“À tarde”, de Aureliano Lessa, por Raimundo Carvalho

À tardeAureliano Lessa (1828-1861) I Lá descambou o sol… Vai descorandoManso e manso o cetim vivo-cerúleoE as vermelhas folhagens que recamamO côncavo do céu. Transluz no ocasoPor débil prisma cambiante fachoDe semimortas cores, que se perdemNo azul ferrete do noturno manto.Nevadas franjas flutuando em flocosErram nas abas do dossel da tarde,Como da seda azul que a moça traja,Cândida renda guarnecendo as orlas.Galerna a viração farfalha … Continuar lendo “À tarde”, de Aureliano Lessa, por Raimundo Carvalho

o velho chico

engraçado como assuntos se interligam com facilidade, & coincidências fazem boa parte da nossa graça neste planetinha. fiz, faz pouquíssimo tempo, um post comentando a ausência das fotos & imagens no livro toda poesia de paulo leminski, levantando exatamente a questão do diálogo vivo entre imagem & poesia; logo na sequência, o vinicius acabou de fazer dois belos posts mostrando como os quadrinhos tiram sarro dos poetas (que bem merecem) & como … Continuar lendo o velho chico

raimundo carvalho

raimundo carvalho (1958, pirapora) é o meu mestre. aprendi latim & virei tradutor por causa dele, virei professor por causa dele. “por causa dele” é sempre drástico, talvez não seja tanto; mas preciso reconhecer que, sem as mil conversas cafeinadas, à tarde, na sua casa, eu não teria aprendido um inúmero de coisas. a principal, & que não entra nunca no currículo, é que aprendi … Continuar lendo raimundo carvalho