contexto, de modo que até a biografia do intérprete (seus próprios problemas com drogas) passa a conviver com a nova obra.

é algo parecido que acontece com o trabalho de gil scott-heron, também do seu último disco, i’m new here (2010), quando regrava “me and the devil”, o clássico do bluesman robert johnson. como já disse, i’m new here é um disco mais voltado para temas biográficos, foge do caráter mais público & ativista de toda a carreira de scott-heron, embora esse tratamento da intimidade esteja permeado pela existência da vida pública, das condições sociais, raciais, econômicas &c. enfim, quando ele pega essa canção de johnson:

faz ela virar isso aqui, ó:

ao contrastar as duas gravações, está claro que o blues de johnson entrou noutra história. na voz de scott-heron, a canção mítica gravada em 1936 (notem: são 2 takes, portanto não há 1 original) que trata do encontro do bluesman com o diabo (& cresce com a lenda de que fez isso para se tornar o melhor guitarrista possível), pode virar uma afirmação política do demoníaco no negro americano contemporâneo. no imaginário eua, o voodoo & as práticas de magia negra são quase que exclusivamente atribuídas aos negros do sul, com suas fusões religiosas & culturais bem diversas do que aconteceu no norte. esse imaginário, no entanto, não é exclusivo dos eua, nem dos últimos 2 séculos, como podemos ver num comentário de joão adolfo hansen sobre a imagem do mulato na sátira do séc. xvii no brasil:

Seja, por exemplo, o tema do “mulato”: preceituário ético, pelo qual o “mulato” é aristotelicamente mau, porque misturado; regulamentação jurídica, pela qual se classifica na “gente baixa”, quando livre, e fora do corpo político, quando escravo; troca sexual, na qual é “puta” e “animal”; fundamentação teológica, pela qual é naturalmente escravo; classificação hierárquica, no fim do fim, abaixo dos brancos mais baixos; pragmática de precedência, traj, formas de tratamento, pela qual é “atrevido”, “vão”, “arrogante”, “desavergonhado”; referência letrada, na qual é “ladino”, ou “boçal”; transação econômica, pela qual é peça e mercadoria; ortodoxia católica, pela qual é “gentio” ou “herege”, “feiticeiro” dado ao cal

a canção de robert johnson retomava esse imaginário de modo bem humorado, mostrava uma espécie de figura possuída, violenta, no momento de confronto com o demoníaco, sem pavor diante da morte e da punição; no entanto, não há um maior desenvolvimento crítico dessa figura no seu contexto social nas gravações originais (vejam lá, não se trata de criticar robert johnson: o microtonalismo vocal, a virtuose na guitarra, o humor nas letras, tudo isso é o suprassumo do blues). já com scott-heron, a canção se torna um hip-hop com canto blues, uma fusão de boa parte da história da música negra americana, que inclusive passa pela sua própria trajetória (ele, que veio do blues & lançou bases para o hip-hop a partir de fusões entre poesia beat, movimento black, intervenções políticas & jazz), do blues primitivo ao hip-hop mais eletrônico. assim, as batidas eletrônicas & a simplicidade estrutural dos teclados dão mais ênfase à voz – como em quase todo o trabalho de scott-heron – mas com um modo mais moderno, distante do que foi estilisticamente a maior parte do seu trabalho – & de fato próximo da música mais recente, o que é ressaltado no videoclipe oficial da música, onde vemos jovens nas ruas noturnas, com roupas urbanas & caras pintadas de um como que voodoo (o espaço público domina, além do aparecimento da bandeira americana & de imagens de scott-heron em fases diversas de sua carreira).

o seu sentido é, então, alterado por contexto. ela vem logo depois da música-poema de abertura do disco, “on coming from a broken home (pt. 1)”, que traduzi no post passado, portanto dá continuidade às reflexões sobre vida pessoal & ambiente social. nesse continuidade, a afirmação do negro como demoníaco passa a ser aqui positiva, vira emblema de contestação social, de recusa do status quo branco, do ideal de família asséptico-burguesa papai-mamãe-bebê. & mais, no videoclipe a canção de robert johnson é fundida à declamação de “your soul and mine” (também já traduzida), que reflete, de modo mítico, sobre a presença da violência e da morte nos guetos, por contraposição a uma batalha íntima da alma; portanto em ênfase sobre as relações entre espaço social e atividade pessoal. por fim, um detalhe, a meu ver, bastante importante: a frase de robert johnson que trata da violência contra a mulher (“And I’m goin’ to beat my woman / ‘till I get satisfied”), é ligeiramente apagada para (“And I’m goin’ to see my woman / ‘till I get satisfied”), porque, num projeto de demonização positiva do negro suburbano, a violência interna não interessa; ao passo que na descrição de johnson isso não estava em questão, & o ponto chave era descrever o negro dominado pelo demoníaco.

