Tigres e cordeiros de Blake – parte II

Semana passada eu fiz a primeira parte desta postagem sobre o poeta William Blake, com uma brevíssima introdução e algumas traduções do célebre poema do cordeiro. Agora é a vez do tigre. Primeiramente, acredito que seja importante apontar como os dois poemas dialogam entre si. Como dito já, “O cordeiro” é um poema das Canções de inocência, e “O tigre” é a sua contraparte das … Continuar lendo Tigres e cordeiros de Blake – parte II

Tigres e cordeiros de Blake – parte I

Assim como Horácio e John Milton, de que já tratamos aqui no escamandro, William Blake tem um lado pop que faz com que seja difícil não ter ouvido algo sobre ele, mesmo sem jamais ter tido em mãos um único livro do autor. “Se as portas da percepção fossem purificadas, tudo pareceria ao homem como é, infinito”, diz ele no Matrimônio do Céu e o … Continuar lendo Tigres e cordeiros de Blake – parte I

Shelley – Hinos de Apolo & Pã

(Para mini-biografia e mais informações sobre Percy Bysshe Shelley, conferir meu post anterior no blogue, com o poema Ode ao Céu) Os dois poemas que posto abaixo, em tradução minha, têm uma história interessante que eu gostaria de contar e fazer um pequeno comentário a respeito. Mary Shelley, por volta de 1820, escrevia uma peça em versos intitulada Midas, que, como esperado, tinha a temática … Continuar lendo Shelley – Hinos de Apolo & Pã

lord byron: prometheus (1816)

George Gordon Byron (1788-1824) é um dos mais destacados poetas britânicos do romantismo – talvez o mais – assim como um dos símbolos maiores da poesia romântica. Junto com Shelley, incorpora vastamente em sua obra os sentimentos de rebeldia, melancolia e deslocamento da figura do artista com relação ao convívio social. Não é por acaso que o titã Prometeu – e Jesus Cristo também – … Continuar lendo lord byron: prometheus (1816)

Shelley: Ode to Heaven

Percy Bysshe Shelley (1792 – 1822), além de marido de Mary Shelley – que, ironicamente, acabou se tornando mais famosa que ele, especialmente por conta de seu romance, Frankenstein – foi um poeta romântico, participante daquilo que podemos ver como um segundo momento do Romantismo inglês, ao lado de Lorde Byron e John Keats, e que sucedeu Wordsworth e Coleridge, apesar de estes dois últimos … Continuar lendo Shelley: Ode to Heaven