poesia, tradução

UM ANO DEPOIS DE ISTAMBUL, por Francesca Cricelli

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Fotografia de Francesca Cricelli

Um texto meu permaneceu engavetado por um ano. Ontem, por acaso, assistindo a um filme de Ferzan Özpetek Rosso Istambul senti-me invadida pela saudade do Bósforo, seus azuis, as luzes do dia nele se refletindo e tudo sendo alterado a partir dela – a luz. Decidi reler a crônica que havia escrito quando voltei de lá sob a luz de hoje, maio de 2018 – há um ano de Istambul e 50 de ´68 – e propor a publicação à revista escamando, acrescida de alguns poemas que traduzi em razão e emoção da viagem. Agradeço aos editores pela acolhida. Onde escrevo “no ano passado” leia-se retrasado. Em maio de 2017 eu me preocupava com os destinos do conservadorismo turco e pensava em algum paralelo com o Brasil, mas ainda me parecia algo distante. Falava do bairro onde estava hospedada como uma “ilha progressista dentro de um mar cujas ondas encrespam rapidamente com a maré do conservadorismo político e religioso que abate, há tempo, a Turquia.” Este mar encrespado tem batido seus golpes sobre outros rochedos. Desde que escrevi este texto houve o golpe, houve o assassinato de Marielle, houve a prisão de Lula, houve o ataque norte-americano sobre a Síria. Houve também o descolamento dos vítreos dos meus olhos, mas houve muita poesia escrita e traduzida, houve minha volta à China, minha ida à Galícia, o lançamento de três livros, houve festival em Nova York, passagem por Miami, houve minha primeira ida à Islândia. Houve capítulos escritos da tese, paixões, desilusões e enamoramento. Doença e morte. Diante do porvir, diante do desconhecido, que estejamos prontos e dispostos a nos movermos, escrevermos, traduzirmos, viajarmos, denunciarmos. Que se mantenha um espaço com alguma graça, luz e esperança para ter forças de olhar para trás – um pouco – e seguir adiante.

Ribeirão Preto, maio de 2018

*

AS VOZES DE ISTAMBUL

No ano passado, narrando minha viagem à Qinghai, na China, [revista Cult n.° 2018, novembro de 2016] contei como havia escapado, por pouco, à tentativa de golpe militar na Turquia, dia 15 de julho de 2016, mudando instintiva e inconscientemente minha conexão de voo até Pequim, não passando por Istambul, mas por Roma. Desde então, ou talvez muito antes disto, venho fantasiando uma viagem à antiga capital oriental do império romano repartida pelo Bósforo. Mas é a poesia, Senhora das minhas andanças, que decide o momento e os percursos a serem traçados. Tive que esperar até maio para conhecer Istambul.

E como escrever sobre o encontro real com um lugar imaginado, aquele já sonhado e visitado em versos e prosas? Talvez só evocando Drummond de antemão, e não Nazim Hikmet, quase pedindo licença, para então enunciar as impressões dos dias fugazes, pois “lutar com palavras é a luta mais vã”; “entretanto lutamos/ mal rompe a manhã”. “São muitas/ eu pouco”. Tantas são as cidades e civilizações que habitam Istambul. Esta multiplicidade sincrônica evoca uma orquestração de sentidos. Percepção sensorial que cruza a história enquanto nos ouvidos ressoam os versos dos poetas em tantas línguas inteligíveis e o azan, a chamada à prece que desce dos minaretes e atravessa as leituras. São estas algumas das vozes de Istambul que evoco, como se quisesse citar Canetti em Marraquexe, ouço-as quando se juntam ao coro das manifestações do primeiro de maio, suas ruas ocupadas, centenas de pessoas presas, ou quando harmonizam com a canção bella ciao, hino antifascista da resistência italiana, cantada a plenos pulmões pelos poetas turcos durante o cruzeiro noturno no braço de mar que divide a cidade.

