A Commedia de Dante, por Matheus Mavericco

No geral eu até gosto de fazer introduções, mas como isso daqui vai ficar quilométrico, eu dispenso e parto do princípio que o leitor já saiba o significado de alguns dos segredinhos desse celebérrimo início, por exemplo aquilo do Nel mezzo del cammin significar aproximadamente 35 anos ou então selva oscura simbolicamente remeter à vida humana repleta de pecados, ou que o sol para o … Continuar lendo A Commedia de Dante, por Matheus Mavericco

Um soneto de Dante, por Matheus Mavericco

Célebre soneto que, se há trinta e cinco anos era companheiro de vida de Dámaso Alonso (isso numa passagem belíssima logo no início de seu Poesia espanhola), sem exagero nenhum podemos dizer que há séculos é companheiro de qualquer pessoa que se encante por poemas. E olha, falo sem exagero. A humanidade objetivamente se aprimorou depois que um belo dia alguém sentou e, após apagar … Continuar lendo Um soneto de Dante, por Matheus Mavericco

perverter cummings, achar ungaretti

  ontem o matheus mavericco fez uma bela postagem sobre o poema mais famoso de e.e.cummings por estas plagas. bateu aquela vontade de traduzir, mas acabei pervertendo, o que é uma forma honesta de versão. aqui vão elas, sem mais. guilherme gontijo flores § a primeira é um contracummings que celebre a rosa em flor, num movimento de interioridade que pode apontar para a pluralidade … Continuar lendo perverter cummings, achar ungaretti

Ozymândias, por Matheus Mavericco

“Ozymândias” é um soneto tão entranhado na cultura anglófona que é até meio difícil que você nunca tenha ouvido falar dele, ainda mais depois que num dos últimos episódios de Breaking Bad o inhrotagonista o recita. Um outro exemplo bom é o personagem Ozymândias de Watchmen, de Alan Moore e Dave Gibbons. Num soneto que aborda a decadência de um rei que se orgulhava de ser o pica … Continuar lendo Ozymândias, por Matheus Mavericco

Nota sobre o tempo na poesia do séc. XVII, por Matheus Mavericco

Edward Herbert (1583-1648), Barão de Cherbury, foi poeta, soldado, diplomata e nobre inglês. Podemos pensar a princípio que foi muita coisa, mas na verdade não creio que é bem por aí pois tratamos de ocupações muito parecidas entre si. De todo modo, tal acúmulo foi importante para que Herbert professasse algumas ideias um tanto quanto avançadas demais para a época. A época: século XVII. As … Continuar lendo Nota sobre o tempo na poesia do séc. XVII, por Matheus Mavericco

Albas, por Matheus Mavericco

“Alba” é um gênero da poesia lírica medieval que traz a situação de dois amantes que passaram uma noite danada de boa e que, quando a aurora raia, precisam partir, se separar. Algo aparentemente banal, mas que possui alguns significados dignos de nota. O negócio é que existe uma sensualidade na alba que não costuma aparecer muito em outros gêneros poéticos. A alba é um … Continuar lendo Albas, por Matheus Mavericco

Um soneto sacro de John Donne, por Matheus Mavericco

John Donne (1572 – 1631) faz parte daquele grupo de poetas ingleses que posteriormente recebeu a imprecisa alcunha de “poetas metafísicos”. Após uma juventude boêmia, da qual resultaram alguns dos poemas mais tesos da língua inglesa, Donne entrou numa carreira clerical e foi ordenado pastor pela Igreja Anglicana em 1615. É dessa fase, não necessariamente após sua conversão ao anglicanismo, que datam os chamados “Sonetos … Continuar lendo Um soneto sacro de John Donne, por Matheus Mavericco

dois poemas de william blake, por matheus mavericco

A primeira vez que tive contato com “Auguries of Innocence” foi lendo o prefácio de Otto Maria Carpeaux para o notável Apresentação da Poesia Brasileira, de Manuel Bandeira. Lá, Carpeaux comenta o fato de que Bandeira, por uma questão de humildade simples, não havia incluso a si mesmo, no que o mestre austríaco buscara tentar mitigar o mal. Pois é em certo momento que Carpeaux diz … Continuar lendo dois poemas de william blake, por matheus mavericco

“Depressão: uma ode”, de Coleridge, por Mavericco

(Segue agora a segunda parte da postagem da semana passada de Matheus Mavericco sobre os românticos ingleses William Wordsworth (1770 – 1850) e Samuel Taylor Coleridge (1772 – 1834) (clique aqui para a primeira parte). Na postagem anterior, Mavericco traduziu o poema “Ode: Intimations of Immortality”, de Wordsworth. Agora ele traduz “Dejection: an Ode”, de Coleridge, ainda inédito em português até onde temos notícia. Mais … Continuar lendo “Depressão: uma ode”, de Coleridge, por Mavericco

“Ode: prenúncios de imortalidade”, de Wordsworth, por Mavericco

Já vimos poemas de Coleridge, Blake, Byron, Shelley & Keats aqui no escamandro: agora William Wordsworth, Poeta da Natureza, é o último dos grandes românticos ingleses que faltava para dar as caras em nosso blogue – last but not least, claro, dada a imensa influência que ele foi para todos os outros e para toda a poesia inglesa, senão a poesia do ocidente em geral. … Continuar lendo “Ode: prenúncios de imortalidade”, de Wordsworth, por Mavericco