Paisagem Sonora Para Estirâncio

Parte da história, como o eixo & a roda, a voz colocada como objeto vivo da realização do poema sempre esteve entre nós, ouvintes & falantes & ledores, e uma busca rápida pelo campo da produção oral, via Zumthor, resolve meio caminho de pesquisa. Se se pensa que temos toda uma genealogia da oralitura dos terreiros & povos das florestas com seus cantos rituais, bem … Continuar lendo Paisagem Sonora Para Estirâncio

João do Vale (1934-1996)

Posso começar aqui quase parafraseando Ruth Finnegan e dizer que possuímos uma tradição tanto escrita quanto não escrita de “literatura”, ou, melhor dizendo, de poesia, de poética; que apesar de sermos a cultura mais letrada do ocidente de toda a história, não surpreende a ninguém dizer que as formas não escritas são, certamente, muito mais conhecidas e apreciadas; e que a canção, portanto, figura como a … Continuar lendo João do Vale (1934-1996)

várias canções em “another man done gone”

nós damos pouquíssima importância à poesia oral, ainda, acreditando apenas em textos. por tolice, claro. porque estamos cercados de poesia oral no dia a dia, em canções, raps, vocalizações, leituras, saraus, etc. sabemos que a poesia oral ocupou e ocupa a maior parte da história humana, mas deixamos o problema de lado, na maior parte das vezes, e seguimos com nossos papéis na mão. acho … Continuar lendo várias canções em “another man done gone”