Tudo é pouco diante da antiga metrópole alçada entre continentes, duas faces voltadas para um estreito de mar que divide o Ocidente do Oriente e liga ao Mar Negro o Mar de Mármara, antecâmara do Mediterrâneo. Tantos impérios erguidos e desfeitos entre o céu e o Bósforo. Os percursos narrativos possíveis são infinitos, um para cada paleta de azul que reflete sobre os palácios, casas e mesquitas. Ampla variação que percorre as cores do céu do alvorecer até as últimas luzes do pôr-do-sol visto da Torre de Gálata, tantos tons quanto os vitrais da Mesquita Azul em sua ação caleidoscópica sobre seus azulejos que revestem suas paredes.

Entre o final de abril e os primeiros dias de maio participei do Bahar ve Şiir Festivali, festival da Primavera e da Poesia do bairro de Beşiktaş. Fizemos várias leituras pelos parques da cidade. Em Istambul, os bairros são “municipalidades”, como nossas subprefeituras, mas com maior autonomia, podendo, assim, gerir seus recursos com maior liberdade. Talvez seja esta separação de poderes o que faz coexistir uma ilha tão progressista dentro de um mar cujas ondas encrespam rapidamente com a maré do conservadorismo político e religioso que abate, há tempo, a Turquia. Enfim, Beşiktaş, situada na costa europeia da cidade, não é distante de Beyoğlu, bairro que abriga a praça de Taksim, palco das principais manifestações e ferozes retaliações policiais de 2013. Com todas as devidas diferenças, há algo em comum nos destinos que tomaram Istambul e São Paulo, a Turquia e o Brasil, desde 2013.

A alma do festival é seu diretor artístico, o poeta, tradutor de literatura russa e acadêmico Ataol Behramoğlu. Seu braço direito na organização é seu sobrinho, também poeta, Onur Behramoğlu. Ataol viveu por anos em exílio após o golpe de estado de 1980. Seu livro Nem chuva … nem poemas foi então confiscado, e o poeta, tendo vivido na Grécia, na França e na Rússia traduziu autores como Louis Aragon, Bertold Brecht, Atila József, García Lorca, José Martí, Maiakovski, Neruda, Pushkin, Yiannis Sitsos reunindo-os no volume Balada da irmandade e levando estas vozes à Turquia. Por sua própria história de vida, Ataol tem a inclinação de carregar as vozes da poesia de um lado ao outro do mundo, de uma língua a outra. Talvez por isso o festival mostrou uma abertura especial às vozes dos refugiados e exilados. Contou-se com a presença de diversos poetas em exílio, sobretudo sírios que hoje vivem na Turquia, e da poeta e militante iraquiana Amal Al Jubouri, hoje residente em Londres. Não podemos esquecer que aproximadamente três milhões de sírios vivem exilados na Turquia, que de alguma forma, age como uma membrana de contenção para a Europa. Questões nebulosas e delicadas que talvez indiquem algo sobre a falta de um posicionamento claro quando se fala de Erdoğan. Beşiktaş significa, literalmente, “berço de pedras”. O nome é uma herança da igreja bizantina Kounopetra, construída nesta parte da cidade, com o intuito de abrigar uma pedra supostamente vinda da manjedoura em que nasceu Jesus. A mesma relíquia foi posteriormente levada para Hagia Sophia – Santa Sabedoria, mas desapareceu durante a Quarta Cruzada, foi provavelmente vendida no mercado europeu de relíquias religiosas. Outra narrativa diz que a pedra era, na verdade, a pia batismal de Cristo e teria sido trazida para Istambul após uma peregrinação originada em Jerusalém. Há ainda uma terceira e mais interessante narrativa que tem como fundo a distorção linguística da expressão beş taş, ou seja “cinco pedras”, que se refere às cinco pedras utilizadas para amarrar os barcos na época do Khayr al-Din Barba Ruiva. Quantas vozes e versões há por trás do nome de um bairro de Istambul? A presença de muitas camadas narrativas soa como uma música de Jun Miyake, “Integral Silence”, cujo poema inicial diz “how do we begin to know the unknown?” Como começamos a conhecer o desconhecido? Como a pergunta à sentinela nos versos de Isaías “em que pé está a noite?” Vem a manhã e vem a noite. O poema-música de Miyake continua dizendo que há ainda tantas perguntas, “movo-me dentro delas” diz, as indagações são “minhas mãos e meus pés”, “são o que lhe devolvo”. É difícil falar com leveza sobre Istambul após tão poucos dias, e seria esta a saída mais fácil, pois sua beleza é tão ensurdecedora que ofusca o que vai além da percepção imediata. Não é um acaso misturar visão e audição ao falar de Istambul. Não passa batido à memória, nem com a deslumbrante beleza e sedutora culinária, que o mesmo país que acolhe tantos refugiados sírios é também responsável por um dos maiores genocídios da história, pela diáspora armênia, pelos conflitos irresolutos com o povo curdo. Temos alguns poderosos registros artísticos sobre este drama em nosso próprio país, pela arte de Norair Chahinian, seus registros fotográficos em O poder do vazio: conversando com as pedras na Armênia histórica [livro impresso em Istambul pela editora Aras em abril de 2015] ou nos versos do jovem poeta brasileiro William Zeytounlian [Diáspora, Selo Demônio Negro, 2015], ambos de ascendência armênia.

