Um salmo de John Milton, por Cesar Veneziani

“Agora, pois, ó reis, sede sensatos,
      Deixai-vos ser levados ao Senhor
      Terrenos juízes, não sedes ingratos,
Servi com fé e com todo o seu fervor
      Beijai o Filho, em sua aparição
      E nele siga alegre com temor.
Não pereçais em tua direção
      Pois chega o tempo em que serás julgado
      E quem nele refúgio busca então
Será de todo bem aventurado.”

Cesar Veneziani traduz um Salmo de John Milton. Continuar lendo Um salmo de John Milton, por Cesar Veneziani

Wladyslaw Szlengel (1912-1943), por Piotr Kilanowski

Wladyslaw Szlengel foi um poeta judeu-polonês nascido em Łódź. Suas canções escritas em polonês eram muito populares no Gueto, expressavam seus pensamento e estados de espírito. Eram recitados em diferentes apresentações de serões de diversões, circulavam em cópias de máquina de escrever ou hectográficas. Apesar de sua pouca qualidade artística, gozavam de popularidade, comoviam até às lágrimas, pois expressavam aqueles tempos, falavam de coisas com … Continuar lendo Wladyslaw Szlengel (1912-1943), por Piotr Kilanowski

Paul Van Ostaijen, por Gustavo Racy

Paul Van Ostaijen (22 de fevereiro de 1896, Antuérpia — 18 de março de 1928, Miavoye Anthée), foi um dos mais significativos representantes do modernismo flamengo. Tendo exercido diferentes funções em sua cidade natal, um exílio em Berlim após a Primeira Guerra, causado por seu ativismo flamengo, o levou a desenvolver aquilo que ele chamou de expressionismo “orgânico” ou “clássico”. Sua tipografia rítmica, repleta de … Continuar lendo Paul Van Ostaijen, por Gustavo Racy

Mascha Kaléko, por Valeska Brinkmann

Mascha Kaléko (1907 – 1975) nasceu em Chrzanów no império Austro-Húngaro, hoje Polônia. Filha de judeus, ainda criança mudou-se com os pais para Alemanha, fugindo dos Pogrons, depois em 1933 emigrou para Nova York com o marido. no final dos anos 20 em Berlim, fez parte da Neue Sachlichkeit (Nova Objetividade), movimento vanguardista de artistas e escritores como Erich Kästner, Joachim Ringelnatz , Bertold Brecht … Continuar lendo Mascha Kaléko, por Valeska Brinkmann

Poesia nórdica| Três tradutores de Karin Boye

Karin Maria Boye (n. 26 outubro de 1900 em Gotemburgo, m. madrugada de 24 april 1941 em Alingsås) é uma escritora e tradutora sueca mais conhecida por sua poesia mas que nos legou também muitos artigos, contos e romances, o mais célebre dos quais é a distópica obra de ficção científica Kallocain (Calocaína, publicada no Brasil em 1974 na tradução do prolífico tradutor Janer Cristaldo). … Continuar lendo Poesia nórdica| Três tradutores de Karin Boye

Frank O’Hara (1926-1966), por Lucas Túlio

Frank O’Hara (1926 – 1966) foi, entre outras coisas, um poeta norte-americano fundador do grupo Escola de Poetas de Nova Iorque (New York School of Poets) junto a John Ashbery, Kenneth Koch, James Schuyler e Barbara Guest. Nasceu em Baltimore, embora os anos mais produtivos de sua vida terem acontecido em Nova Iorque, onde a literatura, a música, a pintura e cinema convergiam em único … Continuar lendo Frank O’Hara (1926-1966), por Lucas Túlio

A insgugliambaçó de Juó Bananére

Eu ia escrever uma apresentação da minha lavra, mas li isto aqui: “Quando a primeira edição de La divina increnca foi lançada em 1915, em produção independente, a figura hilária e carnavalesca de Juó Bananére — pseudônimo do engenheiro Alexandre Marcondes Machado  (1892—1933) — estava no auge de sua popularidade. No entanto, sua brilhante carreira de cronista no jornal O Pirralho, fundado por Oswald de Andrade em … Continuar lendo A insgugliambaçó de Juó Bananére

Hilde Domin, por Valeska Brinkmann

Hilde Domin (1909 – 2006) foi uma poetisa alemã de grande importância. Filha de judeus, depois de morar na Italia imigrou em 1932 para a Republica Dominicana, onde começou a escrever poemas e de onde se origina seu nome artístico (Domin). Ganhadora de inúmeros prêmios na Alemanha e condecorada com a Ordem del Merito, na República Dominicana. Publicou, entre muitos outros: Nur eine Rose als … Continuar lendo Hilde Domin, por Valeska Brinkmann

Wallace Stevens (1879-1955), por Alessandro Funari

É notável como Wallace Stevens (1879 – 1955) imprime na materialidade de seus poemas o assunto abordado por eles. Usando como exemplo alguns poemas aqui trabalhados, vemos como em The Load of Sugar-Cane, não só o correr das águas do rio em questão carrega consigo versos inteiros (como se pode notar nas repetições, em estrofes diferentes, de ‘like water flowing’ e ‘under the rainbows’), mas … Continuar lendo Wallace Stevens (1879-1955), por Alessandro Funari