um poema inédito de Ernesto von Artixzffski

O Ernesto teve seu début aqui no escamandro há pouco mais de um ano (clique aqui) com alguns poemas próprios, e desde então com frequência tem contribuído com traduções de poetas como René Depestre, Roque Dalton, Salvatore Quasimodo e Ungaretti, enquanto desenvolve um projeto, mais a longo prazo, de traduzir o francês Paul Valéry. Deu as caras também em revistas como Mallarmargens, Germina Literatura e … Continuar lendo um poema inédito de Ernesto von Artixzffski

O soneto das vogais e o livro Bahir

Faz alguns meses que eu fiz uma postagem sobre a teoria das correspondências de Swedenborg, ilustrado pelo soneto das correspondências de Baudelaire, numa tentativa de explicitar, via citação das fontes primárias mesmo, o elo entre o poeta, que permanece em posição absolutamente central em discussões sobre poesia moderna e modernidade, e uma doutrina mística que foi muito popular à época, mas hoje é pouco estudada … Continuar lendo O soneto das vogais e o livro Bahir

Um tombeau a Walter Benjamin

“O futuro parece certo certo que prosseguirá sem nós. O futuro parece certo que prosseguirá prosseguirá O futuro parece que prosseguirá o futuro certo parece certo prosseguirá sem nós.” – últimas palavras do personagem de Walter Benjamin na ópera Shadowtime, de Brian Ferneyhough, com libreto de Charles Bernstein (tradução minha). Agora, ao pôr-do-sol de 26 de setembro, terminam as festividades do Rosh Hashanah, o ano novo … Continuar lendo Um tombeau a Walter Benjamin

Profetas, místicos e o que isso tem a ver com poesia

A metáfora do poeta como profeta, tanto dentro do próprio fazer poético quanto na crítica, tem uma longa história. Entre os latinos, a comparação com a figura do vate era algo dúbia, oscilando entre uma conotação pejorativa (para os romanos preocupados com uma noção de civilização, o vate era associado a uma certa “selvageria” primordial, associada a deuses obscuros como Cibele, cujo culto envolvia até … Continuar lendo Profetas, místicos e o que isso tem a ver com poesia

Emanuel Swedenborg, Correspondências

O soneto das correspondências é provavelmente um dos poemas mais famosos (e também um dos mais tranquilos e menos ácidos, junto com “Elevação”, eu diria) das Flores do Mal do francês Charles Baudelaire (1821 – 1867): Correspondances La Nature est un temple où de vivants piliers Laissent parfois sortir de confuses paroles; L’homme y passe à travers des forêts de symboles Qui l’observent avec des … Continuar lendo Emanuel Swedenborg, Correspondências