Virgílio, “Geórgicas”, Livro 2, vv. 1-109, por Rafael Silva

“mas quantas as espécies e quais são os nomes delas?”, por uma tradução poética das Geórgicas de Virgílio pouca gente sabe, menos gente ainda faz lá questão de lembrar, mas a obra de Virgílio não se restringe à Eneida. além de ser o autor das Bucólicas, conjunto de dez poemas que retoma muito da produção helenística de Teócrito e que constitui o mais influente modelo … Continuar lendo Virgílio, “Geórgicas”, Livro 2, vv. 1-109, por Rafael Silva

23 tradução para um epigrama de Tibulo, por Matheus Mavericco

Elogiado por Quintiliano no livro X das Instituições Oratórias e lembrado por Ovídio no nono poema do terceiro livro dos Amores, Tibulo é sem dúvidas um nome de destaque dentro da elegia romana, ao lado do próprio Ovídio ou de Propércio. O gênero elegíaco, que remonta à poesia grega arcaica, surgiu na poesia romana pelas mãos de um certo Cornélio Galo, de quem só restam … Continuar lendo 23 tradução para um epigrama de Tibulo, por Matheus Mavericco

As Geórgicas de Virgílio (I, vv. 1-70), por Arthur Rodrigues Santos

Entre as duas obras mais famosas de Virgílio, as Bucólicas e a Eneida, temos esta que já foi referida, talvez com alguma extravagância, como the best poem by the best poet. Não cabe a mim discutir se as Geórgicas são verdadeiramente a grande obra do poeta mantuano. Gosto não se discute e eu sou suspeito. Só queria dizer apenas o que me fascina nesse poema … Continuar lendo As Geórgicas de Virgílio (I, vv. 1-70), por Arthur Rodrigues Santos

3 Tristia de Ovídio, por Pedro Yacubian

As Tristia de Ovídio, em cinco livros, são, ao que tudo indica, as primeiras elegias do ciclo de exílio do poeta, com início em 8 AD, depois de relegado por Augusto à antiga cidade de Tomi (hoje Constança, na Romênia), e fim em, provavelmente, 17 AD, com a morte do poeta. O primeiro poema do livro I é um diálogo do poeta com seu próprio … Continuar lendo 3 Tristia de Ovídio, por Pedro Yacubian

De Rerum Natura (vv. 824-1023, III), de Lucrécio, por Rodrigo Gonçalves

há quase um ano eu trouxe aqui um trecho do canto terceiro do poema épico “de rerum natura” (da natureza das coisas), do poeta romano lucrécio, na tradução de rodrigo tadeu gonçalves (clique aqui). hoje, vem à luz o trecho final deste canto e o desejo de ver logo a tradução publicada na íntegra. sergio maciel * * *   Pois, além de adoecer com … Continuar lendo De Rerum Natura (vv. 824-1023, III), de Lucrécio, por Rodrigo Gonçalves

As Metamorfoses de Ovídio (I, vv.452-566), por José Vicentini.

O poema máximo de Ovídio dispensa apresentações. Como uma enorme coleção de fábulas pagãs permanece sem par até hoje na literatura ocidental, e as revoluções que promoveu à sua época nos foram (e ainda nos são) fundamentais para a compreensão do gênero épico. Como Homero, Ovídio é inesgotável: todos os grandes que o leram lhe tiraram algo de proveitoso à sua própria arte (de Dante … Continuar lendo As Metamorfoses de Ovídio (I, vv.452-566), por José Vicentini.

De Rerum Natura de Lucrécio, por Rodrigo Gonçalves

tito caro lucrécio (99 a.C. – 55 a.C.) já apareceu por aqui, em tradução de mario domingues (clique aqui). naquela ocasião, trouxemos um excerto do livro vi, conhecido também como o “livro do clima e da terra”. agora, outro excerto (III, vv. 417-505) vem à luz, desta vez do livro iii, ou “livro da mortalidade e da alma”, em tradução rítmica de rodrigo tadeu gonçalves. … Continuar lendo De Rerum Natura de Lucrécio, por Rodrigo Gonçalves

Duas elegias sobre aborto, em Ovídio, por Guilherme Duque

No par de elegias a seguir, contidas no segundo livro dos Amores de Ovídio, o poeta trata de um tema geralmente pouco associado à Antiguidade Clássica: o aborto. Conforme diz Paul Veyne no primeiro volume da História da vida privada ([1985] 2009, p. 21-25), sendo uma prática relativamente comum na época Imperial, o aborto não era visto pelos romanos como algo mais do que um … Continuar lendo Duas elegias sobre aborto, em Ovídio, por Guilherme Duque

A poética da comédia nova romana, por Rodrigo Tadeu Gonçalves e Leandro Cardoso

Introdução A comédia latina, chamada pelos romanos de comedia palliata (a partir do termo “pálio”, um tipo de indumentária grega), foi um gênero muito importante e popular no período republicano romano desde sua introdução nos festivais públicos chamados ludi scaenici (literalmente “jogos de encenação”) em 240 a.C. até a morte de Terêncio em 159. Todos os textos produzidos para os festivais tinham como modelo uma … Continuar lendo A poética da comédia nova romana, por Rodrigo Tadeu Gonçalves e Leandro Cardoso

nota crítica: a “eneida” de virgílio, por carlos alberto nunes

em setembro de 19 a.C., junto à cidade de bríndisi, o moribundo públio virgílio marão pedia que queimassem os manuscritos “incompletos” da eneida, o poema épico fundamental da literatura romana ((nãoa  resumirei, mas podem conferir aqui)) & que viria a ser tornar, segundo t.s. eliot, o centro da cultura europeia: “Virgílio tem a centralidade do clássico único; está no centro da civilização europeia, numa posição que nenhum outro … Continuar lendo nota crítica: a “eneida” de virgílio, por carlos alberto nunes