Uma noite, após uma longa leitura e jantar num pequeno restaurante nos becos da cidade, passei algumas horas no terraço do hotel cuja vista era a Ponte do Bósforo conversando com o poeta Onur Behramoğlu. Falamos principalmente sobre questões políticas que parecem afligir uma camada da população turca assim como, aqui, a brasileira: vários amigos de Onur estão presos ou já foram presos, muitos jornalistas, professores e intelectuais. Inevitavelmente, tocamos na questão armênia e relatei algumas histórias que conheço pessoalmente. Foi então que o jovem poeta me disse ter marchado em solidariedade à memória do jornalista armênio, Hrant Dink, assassinado em Istambul em 2007. Foi então que também me disse que seu avô – otomano -, como o pai de uma amiga armênia, ficou órfão durante o mesmo conflito. Aos cinco anos estava sozinho na vida. O filho deste órfão, pai de Onur, irmão do poeta Ataol, é um advogado trabalhista e ganhou a primeira ação em defesa de operário morto na construção da mesma ponte que víamos do terraço do hotel. Sentia então uma estranha sensação, invertendo o título do último romance do prêmio Nobel Orhan Pamuk, quão real era aquele conflito que havia ditado o mesmo destino às duas crianças de diversas etnias? Lembrei-me então de um trecho do romance de Luigi Pirandello, Um, nenhum, cem mil, no qual diz que nossa capacidade de nos iludir que a realidade de hoje seja a única verdadeira é algo que “por um lado nos sustenta, por outro atira-nos num vazio sem fim”, diz, “porque a realidade de hoje tem como destino descobrir-se a ilusão de amanhã”. Sim, “a vida não conclui. Não pode concluir. Se amanhã conclui, acabou.” Ainda bem que diante deste vazio sem fim me vem à mente outro texto, um poema chamado O grilo, de um amigo poeta cubano, o poema diz: “sob a noite cósmica/ na vasta solidão do descampado,/ o grilo canta./ O peregrino escuta/ e já não teme.”

Francesca Cricelli
São Paulo, maio de 2017

 *

Na vida e na morte nos dividimos
nossos corpos estão divididos
nossas almas divididas
nossas vozes divididas, uma da outra

nossas mãos separadas
nossos cheiros
acordar junto na mesma cama
nossos sorrisos
nossas lagrimas
divididos nossos sonhos uns dos outros

no breu da noite
improvisamente, tudo se faz um.

