morte e ressurreição na poesia tardo-antiga: prudêncio & venâncio

o fim da antiguidade é, pra quase todo mundo (& mesmo eu me incluo, apesar de latinista), um buraco negro. nada se sabe &, em geral, nem se quer saber. por isso, em clima de semana santa, decidi verter dois trechos poeticamente poderosíssimos dos séc. IV-VI. no primeiro, tirado da Psychomachia de Aurélio Clemente Prudêncio (348-?410 d.c.), uma narrativa alegórica das batalhas da alma contra os … Continuar lendo morte e ressurreição na poesia tardo-antiga: prudêncio & venâncio

S. João da Cruz – Poemas Selecionados

(Saiu recentemente pela 7Letras uma coletânea de poemas de S. João da Cruz, com tradução de Hugo Langone e um prefácio meu. Gostaria de aproveitar a oportunidade para postar  o início do prefácio e dois dos poemas traduzidos) Juan de Yepes Álvarez nasceu em 24 de junho de 1542, em Frontiveros, uma pequena cidade situada ao noroeste da província de Ávila, e morreu em 14 … Continuar lendo S. João da Cruz – Poemas Selecionados

sonetos de frei agostinho da cruz

frei agostinho da cruz (nascido agostinho pimenta, em 1540, em ponte da barca, morto em 1619, em serra da arrábida), irmão do também poeta diogo bernardes, recebeu ainda pouca atenção crítica. sua poesia mística foi escrita toda no final da vida, quando, depois de 45 anos no convento de santa cruz da serra de cintra, como monge franciscano, decidiu tornar-se anacoreta em serra da arrábida … Continuar lendo sonetos de frei agostinho da cruz

O Paraíso Reconquistado de John Milton

Eu, que há pouco o feliz Jardim cantei, Perdido em desobediência, canto Aos homens recobrado Paraíso, Provada a obediência de outro homem Por toda a tentação, o Tentador Frustrado em seus ardis, vencido e expulso, E o Éden ressurgido em vasto ermo. Assim começa a continuação do Paraíso Perdido, de John Milton, intitulado, em nossa tradução, Paraíso Reconquistado (Paradise Regained, no original. Motivo de várias … Continuar lendo O Paraíso Reconquistado de John Milton

Mais textos de Murilo Mendes

Aproveitando o texto sobre o eterno nas letras brasileiras modernas que postei aqui, gostaria de indicar alguns links para outros textos de Murilo Mendes que estão no Anuário de Literatura, n. 9, 2001, da UFSC. São artigos interessantes para compreendermos melhor as concepções filosóficas que estão no fundo de alguns dos poemas de Murilo dos anos 30-40, bem como para mostrar o seu trabalho como … Continuar lendo Mais textos de Murilo Mendes

Milton e um paraíso mais de uma vez perdido

John Milton (1608-1674): assim como com o carpe diem de Horácio, mesmo que você jamais tenha lido o autor de fato, deve ter tido alguma forma já de contato com ele. Você pode, por exemplo, já ter esbarrado numa das famosas gravuras de Gustave Doré (como a que está aqui ao lado) baseadas no seu longo épico Paraíso Perdido (1667, 1674), ou assistido ao filme … Continuar lendo Milton e um paraíso mais de uma vez perdido