Anacreonte

Natural de Téos, Ásia menor, Anacreonte viveu entre os séculos VI e V a.C. Frequentou a corte de Polícrates, em Samos, e, quando este foi assassinado pelos persas em 522, mudou-se para Atenas, onde participou da corte do tirano Hiparco. Foi bastante popular, tanto em vida quanto depois de sua morte. Máximo de Tiro dizia que até mesmo as crianças o amavam por suas palavras … Continuar lendo Anacreonte

Dama recatada, senhora pudica, amada esquiva – Andrew Marvell em tradução

Andrew Marvell (1621 – 1678), ao lado de outros nomes muito bem conhecidos hoje como John Donne, foi um dos chamados “poetas metafísicos”, termo pejorativo cunhado pelo crítico Samuel Johnson para se referir a um grupo de poetas mais ou menos equivalente, cronologicamente (ainda que também em temática em alguns casos, sobretudo em Donne), ao nosso barroco – este também, como se sabe, outro termo … Continuar lendo Dama recatada, senhora pudica, amada esquiva – Andrew Marvell em tradução

A adormecida – Poe

Poe (1809 – 1849), como deixou claro um post anterior aqui no escamandro, escrito pelo Vinicius Ferreira Barth sobre o poema “O Corvo”, é um autor que dispensa apresentações. Todos sabem quem ele é, etc. Mas há algo de curioso no modo como recebemos a obra de Poe. Em vida, ao que tudo indica, ele era mais conhecido como crítico do que como autor, e, … Continuar lendo A adormecida – Poe

ricardo domeneck

Ricardo Domeneck nasceu em Bebedouro, município do estado de São Paulo, em 1977. Lançou os livros Carta aos anfíbios (Bem-Te-Vi, 2005), a cadela sem Logos (Cosac Naify/7Letras, 2007), Sons: Arranjo: Garganta (Cosac Naify/7Letras, 2009), Cigarros na cama (Berinjela, 2011) e Ciclo do amante substituível (7Letras, 2012). É coeditor das revistas Modo de Usar & Co. e Hilda. Colaborou com revistas literárias brasileiras e estrangeiras, como … Continuar lendo ricardo domeneck

Marcial, por Décio Pignatari

Tenho a impressão de que todos os alunos de latim (ou pelo menos os com algum senso de humor) vibram na primeira vez que leem em aula o infame verso, ou o poema todo, aliás, do pedicabo ego vos et irrumabo de Catulo (carmen XVI) – pois esse frisson é elevado à enésima potência quando se descobre Marco Valério Marcial (40 – 102/104). Posterior a Catulo, … Continuar lendo Marcial, por Décio Pignatari

O Cântico dos Cânticos: vindo de Haroldo de Campos

Oitenta e quatro anos faria hoje Haroldo de Campos  (1929 — 2003). O poeta-crítico-tradutor dispensa maiores apresentações, acredito, e basta uma menção ao seu envolvimento com o Concretismo, à sua grande obra Galáxias e à extensa lista de autores que ele traduziu (como Homero, Dante, Mallarmé, Goethe, Maiakóvski…) para se ter uma noção da grandiosidade do seu legado. O que eu gostaria de celebrar hoje, … Continuar lendo O Cântico dos Cânticos: vindo de Haroldo de Campos

As Com/posições de Juan Gelman

Juan Gelman (1930) é um poeta judeu argentino, autor de mais de trinta livros e ganhador de prêmios literários como o Cervantes e o Reina Sofía de Poesía Iberoamericana. Sua história de vida é trágica e marcada pelo “desaparecimento” (leia-se sequestro e assassinato) de seu filho, sua nora e sua neta nas mãos dos militares da ditadura argentina e pelo subsequente exílio do poeta na … Continuar lendo As Com/posições de Juan Gelman

Beatriz Bastos: 5 poemas de Hilda Hilst em tradução inglesa

Hilda Hilst é uma poeta que dispensa apresentações – fato, claro, que não me isenta da obrigação de dizer algumas palavras introdutórias, no entanto. Nascida em Jaú em 1930, ela estudou direito na Universidade de São Paulo e publicou seu primeiro livro, Presságio, em 1950.  Mas é a partir da década de 60 (quando abandona a vida movimentada da cidade pela sua bucólica Casa do … Continuar lendo Beatriz Bastos: 5 poemas de Hilda Hilst em tradução inglesa

gaspara stampa (1523-54)

gaspara stampa (1523-54) é provavelmente a maior poetisa italiana do renascimento; mas insistir especificamente no fato de que seria a maior “poeta mulher” pode parecer prêmio de consolação, já que não havia tantas escrevendo em seu tempo, num espaço patriarcal como se pode imaginar para a itália dos séculos xv & xvi. não se trata disso, portanto. ela é uma poeta maior, sem qualquer distinção … Continuar lendo gaspara stampa (1523-54)