Rose Ausländer (1901-1988), por Luiz Abdala Jr.

“Palavra entre-linha

Muitos poemas encontraram
porém
Eu busco pela palavra
A palavra entre-linha
Na alegre roda da letra
Consoantes vogais
Verbetes tateio
a amplidão e o abismo
das palavras
procuro atinar
a furtiva
palavra”

Luiz Abdala Jr. traduz a poesia de Rose Ausländer. Continuar lendo Rose Ausländer (1901-1988), por Luiz Abdala Jr.

2 poemas de Paul Celan, por Matheus Guménin Barreto

“Salmo

Ninguém nos molda de novo da terra e do barro,
ninguém conjura o pó nosso.
Ninguém.

Louvado sejas, Ninguém.
Por amor a ti queremos
florescer.
Ao encontro
de ti.

Um nada
éramos, somos, seremos
ainda, a florescer:
a Rosa-de-Nada, a
Rosa-de-Ninguém.

Com
o almacândido cálamo,
o ermoceleste filamento,
a rubra coroa
do verbo purpúreo, que cantávamos
sobre, oh sobre
o espinho.”

Matheus Guménin Barreto traduz Paul Celan. Continuar lendo 2 poemas de Paul Celan, por Matheus Guménin Barreto