Nota sobre o tempo na poesia do séc. XVII, por Matheus Mavericco

Edward Herbert (1583-1648), Barão de Cherbury, foi poeta, soldado, diplomata e nobre inglês. Podemos pensar a princípio que foi muita coisa, mas na verdade não creio que é bem por aí pois tratamos de ocupações muito parecidas entre si. De todo modo, tal acúmulo foi importante para que Herbert professasse algumas ideias um tanto quanto avançadas demais para a época. A época: século XVII. As … Continuar lendo Nota sobre o tempo na poesia do séc. XVII, por Matheus Mavericco

Sansão Agonista

(para mais sobre John Milton, cf. nossos posts anteriores sobre o seu Paraíso Perdido e Reconquistado) Publicado em 1671, num volume que o incluía junto com o Paraíso Reconquistado, o Samson Agonistes, ou Sansão Agonista, de John Milton, é uma peça nos moldes de tragédia grega sobre a história do israelita Sansão, contada no Antigo Testamento, em Juízes 13-16 (mais sobre o contexto do livro … Continuar lendo Sansão Agonista

Um soneto sacro de John Donne, por Matheus Mavericco

John Donne (1572 – 1631) faz parte daquele grupo de poetas ingleses que posteriormente recebeu a imprecisa alcunha de “poetas metafísicos”. Após uma juventude boêmia, da qual resultaram alguns dos poemas mais tesos da língua inglesa, Donne entrou numa carreira clerical e foi ordenado pastor pela Igreja Anglicana em 1615. É dessa fase, não necessariamente após sua conversão ao anglicanismo, que datam os chamados “Sonetos … Continuar lendo Um soneto sacro de John Donne, por Matheus Mavericco

dois poemas de william blake, por matheus mavericco

A primeira vez que tive contato com “Auguries of Innocence” foi lendo o prefácio de Otto Maria Carpeaux para o notável Apresentação da Poesia Brasileira, de Manuel Bandeira. Lá, Carpeaux comenta o fato de que Bandeira, por uma questão de humildade simples, não havia incluso a si mesmo, no que o mestre austríaco buscara tentar mitigar o mal. Pois é em certo momento que Carpeaux diz … Continuar lendo dois poemas de william blake, por matheus mavericco

“Depressão: uma ode”, de Coleridge, por Mavericco

(Segue agora a segunda parte da postagem da semana passada de Matheus Mavericco sobre os românticos ingleses William Wordsworth (1770 – 1850) e Samuel Taylor Coleridge (1772 – 1834) (clique aqui para a primeira parte). Na postagem anterior, Mavericco traduziu o poema “Ode: Intimations of Immortality”, de Wordsworth. Agora ele traduz “Dejection: an Ode”, de Coleridge, ainda inédito em português até onde temos notícia. Mais … Continuar lendo “Depressão: uma ode”, de Coleridge, por Mavericco

“Ode: prenúncios de imortalidade”, de Wordsworth, por Mavericco

Já vimos poemas de Coleridge, Blake, Byron, Shelley & Keats aqui no escamandro: agora William Wordsworth, Poeta da Natureza, é o último dos grandes românticos ingleses que faltava para dar as caras em nosso blogue – last but not least, claro, dada a imensa influência que ele foi para todos os outros e para toda a poesia inglesa, senão a poesia do ocidente em geral. … Continuar lendo “Ode: prenúncios de imortalidade”, de Wordsworth, por Mavericco

“As quatro idades da poesia”, de Thomas Love Peacock

“Um poeta em nossos tempos é um semibárbaro numa comunidade civilizada. Ele vive nos dias do passado. Suas ideias, pensamentos, sentimentos e associações estão todos ligados aos modos bárbaros, costumes obsoletos e superstições refutadas. A marcha do seu intelecto é como a de um caranguejo, anda para trás. Quanto mais clara a luz que se difunde ao seu redor pelo progresso da razão, mais espessa … Continuar lendo “As quatro idades da poesia”, de Thomas Love Peacock

“To his coy mistress”, de Andrew Marvell (pt. 2), por Matheus Mavericco

Andrew Marvell já foi apresentado pelos colegas do escamandro (clique aqui). Essa postagem é mais ou menos uma parte dois, com uma tradução minha e outras que consegui pescar internet afora. Pois note como o poema de Marvell é estranho. Não, é sério. Ele é comumente posto dentro da caixa de acrílico do carpe diem, e claro que não está errado. Dividido em três partes, se … Continuar lendo “To his coy mistress”, de Andrew Marvell (pt. 2), por Matheus Mavericco

Rosas doentes

Em duas ocasiões anteriores, tratamos aqui dos poemas “The Tyger” e “The Lamb”, das Canções de Inocência & Experiência de William Blake. Recentemente eu fiquei meio obcecado com outro poema desses dois livros, “The Sick Rose”, e sinto que, apesar de ser curtíssimo, o poema merecia uma postagem inteira dedicada a ele. Segue no original: The Sick Rose O Rose thou art sick. The invisible … Continuar lendo Rosas doentes

Cunt Shakespeare, de Dodie Bellamy

Dodie Bellamy é uma autora feminista experimental norte-americana associada ao movimento literário da New Narrative das décadas de 1970 e 1980, ao lado de figuras como Kathy Acker (1947 – 1997) e Dennis Cooper (1953 – ). Como diz a breve notinha introdutória à sua entrevista para a revista Paris Review, ela escreve obras “genre-bending” (ô, termo difícil de traduzir: eu arriscaria algo como “subversoras … Continuar lendo Cunt Shakespeare, de Dodie Bellamy