por fim, deixo o leitor com a letra da canção de johnson, & uma tradução-candomblé que tentei fazer & que encaixasse na melodia (tanto na original, quanto na reinterpretação de scott-heron). não tentei americanizá-lo, anglificá-lo, mas blackizá-lo para um outro contexto de marginalidade religiosa e social do brasil, com alguns efeitos da linguagem, que, se por um lado, nos eua já são uma marca distintiva afirmativa do movimento black, no brasil ainda persiste como mero sinal de ignorância da cultura letrada. nisso, pior para nós…

guilherme gontijo flores

ps: sugestão de audição contrastiva – noriel vilela, que até gravou uma tradução de “sixteen tons”, que ficou famosa nestas bandas como “16 toneladas”.

Eu e o demo

na madrugada
suncê bateu no meu portão
na madrugada
suncê bateu no meu portão
ô falei – ei satã
tá na hora do cão

eu e o demo
no mermo estradá
eu e o demo
no mermo estradá
ô vô batê na nega
vô batê de cansá

e ela diz – cê num vê?
que me trata igual cão
cê sabe, nego, qu’isso num dá pé, né?
e ela diz – cê num vê?
ô num sô cachorro não
foi um esprito veio
raizado no chão

pó largá meu corpo
na beira da estrada
que se dane o corpo quando se empacotá
pó largá meu corpo
na beira da estrada
assim meu ‘sprito veio
no carro do cão se acaba

Me and the devil
(Robert Johnson)

Early this mornin’
when you knocked upon my door
early this mornin’, ooh
when you knocked upon my door
And I said, “Hello, Satan,”
I believe it’s time to go.”

Me and the Devil
was walkin’ side by side
me and the Devil,
was walkin’ side by side
and I’m goin’ to beat my woman
until I get satisfied

She say you don’t see why
that you will dog me ‘round
Now, babe, you know you ain’t doin’ me right, don’cha
She say you don’t see why,
that you will dog me ‘round
it must-a be that old evil spirit
so deep down in the ground

You may bury my body
down by the highway side
baby, I don’t care where you bury my body
when I’m dead and gone
you may bury my body,
down by the highway side
so my old evil spirit
can catch a Greyhound bus and ride

(robert johnson, trad. guilherme gontijo flores)

Padrão
poesia, tradução

gil scott-heron em tradução (parte 1)

scott-heron 

vou fazer dois posts sobre tradução de canção, um ponto, pra mim, muito forte. o brasil tem tradição nisso, de “hey jude” a “festa no apê”, nos seus piores momentos, só que também em casos felizes como “não chores mais” (gilberto gil) & “nature boy” (caetano), ou nas versões de cole porter feitas por augusto de campos & em “marvin” dos titãs. o ponto, na tradução de poesia musicada, é que ela precisa caber não no metro, mas no som – & o metro textual é apenas uma medida possível para o som, ele nunca resume as possibilidades harmônicas, como qualquer um que já parou pra estudar o verso livre deve saber (cf. o velho eliot sobre o assunto, “nenhum vers sera libre”). em outras palavras, a canção é uma forma de poesia oral, que deve ser experimentada & avaliada como tal, porque ela se dá aos ouvidos, não aos olhos.

quis então pegar um desses casos limítrofes, gil scott-heron (1949-2011), porque sua música – precursora do rap atual – trabalha no exato limite entre declamação & canto, ou seja, porque é uma poesia oralizada que nem sempre se converte em melodia. o verso, no papel, é claramente livre, porém, na modulação da voz, sua cadência é firme, o compasso está ligado diretamente ao ouvido. traduzir esses movimentos orais no papel é, por isso, um duplo desafio. o de recriar o oral no papel. (mais pra frente, pretendo fazer outro post com canções de jacques brel, que segue o gênero à risca).

