3 Tristia de Ovídio, por Pedro Yacubian

As Tristia de Ovídio, em cinco livros, são, ao que tudo indica, as primeiras elegias do ciclo de exílio do poeta, com início em 8 AD, depois de relegado por Augusto à antiga cidade de Tomi (hoje Constança, na Romênia), e fim em, provavelmente, 17 AD, com a morte do poeta. O primeiro poema do livro I é um diálogo do poeta com seu próprio … Continuar lendo 3 Tristia de Ovídio, por Pedro Yacubian

As Metamorfoses de Ovídio (I, vv.452-566), por José Vicentini.

O poema máximo de Ovídio dispensa apresentações. Como uma enorme coleção de fábulas pagãs permanece sem par até hoje na literatura ocidental, e as revoluções que promoveu à sua época nos foram (e ainda nos são) fundamentais para a compreensão do gênero épico. Como Homero, Ovídio é inesgotável: todos os grandes que o leram lhe tiraram algo de proveitoso à sua própria arte (de Dante … Continuar lendo As Metamorfoses de Ovídio (I, vv.452-566), por José Vicentini.

Duas elegias sobre aborto, em Ovídio, por Guilherme Duque

No par de elegias a seguir, contidas no segundo livro dos Amores de Ovídio, o poeta trata de um tema geralmente pouco associado à Antiguidade Clássica: o aborto. Conforme diz Paul Veyne no primeiro volume da História da vida privada ([1985] 2009, p. 21-25), sendo uma prática relativamente comum na época Imperial, o aborto não era visto pelos romanos como algo mais do que um … Continuar lendo Duas elegias sobre aborto, em Ovídio, por Guilherme Duque