Paisagem Sonora Para Estirâncio

Parte da história, como o eixo & a roda, a voz colocada como objeto vivo da realização do poema sempre esteve entre nós, ouvintes & falantes & ledores, e uma busca rápida pelo campo da produção oral, via Zumthor, resolve meio caminho de pesquisa. Se se pensa que temos toda uma genealogia da oralitura dos terreiros & povos das florestas com seus cantos rituais, bem … Continuar lendo Paisagem Sonora Para Estirâncio

Luiza Romão: Ave Sangria!

Em Sangria, a poeta Luiza Romão, busca revisitar a história do Brasil sob a ótica de um útero. Para isso, o livro é dividido em 28 poemas/28 dias, como um ciclo menstrual. Alternando entre experiências pessoais e episódios históricos, a poeta costura uma narrativa labiríntica, a fim de decifrar a identidade brasileira. A história é conduzida pelo ponto de vista do corpo feminino. Os ciclos … Continuar lendo Luiza Romão: Ave Sangria!

XANTO | Notas por uma poética da ocupação, por Luiz Guilherme Barbosa

Falas se disseminaram, falas sob formas muito diversas, durante as ocupações secundaristas de 2015 e 2016. Faixas, entrevistas, cabelos, fake news, sentenças, fraturas, jograis, discursos, canções. Ou cantos de guerra. “Mãe, pai, tô na ocupação, e só pra tu saber eu luto pela educação”. Cantos por uma comunidade filiada à escola, mãe, pai, eu, hinos filmados por uma comunidade em rede social, paródias de funk … Continuar lendo XANTO | Notas por uma poética da ocupação, por Luiz Guilherme Barbosa

3 traduções para o ‘task of the translator’ da Antigonick de Anne Carson

parece evidente afirmarmos que as fronteiras entre tradução, reescrita, adaptação e performance são de difícil estabelecimento, parecendo não haver critérios conceitualmente muito sólidos que distingam essas atividades além de perspectivas um tanto quanto subjetivas que as delimitam; sobretudo quando tratamos de peças teatrais que parecem figurar no limiar entre meros textos literários, pra nós, e acontecimentos espetaculares, rituais, jogos (os ludi), pros romanos and gregos, … Continuar lendo 3 traduções para o ‘task of the translator’ da Antigonick de Anne Carson

“Tradução total” de Jerome Rothenberg

Aqui no escamandro tenho feito alguns posts sobre as questão da tradução quando envolvem o corpo, mas quase sempre tratei de tradições ocidentais próximas. Por isso, deixo aqui trechos de uma fala de Jerome Rothenberg (Nova Iorque, 1931 — quem não conhece, sugiro que o faça logo) sobre sua própria experiência na tradução da poesia cantada dos índios Navajo, numa tradução de Luci Collin. No … Continuar lendo “Tradução total” de Jerome Rothenberg