Uma janela de Rilke em várias versões

Eu já disse, num passado nem tão distante, que a poesia francesa de Rilke era pouco conhecida no Brasil, na língua portuguesa como um todo. Começo a ver que não era, ou que certamente já não é verdade. Como prova cabal disso, eis logo abaixo cinco (sim, eu disse 5) versões lusófonas para um mesmo poema que aparece tanto na série Vergers quanto na Fenêtres. Três … Continuar lendo Uma janela de Rilke em várias versões

3 sonetos a orfeu, por william zeytounlian

II.1 Respirar, ah, poesia invisível! Câmbio puro e contínuo entre o espaço e o ser. Contrapeso castiço, em cujo compasso me enlaço. Única onda nos ares, em cujo mar, progressivamente, me faço; o menor de todos possíveis mares, – conquista do espaço. Quantas dessas estâncias de espaço não via nascerem em mim? Muitos ventos são cria minha. Me reconheces, ar, cheio de partes da minha … Continuar lendo 3 sonetos a orfeu, por william zeytounlian

rilke, ainda

como disse no último post, também fiz traduções do rilke alemão, realizadas em parceria com maurício cardozo, que saíram na tradução em revista, & que vocês podem acessar aqui, para lerem a intro e ainda outros poemas. aquilo que interessa, ou ao menos me interessa nesse rilke dos novos poemas é o mesmo que me cativou na poesia francesa: essa captura da alma do objeto; portanto, … Continuar lendo rilke, ainda

französisch de rilke

rainer maria rilke (1875, praga – 1926, valmont) é talvez o nome mais famoso da poesia alemã na primeira metade do século xx. no brasil, a sua poesia já ganhou um bom punhado de traduções, sobretudo das obras mais famosas, como as elegias de duíno & os sonetos a orfeu, além da prosa das cartas a um jovem poeta. pessoalmente, nunca me comovi muito com esse rilke da grandes paisagens subjetivas, … Continuar lendo französisch de rilke