Anna Świrszczyńska (1909-1984)

Anna Świrszczyńska nasceu em 1909, em Varsóvia, e teve uma infância de pobreza. Começou a publicar seus poemas nos anos 30, continuando a escrever durante a Segunda Guerra Mundial – quando participou da resistência polonesa e conheceu Czesław Miłosz. A experiência da guerra deixaria marcas profundas em sua obra, culminando com o volume de versos Budowałam barykadę (Eu construí a barricada). Outra de suas temáticas centrais em suas … Continuar lendo Anna Świrszczyńska (1909-1984)

Irit Amiel (1931), por Luciano R. Mendes

Irit Amiel nasceu em Częstochowa, na Polônia, em 1931, sua origem judaica (a família de seu pai, Leon Librowicz, provavelmente consistia de judeus fugidos de Portugal e estabelecidos em terras alemãs cerca de 400 anos antes, de onde foram para a Polônia). Durante a Segunda Guerra Mundial ficou algum tempo no Gueto de Częstochowa, de onde escapou. Com documentos falsos e a ajuda de poloneses … Continuar lendo Irit Amiel (1931), por Luciano R. Mendes

wislawa szymborska (1923-2012)

este singelo post do ano retrasado foi tirado do semifalecido viagem de cabeceira, um projeto abortado, porque achei por bem ressuscitá-lo pelo primeiro aniversário de morte de wislawa szymborska (2012). * * * não costumo dar lá grandes bolas pra prêmios & premiados literários – não que tenha por princípio não lê-los, mas poucos realmente me agradam, então sempre estou desligado dos resultados gerais. foi esse … Continuar lendo wislawa szymborska (1923-2012)

zbigniew herbert

se a arte, por seu objeto, tiver um vaso quebrado uma alma pequena despedaçada com pena de si própria o que restará depois de nós será como o choro de amantes num hotel vagabundo quando as paredes amanhecem (zbigniew herbert, trad. de sylvio fraga neto & danuta h. da nóbrega) a poesia do polonês zbigniew herbert (1924-1998) ainda é pouco conhecida no brasil, & aqui … Continuar lendo zbigniew herbert

Dos paradoxos da linguagem: 3 poemas

Nós aqui do escamandro costumamos pegar leve com questões teóricas, em parte porque não temos a pretensão de fazer de nosso blog um reduto acadêmico (e, mais do que isso, ficaremos incrivelmente contentes se pudermos contribuir para, na verdade, tirar a poesia um pouco do domínio burocrático e dogmático da academia)… no entanto, dito isso, se há um teórico ao qual eu me vejo sempre … Continuar lendo Dos paradoxos da linguagem: 3 poemas

cyprian norwid

toda história, e com ela a história da literatura, é uma simplificação das forças complexas que atravessam qualquer empreitada humana. algumas simplificações são mais grosseiras que outras, óbvio; por isso essa frase bombástica – tão pouco do meu feitio – para abrir o post. porque algumas são mais grosseiras, & uma das que mais me incomoda, é a reconstrução da modernidade literária, que costuma, mais … Continuar lendo cyprian norwid

Um micro-panorama de poetas mulheres

Aproveitando a data do dia da mulher, nós do escamandro gostaríamos de compartilhar alguns poemas de nossas poetas mulheres favoritas. A ideia não é fazer um post para elaborar um comentário mais a fundo agora (o que seria, aliás, será feito melhor no futuro, com maior atenção… eu mesmo estava tentando uma tradução da Bishop, mas a tarefa acabou sendo mais difícil do que eu … Continuar lendo Um micro-panorama de poetas mulheres

6 perspectivas do século XX sobre a morte

Aproveitando que hoje é o dia dos mortos, decidimos fazer uma pequena seleção de poemas curtos que tematizem ou de algum modo discutam a morte, a partir de seis poetas distintos do século XX (e dois deles ainda vivos no século XXI), de línguas e/ou nacionalidades distintas. Da língua portuguesa, os sempre populares Fernando Pessoa (o ortônimo no caso) e Carlos Drummond de Andrade; do … Continuar lendo 6 perspectivas do século XX sobre a morte