mas como tradução não é apenas um movimento da língua, & sim um processo de diálogo crítico, a própria escolha já significa, & muito. então, além de escolher certos poemas de scott-heron, optei pelos poemas do seu último disco, i’m new here (2010). são textos mais intimistas, onde a experiência biográfica toma o espaço antes dedicado sobretudo à persona pública, do resto da sua carreira, que hoje é emblematicamente resumida na sua música mais famosa, “the revolution will not be televised”. em tempos de manifestações, quando tudo parece ser público, a voz de scott-heron marca as interrelações entre duas esferas aparentemente diversas, faz-nos atentar para a necessidade de ampliação desses espaços demarcados. sua poesia pessoal é profundamente marcada pela sua condição de negro americano, pela origem numa família fora dos padrões mais bem aceitos (portanto rotulável como um “broken home”), das condições sociais de um povo racialmente oprimido (ainda) nos eua, como aqui, de outro modo, &c. na sua poesia mais íntima & biográfica, o espaço público aparece, & mais, ele se mostra parte do íntimo.

são portanto 3 poemas: os 2, de abertura & encerramento do disco, que formam um poema maior “on coming from a broken home”, além de um um texto central, que, em vez de se deter no espaço biográfico, retrata o voo da morte sobre o gueto negro como uma figura mítica, portanto, com um registro bastante diferente. são poemas-canções de dor & esperança, sem maiores sentimentalismos, sem idealismo barato, de um homem que envelheceu sem ver grandes mudanças. na tradução, o plano foi preservar parte da oralidade ao mesmo tempo em que tentei reconstituir o ritmo dos poemas (no caso de “your soul and mine”, um ritmo que quase fica preso na redondilha maior), para uma possível leitura em voz alta que emule as gravações do disco; nesse sentido, são textos orais, que procuram existir mais na execução (isto é, esperam que seu leitor vocalize) do que na mera leitura silenciosa.

guilherme gontijo flores

On Coming From A Broken Home (Pt. 1)

I want to make this a special tribute
To a family that contradicts the concepts
Heard the rules but wouldn’t accept
In addition, women-folk raised me
In addition, I was full grown before I knew
I came from a broken home

Sent to live with my grandma down south
When my uncles was leaving
And my grandfather had just left for heaven
They said and as every-ologist would certainly note
I had no strong male figure right?

But Lillie Scott was absolutely not your mail order room service type cast black grandmother
I was moved in with her; temporarily, just until things were patched,
‘Til this was patched and ‘til that was patched
Until I became at 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 and 10
The patch that held Lillie Scott who held me and like them 4
I became one more and I loved her from the absolute marrow of my bones
And we was holdin’ on,
I come from a broken home

She had more than the five senses
She knew more than books could teach
And raised everyone she touched just a little bit higher
And all around her there was a natural sense
As though she sensed what the stars say what the birds say
What the wind and the clouds say
A sensual soul and self that African sense

And she raised me like she raised 4 of her own
And I was hurt and scared and shocked when Lillie Scott left suddenly one night
And they sent a limousine from heaven to take her to god, if there is one.
So I knew she had gone
And I came from a broken home

Sobre vir de um lar partido (parte 1)

Quero fazer disso o meu tributo
pruma família que contraria ideias
Que ouviu e renegou as regras
E mulheres me criaram
E eu já tinha crescido
Sem me tocar
Eu vim de um lar partido.

Fui morar no sul com minha avó
Quando meus tio se foram
E meu avô se foi pro céu
Disseram e como todo -ólogo logo sacaria
Eu não tive uma figura máscula, né?

Mas Lillie Scott não era a vovó negra do tipo da mucama bom serviço e entrega
Eu fiquei com ela
Por um tempo, ‘té tudo se acertar
‘té isso se acertar e aquilo se acertar
‘té que eu fui com 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10 anos
O acerto que cuidou de Lillie Scott que cuidou de mim e de outros 4
Eu fui mais um e amei essa mulher até a medula
E fomo seguindo
E eu vim de um lar partido.

