Elizabeth Barrett Browning (1806 – 1861), por Matheus Mavericco

Do pensador político William Godwin & a pioneira do feminismo Mary Wollstonecraft (e sua filha e genro, Mary e Percy Shelley) até, digamos, Sartre & Beauvoir, temos muitos exemplos fascinantes de casais de escritores famosos na história da literatura e das humanidades em geral, mas me parece que são poucos os casais de poetas propriamente dito – o que faz com que eles sejam casos … Continuar lendo Elizabeth Barrett Browning (1806 – 1861), por Matheus Mavericco

A minha última duquesa – Robert Browning

Num momento anterior fiz uma postagem aqui no escamandro sobre um poema chamado “O amante de Porfíria”, do poeta vitoriano Robert Browning, em tradução minha (clique aqui). Na ocasião, mencionei a existência de um volume de traduções já para o português de alguns dos seus monólogos dramáticos, vertida por João Almeida Flor – uma edição, no entanto, infelizmente rara. Mas, por sorte, graças ao Flávio … Continuar lendo A minha última duquesa – Robert Browning

Ode sobre a melancolia – John Keats

(Para uma introdução, com breve biografia, sobre John Keats e seus principais poemas, vide minha postagem anterior, clicando aqui) A “Ode on Melancholy” é uma das cinco grandes odes que Keats escreveu em 1819 – e, com apenas 30 versos em 3 estrofes, também a mais breve. É provável que ele tenha tido como referência aqui a grande obra do século XVII de Robert Burton, … Continuar lendo Ode sobre a melancolia – John Keats

A Biographia Literaria de Coleridge

Mesmo que nunca tenha lido Coleridge, nem estudado teoria literária, você já deve estar familiarizado com o termo “suspensão de descrença” – i.e. o esforço extra para não se pensar “que besteira, isso nunca aconteceria!” que o leitor faz ao ler um texto ficcional que, a rigor, lide em algum grau com o fantástico (apesar de existirem várias narrativas não-fantásticas que forçam a barra no quesito … Continuar lendo A Biographia Literaria de Coleridge

John Keats (1795 – 1821), em duas traduções

Com um bom grau, é claro, de simplificação, acredito que podemos traçar pelo menos dois perfis de arquétipos clássicos de poetas românticos. Em um polo temos aquele tipo de poeta aventureiro, hedonista, viajado (em mais de um sentido da palavra, inclusive), libertino, amante da liberdade e dotado de uma rebeldia por vezes beirando o pueril, que seria um dos modos pelos quais poderíamos descrever, por … Continuar lendo John Keats (1795 – 1821), em duas traduções

Shelley – duas cenas do ato 3 de Prometheus Unbound

E eis que, por alguma curiosa coincidência, ocorreu que eu acabei, finalmente, defendendo a minha dissertação (que trata de Shelley) nessa última sexta-feira, dia 2, enquanto o aniversário de 221 anos do poeta, nascido em 1792, se deu ontem, dia 4 de agosto. Dada a ocasião, então, parece-me apropriado fazer um post (duplamente) comemorativo. Eu já tratei da poesia de Shelley aqui no escamandro em … Continuar lendo Shelley – duas cenas do ato 3 de Prometheus Unbound

D.H. Lawrence – Serpente

David Herbert Lawrence (1885 – 1930), ou D. H. Lawrence, como é mais conhecido, foi um importante romancista, dramaturgo, poeta e crítico literário do modernismo inglês. Apesar de mais conhecido por seus romances, como O Amante de Lady Chatterley ou A Virgem e o Cigano, Lawrence foi autor de cerca de 800 poemas, organizados em 12 volumes, fora as antologias. Até o seu segundo volume, … Continuar lendo D.H. Lawrence – Serpente

Kubla Khan – Samuel Taylor Coleridge

Um dos poemas mais famosos de um poeta pouco lido. A Samuel Taylor Coleridge (1773 – 1834), poderíamos dizer, falta, talvez, algo do charme imediato dos outros românticos ingleses – o júbilo natural proto-hippie de Wordsworth, o esteticismo elaborado de Keats, o ardor poético/político de Shelley, o visionarismo quase louco de Blake, o humor ácido de Byron… – o que talvez justifique o interesse reduzido … Continuar lendo Kubla Khan – Samuel Taylor Coleridge

O Amante de Porfíria – Robert Browning

O período romântico inglês é uma coisa cronologicamente complicada. A primeira geração começa com William Wordsworth, Samuel Taylor Coleridge (que juntos publicam as famosas Lyrical Ballads em 1798) e, à parte deles, William Blake. No entanto, os dons de Wordsworth e Coleridge são muito menos longevos do que eles próprios, que nascem em 1770 e 1772, respectivamente, e morrem só em 1850 e 1834. O … Continuar lendo O Amante de Porfíria – Robert Browning