Louis Zukofsky, por Arthur Lungov

Louis Zukofsky (1904 – 1978) foi um dos poetas estadunidenses mais inventivos e instigantes do século XX. Poeticamente, Zukofsky segue na linha dos grandes vanguardistas norte-americanos, em especial Pound e T. S. Eliot. Zukofsky vê no poema um objeto linguístico que deve ser manipulado e composto a fim de levar a linguagem e a tradição poética ao máximo de suas tensões. Sua maior obra, o … Continuar lendo Louis Zukofsky, por Arthur Lungov

Hope Mirrlees (1887-1978), por Alvaro A. Antunes

Ela nasceu Helen Hope Mirrlees em 08/04/1887, em Chislehurst, Kent, e morreu aos 91 anos, em Thames Bank, Goring. Sua  família era de tradição escocesa e tinha vínculos profissionais com a África do Sul. Mirrlees cresceu na Escócia e na África do Sul. Estudou drama na Royal Academy of Dramatic Art e grego no Newnham College, em Cambridge. Lá, tornou-se acólita (mas logo prima inter … Continuar lendo Hope Mirrlees (1887-1978), por Alvaro A. Antunes

XANTO|Hans Arp, por José Pierre

“São quinze pro verão” O primeiro livro ilustrado por Arp, conhecido por poucos, é uma tradução francesa do Bhagavad-Gîtâ, editada em 1914 pela Librairie de L’Art Indépendant, em Saint-Amand (Cher). Apesar da sua originalidade para a época, as ilustrações, minúsculas vinhetas aracnídeas perfeitamente desapegadas de qualquer preocupação figurativa, e apesar de serem o primeiro testemunho que nos restou dessa ruptura com o “modelo exterior”, não … Continuar lendo XANTO|Hans Arp, por José Pierre

Hans Arp (1886 – 1966), por Natan Schäfer

Hans Arp (1886 – 1966) nasceu em Strasbourg, na Alsacia. Autor de uma obra múltipla de verdade, Arp e suas realizações não conhecem fronteiras. Justamente por isso, poderíamos paradoxalmente afirmar que o lugar por excelência ocupado por Arp, equilibrista à margem da margem em permanente posição de clandestinidade, é exatamente a fronteira, ou melhor ainda, afronteira. Textualmente, expressou-se em francês e em alemão, ambas suas … Continuar lendo Hans Arp (1886 – 1966), por Natan Schäfer

“Canções para Joannes”, de Mina Loy, por Alvaro A. Antunes

Mina Loy nasceu Mina Gertrude Löwy em 27/12/1882, em Londres, e morreu Mina Loy em 25/09/1966, em Aspen, Colorado, EUA. Sua obra poética está coligida em duas edições complementares [1,2]. Há uma biografia sólida [3], monografias [p.e., 4,5], e uma rica coletânea de ensaios [6], além de, claro, vários artigos dispersos. Escreveu prosa também [7,8]. Confesso que, apesar de lê-la há décadas, seu mistério permanece, … Continuar lendo “Canções para Joannes”, de Mina Loy, por Alvaro A. Antunes

“A”-19 de Louis Zukofsky, um trecho por Beethoven Alvarez

Louis Zukofsky (1904 – 1978) foi um poeta americano, filho de imigrantes russos judeus, que carregou o peso de ter vindo depois de T.S. Eliot, Ezra Pound e William Carlos Williams. E não sou eu que digo isso, foi o próprio Pound que escreveu isso numa carta pro L.Z. (numa das quase 600 que trocaram ao longo da vida, que dá pra ler nesse volume). … Continuar lendo “A”-19 de Louis Zukofsky, um trecho por Beethoven Alvarez

Perdidos na tradução: Robert Frost por Rodrigo Madeira

Poetry is what gets lost in translation.Robert Frost Embora tenha nascido na Califórnia (São Francisco, 1874) e vivido em diferentes cidades ao longo da vida, a obra e imagística de Robert Frost ficará para sempre associada à paisagem natural e humana da Nova Inglaterra, no nordeste gelado dos Estados Unidos. Frost, ainda que tenha em seus poemas “bucólicos” a mais poderosa expressão de sua inteligência … Continuar lendo Perdidos na tradução: Robert Frost por Rodrigo Madeira

Maiakóvski em viagem, por Paulo Ferraz

Para quem fez versos para seu passaporte soviético, é de se supor que Vladímir Maiakóvski o tenha usado bastante. E sim, após algumas viagens por cidades soviéticas, o poeta georgiano, nascido em 19 de julho de 1893 e que desde a adolescência vivia em Moscou, vai algumas vezes para o ocidente, Riga, Praga, Varsóvia, Berlim e Paris, são algumas das cidades por ele visitadas depois … Continuar lendo Maiakóvski em viagem, por Paulo Ferraz

César Vallejo, por Fred Girauta

“II

            Tempo Tempo.

      Meiodia estancado entre relentos
Bomba emburrada do quartel esguicha
tempo tempo tempo tempo.

                Era Era.

      Galos cocorocam ciscando em vão.
Boca do claro dia que conjuga
era era era era.

                Amanhã Manhã

      O repouso quente que há de ser.
Pensa o presente me guarda para
amanhã manhã amanhã manhã

                Nome Nome.

      Que se chama tudo que nos feriça?
Se chama Omesmo que padece
nome nome nome nomE.”

Fred Girauta traduz César Vallejo Continuar lendo César Vallejo, por Fred Girauta

Prufrock, Sayão, Pedrosa, por André Capilé

“O verso mais interessante já escrito em nosso idioma se obtém ou tomando uma forma muito simples, como o pentâmetro jâmbico, e constantemente se afastando dela, ou partindo da ausência de forma e constantemente se aproximando de uma forma muito simples. É esse contraste entre fixidez e fluxo, essa discreta fuga da monotonia, que constitui a própria vida do verso. […] Podemos, pois, apresentar a … Continuar lendo Prufrock, Sayão, Pedrosa, por André Capilé