[Ataol Behramoğlu, Turquia]

 

 

We parted in life and death
Two bodies separated
Our hearts separated
Our voices separated, one from the other

Our hands separated
Our smells
Our waking up together in bed
Our laughing together
Our tears
Our dreams separated, one from the other
The dark night of the soul
Suddenly occluded everything

§

TODA MULHER QUE TRANSA

a uma mulher que ama Sopor Aeternus

toda mulher que transa, transa porque sofre
cai num dilema de busca do amor pelas camas
seus punhos, seu pulso, sua sobrancelha
o que lhe treme, onde sente frio
lá quer ser beijada
beijada por quem ela dá valor
deixa o vapor no espelho ser o seu nome
sabendo que logo será apagado
deixa a navalha, uma vez por todas, cortar o rosto dele enquanto pensa nela
deixa que recolha o cabelo dela do chão e redima sua prece
toda mulher que transa, é pelo afeto
como um rio abre-se à curva de caverna
num esforço para que não murche
o manjericão à espera frente à janela
comprando flores para sua solidão no caminho
escondo-a em segredo numa caixa de sapato

toda mulher que transa
gostaria de reprimir o seu pesar
move sua carne como uma garra
finge um xeque-mate
seu entorpecimento não se diferencia
do entorpecimento dos que fazem rindo
— comporta-se como uma garota má —
como as tranças, os rabos-de-cavalo, dois rabos-de-cavalo
rasgavam-se como uma corda nas palmas —
como as fibras entretecidas e a terra remexida
do seu jardim, carregada em sua testa
toda mulher que transa, o faz por amor
em algum momento a hora arbitrária estanca
ela apresenta seu pertencimento à estátua vertical que admira
ela prega com fotos emolduradas
no ventre ofendido que gostaria de dar à luz
enquanto tenta apagar o cansaço da nuca dele
ela quebra os berços das crianças fantasmas que chorou

toda mulher que transa, é para não enlouquecer
e está exposta às ameaças do seu companheiro
ela teme que a loucura se agarre
à luta que ela já não tem forças para aturar

toda mulher que transa, transa por não morrer
ela pode se enganar tanto quanto um homem

[Neslihan Yalman, Turquia]

 

WHICHEVER WOMAN MAKES LOVE

                   — to a woman who loves Sopor Aeternus… —

 whichever woman makes love, it is because of suffering
she falls in a dilemma of searching love in beds
her wrists, pulse, eyebrows
whatever she trembles, feels cold
she would like him to kiss
someone on whom she values
let the steam on the mirror be her name
by knowing that it will be erased at that second
let the razor blade, at once, cut his face while he is thinking of her
let he take her hair off ground and redeem it blessing
whichever woman makes love, it is because of affection
like a river opens to bend of cave
in an effort not to make wither
the basil of waiting in front of window
buying flower to her loneliness on the way
and drying it secretly in shoebox

whichever woman makes love
she would like to repress her sorrow
she moves her flesh like a pawn
as she pretends to check-mate
her getting numb does not make any difference
from the people who gets numb by laughter
-she behaves like a naughty girl-
as braids, pony tails, two ponytails
were getting torn like a rope in palms-
as the grasses were weeded and its earth was raked
of her garden she cared on her forehead

 whichever woman makes love, it is because of love
at some point the hour of arbitrariness stops
she presents her belonging to the vertical statue that she admires
she nails photo frames
to the offended womb that she would like to give birth
while she tries to erase the tiredness off his back of neck
she breaks the cradles of the baby ghosts on which she cried

whichever woman makes love, it is for the sake of not getting mad
and she is exposed to her fellow’s threats
she fears that madness claws
to the struggle that she does not have any strength to endure

whichever woman makes love, it is in order not to die
she can deceive herself as much as a man

[traduzido do turco ao inglês por Müesser Yeniay]

§

ESSÊNCIA

das águas mortas só se espera o veneno
            [W. Blake]

estagnado, diria sem razão,
mas no fundo há uma tristeza escondida
há a nudez do outono
os arrepios que a visão provoca

dentro, aquele dia, o que sobrou
tão diferente em mim do que há em você?
e qual passado usamos para chamá-lo
detido assim há tanto tempo?

seu espírito envelhece feito vinho
todo embrulhado em suas feridas
a neblina espalhada dispersa
com seu próprio ímpeto

certos estão os poetas sábios
que encontram nas penas o segredo
veneno é tudo o que colhemos
na seca desta abundância

caminhar rebelde de si,
o mau humor, impertinente e curioso
é passageiro, roçamos no calor
o amor de todos os lugares

