3 Odelettes de Gérard de Nerval, por Victor Queiroz

Gérard de Nerval (ou Gérard Labrunie, como fora batizado) é um dos mais importantes escritores românticos de França. Nascido em 1808, na cidade de Paris, perdeu ainda na primeira infância a sua mãe. Estudou no colégio Charlemagne, onde se aproximou de Théophile Gautier, outro grande poeta, com o qual manteve grande e duradoura amizade, tendo frequentado também a boêmia literária do século XIX. Apreciador da … Continuar lendo 3 Odelettes de Gérard de Nerval, por Victor Queiroz

Um poema de Victor Hugo por Erick Monteiro Moraes

No post sobre a poesia de Victor Hugo no Brasil (ou sua espantosa escassez), o Guilherme Gontijo Flores levanta a questão dos poetas canônicos descanonizados, isto é, aqueles que todos conhecem, mas ninguém lê. Dentre os autores citados por ele, Goethe e Bilac são os nomes que mais me chamam atenção. O primeiro é o autor de “Kennst du das Land?”, que constitui a epígrafe (quase sempre omitida) da “canção do exílio”, o mais famoso e parodiado poema de nosso Romantismo e, talvez, de toda a nossa literatura. O segundo é vítima … Continuar lendo Um poema de Victor Hugo por Erick Monteiro Moraes

Don Juan de Byron, por Lucas Zaparolli de Augustini, pt. 1

O melhor Canto do Don Juan de Byron à beira do bicentenário de Don Juan   Byron considerava este Canto “muito decente”, e também algo dull, “monótono”. Porém até seus desafetos reconheciam ser aqui um dos seus pontos culminantes. O poeta S. T. Coleridge, merecedor de vária sátira na obra byroniana, é quem diz (dias após a morte de Byron, em 1824) ser a “melhor” … Continuar lendo Don Juan de Byron, por Lucas Zaparolli de Augustini, pt. 1

“Don Juan”, de Byron, por Lucas Zaparolli de Augustini

Em 2003, o pesquisador Daniel Lacerda perguntou a Augusto de Campos qual obra carecia ser traduzida ao português, e afirma que “não pude deixar de me surpreender ao ouvir a citação do poema byroniano.” (Lacerda, 2008, p. 17). Na sequência, Daniel – orientado por Décio Pignatari – fez uma tese acerca do uso sistemático da metalinguagem (que prenunciaria a modernidade) em Don Juan, e foi … Continuar lendo “Don Juan”, de Byron, por Lucas Zaparolli de Augustini

Ozymândias, por Matheus Mavericco

“Ozymândias” é um soneto tão entranhado na cultura anglófona que é até meio difícil que você nunca tenha ouvido falar dele, ainda mais depois que num dos últimos episódios de Breaking Bad o inhrotagonista o recita. Um outro exemplo bom é o personagem Ozymândias de Watchmen, de Alan Moore e Dave Gibbons. Num soneto que aborda a decadência de um rei que se orgulhava de ser o pica … Continuar lendo Ozymândias, por Matheus Mavericco

Eugênio Oneguin, de Alexandr Pushkin (1799-1837)

Alexandr Serguêievitch Pushkin, ou também grafado Aleksandr Púchkin (1799 -1837), é daquelas figuras fundadoras de um povo pelo encontro da língua. é o poeta-romancista moderno, romântico, insano da rússia pré-futurista; foi a figura que conseguiu fazer o vernáculo russo entrar no escalão da literatura de elite, com um gosto pela sátira, a ironia &, por que não?, o sentimentalismo. &, como quase todo tipo de … Continuar lendo Eugênio Oneguin, de Alexandr Pushkin (1799-1837)

dois poemas de william blake, por matheus mavericco

A primeira vez que tive contato com “Auguries of Innocence” foi lendo o prefácio de Otto Maria Carpeaux para o notável Apresentação da Poesia Brasileira, de Manuel Bandeira. Lá, Carpeaux comenta o fato de que Bandeira, por uma questão de humildade simples, não havia incluso a si mesmo, no que o mestre austríaco buscara tentar mitigar o mal. Pois é em certo momento que Carpeaux diz … Continuar lendo dois poemas de william blake, por matheus mavericco

“Depressão: uma ode”, de Coleridge, por Mavericco

(Segue agora a segunda parte da postagem da semana passada de Matheus Mavericco sobre os românticos ingleses William Wordsworth (1770 – 1850) e Samuel Taylor Coleridge (1772 – 1834) (clique aqui para a primeira parte). Na postagem anterior, Mavericco traduziu o poema “Ode: Intimations of Immortality”, de Wordsworth. Agora ele traduz “Dejection: an Ode”, de Coleridge, ainda inédito em português até onde temos notícia. Mais … Continuar lendo “Depressão: uma ode”, de Coleridge, por Mavericco

“Ode: prenúncios de imortalidade”, de Wordsworth, por Mavericco

Já vimos poemas de Coleridge, Blake, Byron, Shelley & Keats aqui no escamandro: agora William Wordsworth, Poeta da Natureza, é o último dos grandes românticos ingleses que faltava para dar as caras em nosso blogue – last but not least, claro, dada a imensa influência que ele foi para todos os outros e para toda a poesia inglesa, senão a poesia do ocidente em geral. … Continuar lendo “Ode: prenúncios de imortalidade”, de Wordsworth, por Mavericco

“As quatro idades da poesia”, de Thomas Love Peacock

“Um poeta em nossos tempos é um semibárbaro numa comunidade civilizada. Ele vive nos dias do passado. Suas ideias, pensamentos, sentimentos e associações estão todos ligados aos modos bárbaros, costumes obsoletos e superstições refutadas. A marcha do seu intelecto é como a de um caranguejo, anda para trás. Quanto mais clara a luz que se difunde ao seu redor pelo progresso da razão, mais espessa … Continuar lendo “As quatro idades da poesia”, de Thomas Love Peacock