Tigres e cordeiros de Blake – parte II

Semana passada eu fiz a primeira parte desta postagem sobre o poeta William Blake, com uma brevíssima introdução e algumas traduções do célebre poema do cordeiro. Agora é a vez do tigre. Primeiramente, acredito que seja importante apontar como os dois poemas dialogam entre si. Como dito já, “O cordeiro” é um poema das Canções de inocência, e “O tigre” é a sua contraparte das … Continuar lendo Tigres e cordeiros de Blake – parte II

Paladas de Alexandria

Gostaria apresentar aqui três epigramas de Paladas de Alexandria, na tradução de José Paulo Paes. Paladas foi um epigramista do século IV d.C., um escritor de Alexandria que, em seus poemas, nas palavras de Willis Barnstone (citadas por Paes) “reflete sobre a vida no tempo em que as turbas cristãs estavam destruindo a Antiguidade”. Ainda que não compartilhe da visão daqueles que, de Gibbons a … Continuar lendo Paladas de Alexandria

7 + 4 vermelhos carrinhos de mão (william carlos williams)

se pensarmos a tradução (segundo a já famosa metáfora) como a foto de uma estátua, sempre capaz de resolver uma  parte da sua tridimensionalidade, mas também sempre incapaz de esgotar as possibilidades de visão do original, ficamos com dois belos corolários: 1 – como a foto, a tradução é uma outra arte, que em grande parte vale por si só, mesmo quando aponta para uma … Continuar lendo 7 + 4 vermelhos carrinhos de mão (william carlos williams)