[Onur Behramoğlu, Turquia]

 

NELL’ESSENZA

        dalle acque morte solo veleno aspetta
[William Blake]

fermo, diresti senza una ragione
eppure in fondo una tristezza sta nascosta
in quella nudità d’autunno spoglio
che i brividi ci dà solo a guardarla

dentro quel giorno, che cosa è mai rimasto
diverso in me da quello in te
e che passato usiamo noi chiamarlo
tenuto prigioniero dentro al tempo

lo spirito a te invecchia come il vino
ed è fasciato tutto di ferite
si è sparsa ed è dispersa quella nebbia
nell’irruenza sua propria

nel giusto sono i poeti saggi
che nella pena trovano il segreto
veleno è tutto quanto raccogliamo
in siccità di benessere e di agio

è un camminare in sé ribelle
un malumore, scontroso eppur curioso
e di passaggio ciascun posto noi?
nel caldo lo sfioriamo dell’amore.

[traduzido do turco ao italiano por Giampiero Bellingeri]

§

VÉU DAS RELIGIÕES

Se és um
e se seus ensinamentos são um
por que inscrever nossa infância no Torah?
Por que adornar nossa juventude no Evangelho?
Só para apagar, tudo isso, em seu último livro?
Por que levar à discórdia, nós, que o reconhecemos como Um?
Por que multiplicar-se dentro de nós se és Um e Único?

[Amal Al Jabouri, Iraque]

 

VEILS OF RELIGION

 If You are One
And Your teachings are one,
Why did You engrave our infancy in the tablets of the Torah,
And ornament our youth with the Gospels
Only to erase all that in Your Final Book?
Why did You draw us, the ones who acknowledge Your Oneness,
Into disagreement?
Why did You multiply in us
When You are the One and Only?

[traduzido do árabe ao inglês por Seema Atalla]

§

DIZ-ME, AMAS OS DAMASQUEIROS?

Abraça-me e
conta
assemelha-se às tuas costas
a terra?

Não tenho vontade
de sair
basta-me
o que me contas

Diz-me,
amas os damasqueiros
e a chuva que banha os
teus cabelos?

Tu digas que os ama
e eu te escreverei
longamente, como um rio
ou chuva que faz os cavalos
esquecerem
seus próprios deuses.

Abraça-me
e conta-me,
assemelha às tuas costas
a terra?

[Gökçenur Çelebioğlu, Turquia]

 

DIMMI, AMI GLI ALBICOCCHI?

 Abbracciami e
racconta
somiglia alle tue spalle
la terra?

Non ho voglia
di uscire
il tuo racconto
mi basta

Dimmi, ami gli albicocchi
e la pioggia che bagna i
tuoi capelli?

Tu dì che li ami
e io ti scriverò
a lungo, come un fiume
o una pioggia che fa
dimenticare ai cavalli
I propri dei.

Tu abbracciami
e raccontami,
somiglia alle tue spalle
la terra?

 [traduzido do turco ao italiano por Nicola Verderame]

*

Francesca Cricelli (1982-) é poeta, pesquisadora e tradutora. Publicou Repátria no Brasil (Selo Demônio Negro, 2015) e na Itália (Carta Canta, 2017) e 16 poemas + 1 em Nova Iorque (edição de autora, 2017) e em Reykjavík (Sagarana forlag, 2017), livro mais vendido em todas as categorias na primeira quinzena de outubro da Mál og menning. Seus poemas foram recentemente publicados numa coletânea do Museu Minsheng em Xangai, na China. Organizou as cartas de Ungaretti a Bruna Bianco (Mondadori, 2017) e traduziu, entre outros, Elena Ferrante (Biblioteca Azul, 2016). Doutoranda em Estudos da tradução na USP. Lecionou intecção literária na Casa Guilherme de Almeida e é professora do CLIPE Poesia 2017 na Casa das Rosas. Já apareceu aqui na escamandro com diversas traduções e poemas próprios.

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