Ela tinha mais do que cinco sentidos
Sabia mais do que ensinam os livros
Erguia quem ela tocava um pouco mais
E à sua volta havia um senso natural
Como se sentisse o que dizem os astros, o que dizem os pássaros
O que dizem os ventos e as nuvens
Um ser de alma e sensual, um senso africano
E ela me criou como criou mais quatro seus
E eu senti a dor e o choque na noite que se foi a Lillie Scott
E veio uma limusine do céu, pra levá-la pra Deus, se Deus existe.
Saquei que ela tinha ido.
E eu vim de um lar partido.

Your soul and mine

Standing in the ruins
Of another black man’s life
Or flying through the valley
Separating day and night
“I am death!” cried the vulture
For the people of the light
Karon brought his raft
From the sea that sails on souls
And saw the scavenger departing,
Taking warm hearts to the cold
He knew the ghetto was a haven
For the meanest preacher ever known
In the wilderness of heartbreak
And a desert of despair
Evil’s clarion of justice
Shrieks a cry of naked terror
Taking babies from their mamas,
Leaving grief beyond compare
So if you see the vulture coming,
Flying circles in your mind
Remember there is no escaping
For he will follow close behind
Only promise me a battle,
A battle for your soul and mine
And mine

Almas dessa gente

De pé sobre as ruínas
de outro negro em vida
ou voando pelo vale
separando noite e dia
“Eu sou morte” disse o abutre
para o povo que luzia
Caronte em seu batel
do imenso mar que imerge as almas
notou necrófagos partindo
com peitos frios em suas palmas
e viu que o gueto era um porto
pro padreco mais babaca
e na vastidão da mágoa
e no ermo desesperador
o infesto clarim da justiça
lança um grito de terror
tira os filhos de suas mães,
deixa apenas dura dor
então se o abutre aparecer
sobrevoando a sua mente
pense: não existe fuga
porque ele segue, e segue rente
só prometa uma batalha,
pelas almas dessa gente
da gente.

On Coming From A Broken Home (Pt. 2)

And so my life has been guided
And all the love I needed was provided
And through my mothers sacrifices I saw where her life went
To give more than birth to me, but life to me
And this ain’t one of the clichés about black women being strong
Cause hell if you’re weak, you’re gone
But life, courage determined to do more than just survive
And too many homes have a missing woman or man
Without the feeling of missing love
Maybe they are homes that are hurt
But they are no real lives that hurt without reach
But not broken
Unless the homes of soldiers – stationed overseas
Or lost in battles or broken
Unless the homes of firemen, policemen, construction workers, seamen, railroad men, truckers, pilots
Who lost their lives – but not what their lives stood for…
Because men die, men lose, they are lost and they leave
And so do women…
I came from what they called “a broken home”
But they ever really called it “a house”
They would’ve known how wrong they were
We were working on our lives and our homes
Dealing with what we had, not what we didn’t have
My life has been guided by women
But because of them – I am the man.
God bless you mama – and thank you.

Sobre vir de um lar partido (parte 2)

E assim ‘nha vida foi guiada
E tive todo o amor que precisava
E pelos sacrifícios da ‘nha mãe eu vi que sua vida
Foi mais que me dar luz, foi me dar vida
E isso não é mais um cliché sobre a força das negras
Porque aqui o fraco já era
Mas coragem, vida deram mais do que sobrevivência
E tantos lares têm homem ou mulher, alguém que falta
Sem parecer que ali falta amor
Podem ser lares feridos
Mas não são vidas feridas e insanáveis
Não estão partidos
Talvez os lares dos soldados no além mar
Que estão mortos ou partidos
Talvez os lares dos bombeiros, polícias, dos pedreiros, ferroviários, marinheiros, pilotos, caminhoneiros
Que perderam as vidas – mas não a causa dessas vidas…
Porque homens morrem, perdem, se perdem e partem
Como as mulheres…
Eu vim do que chamavam de “lar partido”
Mas se um dia chamassem de “casa”
Então veriam como erraram
A gente dava duro nas vidas e nos lares
Usando do que tinha, não do que não tinha.
‘Nha vida foi guiada por mulheres
Mas por causa elas – eu sou um homem.
Deus te abençoe, mãe – valeu.

(gil scott-heron, trad. guilherme gontijo flores)

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